<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397</id><updated>2011-10-23T06:18:25.669+01:00</updated><category term='Ano B'/><category term='Fé'/><category term='Bom Pastor'/><category term='Diocese of South Carolina'/><category term='Cross-Cultural'/><category term='Evangelização'/><category term='Episcopal Church'/><category term='Portugal'/><category term='Photos'/><category term='Stress'/><category term='1Advento -Ano B'/><category term='IQ'/><category term='3°Domingo do Advento. Ano B. Yr B- 07.12.08'/><category term='Politics'/><category term='deregulation'/><category term='Faith Incarnation'/><category term='Tiller'/><category term='Yr B- 07.12.08'/><category term='Pro-Life'/><category term='Sousa Mendes'/><category term='Sermão'/><category term='Força e Fraqueza'/><category term='Good Shepherd'/><category term='Abortion'/><category term='Okinawa'/><category term='Religion'/><category term='Anti-Abortion'/><category term='Medo'/><category term='9/11'/><category term='Islam'/><category term='Anglican'/><category term='Grief'/><category term='Tourism'/><category term='Ecologia'/><category term='Ordination of Homosexuals'/><category term='Apostacy'/><category term='II Advent'/><category term='Culture'/><category term='Saude e as curas de Jesus'/><category term='Virgin'/><category term='Alzheimers'/><category term='Intelligence'/><category term='Loss'/><category term='Clergy'/><category term='4°Domingo do Advento- 21.12.08 -Ano B'/><category term='Prayer'/><category term='regulation'/><category term='Julga Final'/><category term='Health Care'/><category term='Cultura'/><category term='Preparação pelo retorno de Jesus'/><category term='SKCM'/><category term='Japan'/><category term='Crise'/><category term='Schism'/><category term='Economic Crisis'/><category term='Arabian Gulf'/><category term='Europe'/><category term='Igreja Lusitana'/><category term='Quaresma'/><category term='societal values'/><title type='text'>Padre Z+</title><subtitle type='html'>Posts on a wide variety of subjects, primarily in English, and sermons in Portuguese and/or English, by Canon Francis C. Zanger, D.Min.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-2156641590581102317</id><published>2011-01-10T22:57:00.004Z</published><updated>2011-01-10T23:18:54.173Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Virgin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4°Domingo do Advento- 21.12.08 -Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='societal values'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Lusitana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>4° Domingo do Advento, 21.12.08 [Ano B] A Coragem duma Virgem</title><content type='html'>4°Domingo do Advento, 21.12.08 [Ano B]&lt;br /&gt;    Igreja de Redentor/Porto&lt;br /&gt;    Cónego Doutor Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. &lt;/em&gt; Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "&lt;em&gt;Eu te saúdo, ó escolhida de Deus! O Senhor está contigo&lt;/em&gt;." Ou, nas palavras talvez mais conhecidas, “&lt;em&gt;Avé Maria, cheia de graça! O Senhor é contigo&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; Quando ouviu estas palavras, a jovem Virgem Maria ficou cheia de medo.  Sabemos isto, porque logo a seguir as palavras do Anjo Gabriel foram:  “&lt;em&gt;Não tenhas medo, Maria&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Os Anjos são assustadores; quando, na noite do Nascimento de Nosso Senhor, o anjo apareceu aos pastores que passavam a noite no campo guardando os rebanhos, a primeira coisa que o anjo lhes disse foi: “&lt;em&gt;Não tenham medo&lt;/em&gt;!”. Agora, vimos anjos nas lojas e eles são giros, adoráveis, bebés dourados com asas... mas não é nada de “delico-doce” como um anjo verdadeiro; os anjos são os mensageiros de Deus.  É por isso que eles dizem: “&lt;em&gt;Não tenhas medo&lt;/em&gt;”— são medonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E as palavras seguintes foram até piores:  "Ficarás grávida e terás um filho, a quem vais pôr o nome de Jesus.  Ele será grande e será chamado de Filho do Deus Altíssimo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; À primeira vista, não compreendeu. Ela perguntou ao Anjo Gabriel (e isso também demonstrou a sua coragem, confrontando um anjo do Senhor!): “&lt;em&gt;Como é que isso pode ser, se eu sou virgem?”.  &lt;/em&gt;Mas o anjo respondeu-lhe: “&lt;em&gt;O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Deus altíssimo te cobrirá como uma nuvem.  Por isso o que vai nascer é santo e será chamado Filho de Deus&lt;/em&gt;.”   E o anjo disse a Maria que a sua parente, Isabel, que era casada com o sacerdote Zacarias, e era velha de mais para ter crianças, também estava grávida já no sexto mês, de um filho: filho este que seria São João Baptista:  "&lt;em&gt;É que para Deus não há nada impossível&lt;/em&gt;!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Histórias e palavras tão familiares que quase nem lhes ligamos agora, mas que para uma miúda de doze ou treze anos, que estava desposada com um homem mais velho, um homem sério, um homem muito religioso numa cultura muita conservadora... estas eram palavras terríveis, palavras medonhas.  Se ela tivesse tido medo quando viu o anjo, tal teria sido o fim do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para compreender porque era tão difícil, precisamos de saber um pouco sobre a cultura israelita do Primeiro Século.  Não se tratava só de os casamentos serem arranjados, mas também que o acordo de casamento era um contrato com força legal.  O Império Romano não tinha interesse nenhum em assuntos como estes, desde que os Judeus pagassem os impostos, o “IVA Romano”, e continuassem como uma colónia pacífica, podiam continuar com as suas leis tradicionais, as leis Bíblicas.&lt;br /&gt;A maioria das leis sobre os casamentos estavam escritas no vigésimo segundo capitulo do Deuteronómio.  O contrato de casamento era entre o noivo e o pai da noiva, e menina não tinha voz nenhuma no assunto. No caso da Virgem Maria, seu pai, São Joaquim, assegurou que ela era uma virgem, pura e sem mácula, e assinou o contrato com São José.  Como era normal, a jovem Maria continuaria na casa dos pais durante o ano de noivado.  &lt;br /&gt; Mas, na lei, se ela ‘quebrasse o contrato’, se depois do dia do casamento, o marido a acusasse de já não ser virgem na altura do casamento, a lei era simples. Se os pais da jovem não pudessem levar os sinais da virgindade aos anciãos da cidade, reunidos em tribunal, então, como estava escrito no Deuteronómio: "&lt;em&gt;devem levá-la à porta da casa do seu pai e ali será apedrejada e morta pelos homens da sua cidade. É que ela cometeu no meio do povo de Israel a infâmia de se prostituir, desonrando a casa do seu pai.  Dessa maneira, acabarás com este escândalo, no meio do teu povo."  &lt;/em&gt;E, no caso de uma menina que já estava, pelo menos, no terceiro ou quarto mês da gravidez, o tribunal não estaria muito interessado nos sinais da sua virgindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E Maria sabia bem disso: ela era duma família religiosa, era bem educada. Ela era jovem, ainda entre menina e mulher, provavelmente já se tinha assustado antes do encontro com o anjo, assustado com o casamento, com a entrada no mundo dos adultos, mas ao mesmo tempo tudo era animado... todos os sentimentos, todas as esperanças que são naturais a uma noiva tão jovem.  E agora, com as palavras do anjo, perdia tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O que é que ela poderia dizer aos pais? Que está grávida, mas ainda é virgem? O que é que ela poderia dizer ao seu noivo, José?  Ela bem sabia que, ao dizer “Sim” ao anjo, ninguém iria acreditar que fosse ainda virgem... e sabia que iria morrer, apedrejada como prostituta, em frente à porta da sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas... como é que ela podia disser que “não”?  Ela era fiel, educada na Fé, e quando o anjo — um anjo de Deus(!) se aproximou... ela não podia dizer não, não ao seu Deus!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E não teve tempo para pensar. É impossível dizer a um anjo:  “Posso pensar nisto por uns dias?”.  Ela tinha de responder no momento e respondeu, não assustada mas com Fé : “&lt;em&gt;Servirei o Senhor como ele quiser.  Seja como tu dizes&lt;/em&gt;.”Ou, nas palavras mais tradicionais: “&lt;em&gt;Eis aqui a serva do Senhor.  Faça-se em mim segunda a tua palavra&lt;/em&gt;.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Falou assim, sabendo que talvez ninguém fosse acreditar nela, que o preço da sua obediência podia ser mais do que a vergonha, poderia ser a sua própria morte.  Falou assim, esta jovem, por causa da sua fé.  Falou assim, e, nas palavras do Anjo Gabriel, o Espírito Santo desceu sobre ela, e o poder de Deus altíssimo cobriu-a como uma nuvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esta jovem, esta miúda virgem, tinha tanta coragem!  É por isso que ela tem um lugar especial na nossa Fé tal como está escrito no quadragésimo segundo versículo deste mesmo Evangelho, a Santa Isabel, parente da Virgem Maria e já grávida de nove meses de João Baptista, disse:  “&lt;em&gt;Abençoada és tu entre todas as mulheres e abençoado é o fruto do teu ventre&lt;/em&gt;!"  e a Virgem respondeu, no Cântico de Maria “&lt;em&gt;Daqui em diante toda a gente me vai chamar ditosa, pois grandes coisas me fez o Deus Poderoso.  Ele é Santo&lt;/em&gt;!.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando Maria aceitou a vontade do Senhor e o Espírito Santo desceu sobre ela, Deus que criou o Universo, Incarnou-se. Jesus Cristo entrou na sua própria Criação nesse mesmo momento. Ele, que era verdadeiro Deus desde o princípio, fez-se verdadeiro homem, nove meses antes do primeiro Natal, no seio de Maria.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          É por isso que a igreja primitiva a chamava de “Theotokos” — a “Mãe de Deus”, ou literalmente, “a Portadora de Deus”, assim insistindo que o Messias era totalmente humano e totalmente divino a partir do momento da concepção; por conseguinte, a criança que nasceu não era somente uma criança humana com a divindade habitando nela, mas era uma Pessoa com duas naturezas distintas, a divina e a humana — o Deus-Homem, o Encarnado.  &lt;em&gt;O Verbo se fez carne, e habitou entre nós&lt;/em&gt;... e só para nos salvar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando o Anjo Gabriel foi mandado a Maria, ela tinha que fazer uma escolha terrível. Podia dizer que “sim”, com o risco não só de uma gravidez vergonhosa e escandalosa, mas sabendo que a lei ordenava que ela fosse apedrejada, morta em frente da casa de seu pai... ou podia dizer que “não”. E se dissesse “não”, ninguém iria saber! Ninguém, excepto o próprio Deus.  E ela, esta menina tão jovem e tão assustada, respondeu: “&lt;em&gt;Eis aqui a serva do Senhor.  Faça-se em mim segunda a tua palavra&lt;/em&gt;.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Nós raramente somos solicitados por Deus para pôr em risco as nossas vidas... mas as exigências de Deus ainda podem parecer difíceis, porque as exigências de Deus são frequentemente muito diferentes das exigências da nossa cultura moderna.  Talvez nunca iremos precisar de comparecer em frente dos anciãos da cidade, reunidos em tribunal, e sentenciando a morte... mas temos de comparecer em frente dos nossos colegas, dos nossos amigos... em frente do “Tribunal da Cultura Secular”.  E as nossas vidas seriam muito mais fáceis, mais calmas, mais agradáveis, se pudéssemos dizer que somos inocentes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas não podemos. Quando tivermos que comparecer em frente do “Tribunal da Cultura Secular” só poderemos confessar que somos culpados... porque cada um de nós precisa primeiro de dizer:  “&lt;em&gt;Eis aqui o servo do Senhor.  Faça-se em mim segunda a Sua palavra&lt;/em&gt;.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.   Ámen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-2156641590581102317?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/2156641590581102317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/4-domingo-do-advento-211208-ano-b.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/2156641590581102317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/2156641590581102317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/4-domingo-do-advento-211208-ano-b.html' title='4° Domingo do Advento, 21.12.08 [Ano B] A Coragem duma Virgem'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-906036055985360842</id><published>2011-01-10T22:46:00.003Z</published><updated>2011-01-10T22:56:40.392Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preparação pelo retorno de Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3°Domingo do Advento. Ano B. Yr B- 07.12.08'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julga Final'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Lusitana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>3° Domingo do Advento, 07.12.08 [Ano B]</title><content type='html'>3°Domingo do Advento, 07.12.08 [Ano B]&lt;br /&gt;    Igreja de S. João Evangelista/VN de Gaia&lt;br /&gt;    Cónego Dr. Francisco C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Vivam sempre em alegria!”  &lt;/em&gt;Vivam sempre em quê?  Assim começou a nossa segunda leitura, da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses... com uma frase que até parece um contra senso. Estamos no Terceiro Domingo do Advento, esperando o retorno de Cristo e o Seu Juízo Final, e precisamos de viver ‘sempre em alegria’?  Não seria muito mais fácil, e mais justo,  viver no medo, no medo da condenação, e no medo de passar a eternidade no Inferno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a contradição do Advento. Nós esperamos pelo Juiz do Mundo, por Aquele que conhece todos os nossos desejos e pensamentos, bons e maus, esperamos por Aquele que já disse que, cada vez que passamos por um mendigo com fome sem lhe dar comida, cada vez que sabemos de uma viúva idosa e sozinha e não a visitamos, ou que sabemos de um membro da Paróquia que está no hospital e não o visitamos, sabemos que este mendigo, ou esta viúva, ou este doente, “é um dos irmãos mais pequeninos” de Jesus, e no Juízo Final tudo isto será o mesmo que termos ignorado a própria pessoa de Jesus nessas ocasiões.  E esperamos com esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a contradição do Advento, podermos esperar sem medo por uma coisa tão medonha.  É a contradição do Advento, e também a contradição da nossa Fé.  Esperamos pelo Juízo Final, pelo julgamento de Deus, mas ao mesmo tempo sabemos que o tribunal não será “justo”, e sabemos que, se fosse um tribunal justo, e um Juiz justo, seriamos todos condenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tal é a nossa Fé — a de que, no dia e na hora do Juízo Final, não será um julgamento de justiça, será um julgamento de amor.  O nosso Juiz, Aquele que nos amou de tal modo que entrou na sua própria Criação, encarnou-se no seio da Virgem Maria e viveu como um de nós (quando podia ser rico, podia ser um rei, mas não, quis ser um homem normal, como um de nós mesmo), e morreu de um modo horrível e escandaloso, verdadeiro homem, mas ainda verdadeiro Deus ao mesmo tempo, e tudo isto só pelo seu amor a nós, e para a nossa salvação... é Ele que nos julgará!   Não, este não vai ser um tribunal de justiça, graças a Deus. Será um tribunal de amor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se será um julgamento de amor, também será um julgamento do nosso amor — e não só do nosso amor para todos os seres humanos criados por Deus, de todos nós que somos criados à Imagem de Deus, mas também do nosso amor pela Criação inteira.  Nós somos os feitores da Criação, não somos os donos, mas os feitores, os “empregados” de Deus, desde que fomos criados.   No primeiro capítulo do Génesis, Deus abençoou o ser humano, o primeiro homem e a mulher, desta maneira: «&lt;em&gt;Sejam férteis e cresçam, encham a terra e dominem-na, dominem sobre os peixes do mar  e as aves do céu e sobre todos os animais que andam sobre a terra&lt;/em&gt;.»  [v.26]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este 'domínio’ não significa que nós somos os novos proprietários, os ‘donos do mundo’!  No Salmo Cinquenta, Deus disse: «...pois todos os animais dos bosques me pertencem, bem como os que se encontram nos altos montes; pois conheço bem as aves das montanhas, e os répteis do campo estão à minha disposição.  Se eu tivesse fome não precisava de to dizer, pois o mundo e tudo o que ele contém pertencem-me.»  Não, donos não somos, somos somente os feitores do dono...  e quando o dono voltar, devemos estar preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro já de quantas vezes Jesus falou através de parábolas, de comparações,  sobre a importância do nosso papel enquanto feitores, quando o dono não está presente na casa.  No décimo segundo capitulo do Evangelho de São Lucas, Jesus disse que: «Como poderá mostrar-se fiel e prudente o empregado a quem o Patrão deixou a tomar conta dos outros...  Feliz seja seráaquele empregado a quem o patrão, quando vier, encontrar a proceder assim.  Digo-vos que certamente o fará administrador de todos seus bens.» [12,42-43], mas no outro lado, no mesmo capítulo do Evangelho, o «empregado, que conhecia a vontade do patrão, mas não se preparou nem fez nada de acordo com o que ele queria, será bastante castigado»[12,47].  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos parábolas semelhantes nos outros Evangelhos também, como a parábola do Rei e do Administrador que Não Soube Perdoar, no décimo oitavo capítulo de São Mateus, e a comparação dos Rendeiros Criminosos no décimo segundo capitulo de São Marcos, e também a história da Cura do Empregado do dum Oficial Romano no oitavo capítulo de São Mateus — o Centurião do Exército Romano que, quando Jesus queria ir a casa dele para curar o seu empregado, respondeu : «Isso não, Senhor! Não mereço que entres em minha casa. Basta que digas uma palavra e o meu empregado ficará são.  Também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e os meus soldados a quem dou ordens. Digo a um que vá, e ele vai.  Digo a outro que venha, e ele vem.»  O Centurião — ele que era pagão, que venerou o Mithras, o ‘deus’ dos soldados Romanos — ele entendeu!  E Jesus ficou admirado, e respondeu:«Fiquem sabendo que ainda não encontrei ninguém com tanta fé mesmo entre o povo de Israel.  Digo-vos mais : hão-de vir muitos do Oriente e do Ocidente sentar-se à mesa no Reino do céus com Abraão, Isaac, e Jacob, enquanto os herdeiros do Reino serão lançados fora, na escuridão!”» [8,5-13]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras difíceis, estas! Na altura em que Jesus disse estas palavras, nem as pessoas do Oriente, da China ou Japão, nem as pessoas do Ocidente, quer as tribos europeias quer as tribos dos Índios das Américas, conheciam o Deus de Abraão, Isaac, e Jacob . Eram todos pagãos de um tipo ou de outro.  Os herdeiros do Reino, na altura, eram o povo Hebraico, e depois da Ressurreição, também os Cristãos gentílicos que foram convertidos por São Paulo e outros evangelistas da nova Fé... mas levou séculos para o Cristianismo entrar na Europa inteira, um milénio e meio para as Américas, e ainda há lugares na China, na África, e nalgumas das ilhas do Oceano Pacífico aonde o nome de Jesus é completamente desconhecido. Dois mil anos, e ainda não podemos dizer que concluímos a Grande Comissão, a de pregar a mensagem sobre o arrependimento e o perdão do pecados a todas as nações. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Bem, tínhamos só três tarefas para o julgamento final. A primeira : Amar o Senhor e os nossos próximos, e tratar os nossos próximos da mesma maneira como tratamos a Jesus, tal como Ele disse: “Saibam também que todas as vezes que deixaram de (ajudar) a um destes meus irmãos mais pequeninos foi a mim que o deixaram de fazer”.   Reprovamos !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda: somos os feitores da Criação.  Com a nossa historia de exploração do nosso planeta, com a desflorestação das grandes partes da Amazónia e da Rússia, com a extinção de tantos tipos de plantas e de animais, com a poluição dos rios e oceanos e o ar impuro, viciado, com o aquecimento global...  a nossa solicitude para com a Criação não é muito visível!  Reprovamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E terceira: a Grande Comissão — o mandamento de Jesus para levar a Boa Nova ao mundo inteiro. Dois mil anos mais tarde, num mundo com aviões, com rádio, televisão e a internet, quando podemos gastar milhões, não, biliões de Euros quer para guerras quer para os Jogos Olímpicos, há quantos mongólicos, ou Papuanos, ou Birmaneses, ou indígenas na Amazónia, que nunca ouviram sequer falar no nome “Jesus”?  Reprovamos!    Três mandamentos.   e três Reprovações. !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as primeiras palavras de São Paulo que ouvimos hoje, na sua Primeira Carta aos Tessalonicenses, são “&lt;em&gt;Vivam sempre em alegria&lt;/em&gt;!” ? Preparamo-nos para o Juízo Final, sabendo bem que não temos resposta nenhuma para o Juiz... e necessitamos de viver sempre em alegria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim!  Claro que sim, porque tudo isto não tem nada haver com justiça, mas só com amor.  Precisamos sempre de continuar, de tentar melhorarmo-nos, de ser Cristãos verdadeiros, e não só de nome... porque quando Jesus Cristo morreu na Cruz, Ele tirou-nos o peso terrível dos nossos pecados.  É um amor incompreensível. "&lt;em&gt;Vivam sempre em alegria e oração, e dêem graças a Deus por tudo.  Esta é a vida que Deus quer de vocês, em união com Cristo Jesus...  Que o Deus da paz vos torne totalmente perfeitos, e vos guarde dignos e irrepreensíveis de corpo e alma, até à vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.  Aquele que vos escolheu é fiel e realizará o que prometeu&lt;/em&gt;."    E por isto, damos graças a Deus!&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-906036055985360842?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/906036055985360842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/3-domingo-do-advento-071208-ano-b.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/906036055985360842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/906036055985360842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/3-domingo-do-advento-071208-ano-b.html' title='3° Domingo do Advento, 07.12.08 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-3356807950336875630</id><published>2011-01-10T22:34:00.004Z</published><updated>2011-01-10T22:43:32.163Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='II Advent'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yr B- 07.12.08'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preparação pelo retorno de Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julga Final'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>2° Domingo do Advento, 07.12.08 [Ano B]</title><content type='html'>2º Domingo do Advento, 07.12.08 [Ano B]&lt;br /&gt;                                                             Igreja do Bom Pastor/VN de Gaia &lt;br /&gt;                                                             Cónego Doutor Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o Segundo Domingo do Advento,  e o Advento é principalmente um tempo de preparação.  Para o mundo secular, é um tempo de preparação para as férias, talvez o tempo para comprar uma árvore de Natal, fazer uma festa para a família e de esconder os presentes do “Pai Natal” para as crianças.  &lt;br /&gt;Para nós, é diferente. Preparamo-nos para o Natal, claro... mas é muito mais importante que nos preparemos para acolher Jesus, não só como o bebé no presépio, mas como o nosso Juiz e deste modo preparamo-nos para o Juízo Final.  Advento é tempo de lembrar a advertência do Evangelho do Domingo passado: “Estejam, portanto, vigilantes, porque não se sabe quando voltará”.   &lt;br /&gt;Estejam vigilantes — estejam preparados. O tema mais importante do Advento é este mesmo :  preparação.  Até podemos dizer que este é um dos temas mais importantes da nossa Fé Cristã; a preparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que o Evangelho de São Marcos, que é ‘a Boa Nova a respeito de Jesus Cristo, Filho de Deus’, não começa com Jesus, mas com um dos profetas maiores do Antigo Testamento, Isaías, e também com um do Novo Testamento, que é São João Baptista.  Mas as nossas Bíblias ensinam que a preparação para a Incarnação e o Nascimento de Jesus, e também para o Juízo Final, começou bem antes do Novo Testamento —  começou desde a Criação do Universo.&lt;br /&gt;Como está escrito no Evangelho de São João : «No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus, e ele mesmo era Deus.  Desde sempre ele esteve com Deus.» Não podemos falar dum tempo ‘antes da Criação’ — o ‘tempo’ mesmo é uma parte da Criação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Grego, a língua original do Novo Testamento, há duas palavras diferentes para traduzir a nossa palavra “tempo” e que são : — chronos e kairos.  Chronos é o nosso tempo, o tempo linear — o hoje vem antes do amanhã, eu nasci depois dos meus pais mas antes dos meus netos... é o “tempo normal”, do passado, do presente, e do futuro.  O chronos, o nosso tempo, é somente uma parte da Criação, a parte que começou ‘no princípio, quando Deus criou o céu e a terra”, no primeiro dia, e nas primeiras palavras do Livro do Génesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kairos é completamente diferente.  Kairos é o “tempo de Deus”, e para Deus, todos os nossos tempos são iguais. Ele pode ver o passado e o futuro ao mesmo tempo, porque Deus existe fora do tempo humano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que o nascimento de Jesus é tão incrível — Deus, em Cristo Jesus, não só entrou na Sua própria Criação, como entrou no chronos  também — entrou no tempo ‘humano’, como bebé, e viveu, e morreu, como um de nós.  Nós falamos do sacrifício na Cruz,  e foi um sacrifício horrível... mas Deus primeiro sacrificou o Seu próprio lugar fora do tempo humano, no kairos, para a ignorância, a dor e o medo do chronos.  Só assim é que Ele pôde exclamar, no fim da vida, «Eloí, Eloí, lema sabactáni?» --"Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade, entrou na sua própria Criação como um de nós, deixando a sua omnisciência, até deixando ao lado, nesse momento terrível na Cruz, a sua sabedoria de amor do Pai... só para nos salvar???  Como é que podemos entender um sacrifício como este?  Como é que podemos responder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos  entender.   Precisamos de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a Criação, a nossa resposta ao amor de Deus foi terrível, pecaminosa.  E a culpa é só nossa  dado que Deus mandou centenas de profetas para nos ensinar.  Deus, vivendo no kairos, fora do ‘tempo humano’, soube bem que as mensagens dos profetas seriam ignoradas e passariam despercebidas, mas ao mesmo tempo, deu-nos o livre arbítrio, deu-nos a oportunidade de escolher, quer o bem quer o mal.  E, vezes sem conta, escolhíamos o mal.  Ignorávamos os profetas que tinham sorte, e matámos o resto... incluindo o último, São João Baptista. Este,   embora tenha acabado a sua missão profética com a cabeça num prato, conseguiu primeiro completar a sua missão — preparou o caminho do Senhor!&lt;br /&gt;O caminho foi bem preparado — esta é umas das mensagens do Advento : que Deus, vivendo e mudando em kairos, preparou tudo o que era preciso bem antes do primeiro Natal em Belém.  Não foram somente as mensagens dos profetas, as profecias sobre o Salvador de Isaías e Jeremias e nos Salmos do Rei David, mas também as coisas mais concretas, mais pragmáticas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus primeiro mandou o Anjo Gabriel ao sacerdote idoso, Zacarias, para lhe dizer: “Deus ouviu as tuas orações : Isabel, tua mulher, (também idosa) vai dar-te um filho e tu vais pôr-lhe o nome de João”, e alguns meses mais tarde, mandou o mesmo anjo à Virgem Maria, parente de Isabel,  para a Anunciação : “Eu te saúdo, ó escolhida de Deus.  O Senhor está contigo! Não tenhas medo, pois foste abençoada por Deus.  Ficarás grávida e terás um Filho, a quem vais pôr o nome de Jesus.”   E Santa Maria disse, “Servirei o Senhor como Ele quiser.  Seja como tu dizes.”&lt;br /&gt;Deus tinha de mandar o anjo pela terceira vez, a São José, quando ele ouviu que Santa Maria já estava grávida — o anjo apareceu num sonho e disse-lhe: “José, filho de David, não tenhas medo de casar com Maria, pois o que nela está gerado é do Espírito Santo; e dará à luz um filho, e chamarás o seu nome Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São João nasceu antes de Jesus, porque tinha de preparar o caminho para o seu primo, nosso Salvador.  São João, o último profeta da velha Aliança, o primeiro profeta da nova, proclamou a Boa Nova : “Arrependam-se do mal, recebam o baptismo, e Deus vos perdoará os pecados”.   João sabia bem que não era o Messias, o Cristo –– foi ele que disse: “Eu baptizo-vos com água, para se arrependerem do mal.  Mas o que vem depois de mim tem mais autoridade do que eu : nem sequer mereço a honra de lhe levar as sandálias!.  Ele há-de baptizar-vos com o Espírito Santo e com fogo”.&lt;br /&gt;Então, tudo isto foi a preparação do caminho para Jesus, preparação esta, que começou na Criação, como está escrito no Evangelho de São João, quando diz: “Nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens.  A luz brilha nas trevas, e as trevas não a venceram”.  A preparação do caminho do Senhor continuou com as palavras dos profetas, como Isaías : “Pois bem, é o próprio Senhor  que vos vai dar um sinal: uma virgem ficará grávida e vai dar à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel” que significa “Deus está connosco”, e também : “Alguém grita no deserto : preparem o caminho do Senhor e abram-lhe estradas direitas!”.  [*Capítulos 7 e 40 do Isaías, na ‘Septuaginta’]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação feita por  Deus continuou com a pregação do primo de Jesus, São João Baptista, no deserto da região da Judeia, pregando o arrependimento do mal, e baptizando o povo no Rio Jordão, para a remissão dos pecados.  E, como está escrito no nosso Evangelho, Jesus veio de Nazaré da Galileia e também foi baptizado por João Baptista no Jordão, e o céu abriu-se e o Espírito Santo, como uma pomba, descia sobre Ele, e Ele ouviu a voz do Pai, que dizia: “Tu és o meu Filho querido: tenho em Ti a maior satisfação!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo, o Espírito o impeliu para o deserto, aonde Jesus passou quarenta dias com os animais selvagens, foi tentado por Satanás,  e era servido pelos anjos.&lt;br /&gt;Quando saiu do deserto, começou pregando a Boa Nova sobre o amor de Deus, o arrependimento dos pecados, o Reino do Céu — mas também sobre o Juízo Final, quando Ele voltará para julgar o mundo.  Vai ser um julgamento difícil, porque, como Ele disse no Evangelho de São Mateus,  o nosso Juiz só quererá saber se vivíamos as nossas vidas com passividade ou compaixão — se  dávamos comida para todos os que tinham fome, água para todos os que tinham sede, roupas para os que estavam nus...  &lt;br /&gt;Bem.  Se o Advento é o tempo da preparação para  o retorno de Jesus, para o Juízo Final, e se este Juízo vai ser sobre o nosso amor para com os outros... como é que nos preparamos?&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.   Ámen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-3356807950336875630?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/3356807950336875630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/2-domingo-do-advento-071208-ano-b.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3356807950336875630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3356807950336875630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/2-domingo-do-advento-071208-ano-b.html' title='2° Domingo do Advento, 07.12.08 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-7597992906506355205</id><published>2011-01-10T22:08:00.003Z</published><updated>2011-01-10T22:31:52.532Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1Advento -Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julga Final'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Primeiro Advento, Ano B, 30-11-2008</title><content type='html'>1° Domingo do Advento, 30.11.08 [Ano B]&lt;br /&gt;            Igreja do Salvador do Mundo/VN de Gaia&lt;br /&gt;            Cónego Dr. Francisco C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Feliz Ano Novo!  Já sei que hoje não é o primeiro dia do mês de Janeiro, mas hoje é o primeiro dia do calendário Eclesiástico, o Ano B,  para todos os que usam as Leituras Bíblicas da nossa Igreja Lusitana e de todas as Igrejas Anglicanas.&lt;br /&gt;O calendário Eclesiástico é um pouco diferente nos Estados Unidos; o Evangelho começa com o Versículo 24, em vez do 32, e neste caso prefiro o mais longo porque podemos ouvir estas palavras tão fortes: «Depois daqueles dias de sofrimento, o Sol ficará escuro e a Lua deixará de brilhar.  As estrelas cairão e os poderes do céu hão-de estremecer.  Hão-de ver então o Filho do Homem aparecer nas nuvens com grande poder e glória.  E Ele enviará os anjos para reunirem os escolhidos de um extremo ao outro do mundo.»&lt;br /&gt; Ai - isto é um drama!  Tem emoções fortes, emoções de medo, mas também de esperança...  porque estes versículos falam do fim do mundo, do fim do universo, do fim da criação inteira-- sem Sol, sem Lua, sem estrelas... de um tempo no qual a único luz vai ser Cristo, em todo o Seu poder.  O mundo acabará como começou, na Criação — nas palavras do primeiro capitulo do Evangelho de São João, «Nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens.  A luz brilha nas trevas, e as trevas não a venceram.»  E como foi no principio, assim será no fim.  Jesus, que era mesmo Deus na Criação do universo, que fez-se homem e veio morar, e morrer, no meio de nós, é o mesmo Jesus que voltará em poder, em toda a sua glória e majestade, para o Juízo Final.  &lt;br /&gt;E vai ser um Juízo assustador, como ouvimos no Evangelho de Domingo passado, porque cada um de nós vai ser julgado, e por cada vez — cada vez! — que passámos por um mendigo sem lhe dar umas moedas, por cada vez que deixámos um idoso com fome sem lhe dar comida, por cada vez que passámos por qualquer pessoa que precisava de ajuda sem fazermos nada, o Juiz vai dizer : «Saibam também que todas as vezes que deixaram de fazer isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o deixaram de fazer.»  Este Juízo Final, que acontecerá no fim do mundo, pode ser mesmo terrível.&lt;br /&gt; Ora bem.  Se soubéssemos quando é que Jesus vai voltar, talvez fosse tudo muito mais fácil. Se eu tivesse a certeza de que tinha ainda, oh... mais quinze ou vinte anos de vida, eu podia ‘brincar’ nos primeiros quatro ou cinco anos, e depois passaria o resto do tempo vivendo como um pequeno santo... e rezando e fazendo mais boas acções nos restantes quinze anos do que as más que tinha feito nos primeiros quatro ou cinco.&lt;br /&gt; Isto é mais uma idiotice do que uma ideia, porque não vai dar, de maneira nenhuma.  É impossível por três razões.  Primeiro, eu já sei que não posso viver quinze anos como “anjinho” — eu, que nem sequer consigo viver quinze minutos como um anjo!  Segundo, Jesus, o Rei da Glória e nosso Juiz, não esquecerá os pecados dos primeiros cinco anos, só porque tentei melhorar-me nos últimos quinze!  E terceiro — e mais importante — é que sabendo que Cristo voltará, tal não é ainda suficiente.  Sabemos que Ele vai aparecer nas nuvens, com todo os Seus anjos e arcanjos, com grande poder e glória, mas sabemos só  o como, sem saber o quando, o que não se torna muito útil.  &lt;br /&gt;O Rei pode voltar daqui a mais mil anos, ou no ano que vem, ou antes do final deste Culto!  E é por isso mesmo que sempre que começamos o Primeiro Domingo do Advento, começamos também o Ano Eclesiástico, assim, olhando para a frente, para o futuro.  Quando o mundo secular está a pensar no Natal, nós não estamos a olhar para a chegada de um bebé, mas de um Juiz. O bebé é importante, claro, foi o bebé mais importante na história do mundo — mas quando o Juiz chegar, vai ser o fim deste mundo.  Nós sabemos que devemos estar preparados para a chegada, mas é difícil, sem saber quando é que tal vai acontecer. Não somos só nós que não sabemos; nem os anjos do Céu, nem mesmo o Filho, quando Ele esteve cá connosco, sabiam.  Depois do Dia da Ascensão, quando voltou para a direita do Pai, soube, claro, mas na altura, nem o Filho, que era verdadeiro Deus mas também verdadeiro homem, soube. Só o Pai Celestial sabia.&lt;br /&gt; E é por isso que precisamos de estar sempre atentos, sempre preparados.  Quando Nosso Senhor, depois da Ressurreição, ascendeu ao Céu, Ele deixou a cada o seu encargo de coisas para fazer. Era disso que Jesus falava, quando disse: «É como se um homem tivesse deixado a sua casa, partindo para uma viagem. Entregou a administração dos seus bens aos empregados, ficando cada um com o seu encargo, e deu ordens ao porteiro para que vigiasse. Estejam, portanto, vigilantes, porque não se sabe quando voltará o dono da casa.».&lt;br /&gt; O dono da casa é Jesus Cristo, claro, que “deixou a casa” quando subiu aos céus para se sentar mais uma vez à direita do Pai.  Nós, que somos Cristãos, somos os empregados que Ele deixou para administrar os seus bens aqui na terra, cada um de nós com o seu próprio encargo... mas os encargos são todos semelhantes. Até podemos dizer que são somente quatro, e são todos bem familiares.&lt;br /&gt; O primeiro é este : ‘Ama o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, e com todo o teu entendimento.  Este é o primeiro e mais importante dos mandamentos’.&lt;br /&gt; O segundo, tão importante como ele é: ‘ama o teu próximo como a ti mesmo’.  Tão importante, sim, mas fácil, não.  Quando Jesus disse o “teu próximo”, Ele não estava a falar da pessoa sentada ao seu lado, aqui na igreja. Tal seria fácil de mais.   Não, para entender Jesus quando Ele disse o “teu próximo”, temos de lembrar a parábola, a comparação do ‘samaritano de bom coração’ no décimo capitulo do Evangelho de São Lucas, e também lembrar o Evangelho da semana passada, do vigésimo quinto capítulo do Evangelho de São Mateus.  O ‘nosso próximo’ é todo o mundo!  O ‘nosso próximo’ é cada um “destes meus irmãos mais pequeninos”, criado à imagem de Deus.&lt;br /&gt; O terceiro encargo é a Grande Comissão, dada por Jesus minutos antes da sua Ascensão — «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.».  Isto não pode ser interpretado literalmente, claro — qual de nós consegue ir por todo o mundo?  É um mandamento para toda a Igreja, e não para pessoas individuais. Mas como membros da Igreja una, santa, católica e apostólica, precisamos sempre de recordar que não somos somente membros nem do Salvador do Mundo nem da Igreja Lusitana mas do Corpo do Cristo mundial, e de lembrar que ainda há um quarto da população mundial que nunca ouviu falar sequer do nome de Jesus Cristo.  O que é que nós podemos fazer para ajudar a Igreja no trabalho de Evangelização?&lt;br /&gt; É importante, pensar nestas coisas.  É importante, porque, quando o dono deixou a sua casa, ele entregou-nos, a nós, seus empregados, a administração dos seus bens — as vidas e as almas do Seu povo.  Quando Jesus foi levado ao Céu e voltou ao Seu lugar à direita de Deus, deixou para nós, a Igreja, estes encargos tão importantes.  Deixou estes três, e também um quarto — estejam vigilantes!&lt;br /&gt; Não sabemos quando Nosso Senhor voltará.  Os primeiros Cristãos, na época de São Paulo, achavam que seria durante as suas próprias vidas.  Mais tarde, outros pensavam que Jesus regressaria no final do primeiro milénio, e mais tarde ainda, outros no fim do segundo, e estavam todos errados.  Ninguém sabe quando Jesus voltará, e é por isso que precisamos de estar sempre bem atentos, sempre vigilantes.&lt;br /&gt; Mas... também podemos dizer que... tal não é o mais importante.  Não será tão importante, se nós vivermos as nossas vidas fazendo as coisas que Ele mandou.  Se todos amarmos o Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, e com todo o nosso entendimento, e se amarmos os nossos próximos; se todos ajudarmos a Igreja a crescer conforme as possibilidades de cada um... e se tudo isto for feito não pelo medo do Inferno mas por amor a Deus que tanto deu por nós, ainda podemos estar vigilantes — mas, porque amamos o ‘dono da casa”, e queremos que Ele voltará!&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.   Ámen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-7597992906506355205?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/7597992906506355205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/primeiro-advento-ano-b-30-11-2008.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7597992906506355205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7597992906506355205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2011/01/primeiro-advento-ano-b-30-11-2008.html' title='Primeiro Advento, Ano B, 30-11-2008'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-3834094690105125541</id><published>2009-08-15T02:41:00.006+01:00</published><updated>2009-08-15T03:22:54.824+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episcopal Church'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diocese of South Carolina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ordination of Homosexuals'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apostacy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anglican'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culture'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='societal values'/><title type='text'>Address to the Clergy by Dom Mark Lawrence, Bispo da Carolina do Sul</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Address to the Clergy of The Diocese of South Carolina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;August 13, 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dom +Mark Lawrence, Bispo da Diocesa Anglicana da Carolina do Sul, EUA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Among the many doctrines of our Faith to which I might ask you to turn your thoughts this morning it is first to that wonderful doctrine of God’s Providence. It was to this doctrine that my distant predecessor, The Rt. Reverend Robert Smith, first bishop of South Carolina, turned when he addressed the Colonial Assembly which gathered at St. Philips Church in the early months of 1775 as the winds of war were blowing on the eve of the American Revolution. Of course he was not at that time a bishop. There were no bishops on these shores, though Anglicanism was well into its second century on this continent. Nor was he a bishop when he returned to Charleston from imprisonment and banishment in 1783 to give his homecoming sermon, where once again he spoke of an “overruling Providence”. As perhaps you know, his banishment to a northern colony was due to his having taken words and arms against his former king and country—and having thrown in his lot with his adopted home, he risked and lost everything. He was taken to Philadelphia bereaved of wife (she had recently died), and bereft of home and parish. But on that public occasion in February 1775, before he had ever fired a musket towards a British troop, this unlikely patriot declared his deepest allegiance:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;We form schemes of happiness and deceive ourselves with a weak imagination of security, without ever taking God into the question; no wonder then if our hopes prove abortive, and the conceits of our vain minds end in disappointment and sorrow. For we are inclined to attribute our prosperity to the wisdom of our own councils, and the arm of our own flesh, we become forgetful of him from whom our strength and wisdom are derived; and are then betrayed into that fatal security, which ends in shame, in misery and ruin&lt;/em&gt;.”   Is it not towards such false peace or fatal security that we are tempted too often and too soon to fling ourselves?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I believe for us to discern God’s purpose and role for this diocese in this current challenge, and then to live it out faithfully, will involve each of us in more struggles and suffering than we have yet invested—for we have invested as yet, so little. This is not a challenge for a bishop or even a Standing Committee to face alone. None of us can afford to keep the members of our parishes uninformed of the challenges that lie ahead. Consequently, since I see struggle and suffering before each of us, it is towards God’s beneficent providence I chose first to turn our attention this morning. And where can we find a text to so focus our thoughts on this strengthening doctrine than that which is found in the prophet Isaiah—spoken to those in exile?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Do you not know? Do you not hear? Has it not been told you from the beginning? Have you not understood from the foundations of the earth? It is he who sits above the circle of the earth and its inhabitants are like grasshoppers; who stretches out the heavens like a curtain and spreads them like a tent to dwell in; who brings princes to nothing and makes the rulers of the earth as emptiness. Scarcely are they planted, scarcely sown, scarcely has their stem taken root in the earth when he blows on them, and they wither, and the tempest carries them off like stubble.” &lt;/em&gt;(Isaiah 40:21-24)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is under such a godly Providence that we live—and it is under this godly providence, whether we act or merely stand firm in prayerful posture, that we “shall mount up with wings like eagles, [we] shall run and not be weary, [we] shall walk and not faint.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In our present situation some would counsel us that it is past time to cut our moorings from The Episcopal Church and take refuge in a harbor without the pluralism and false teachings that surround us in both the secular culture and within our Church; others speak to us of the need for patience, to “let the Instruments of Unity do their work”—that now is not yet the time to act. Still others seem paralyzed; though no less distressed than us by the developments within our Church, they seem to take a posture of insular denial of what is inexorably coming upon us all. While I have no immediate solution to the challenges we face—it is certainly neither a hasty departure nor a paralyzed passivity I counsel. Either of these I believe, regardless of what godly wisdom they may be for others, would be for us a false peace and a “fatal security” which in time (and brief at that) would only betray us. Others in their given circumstances must do what they believe God has called them to do.&lt;br /&gt;One must remember, however, that it is an ever changing landscape in Anglicanism today so there is a need for dynamism lest one becomes too passive, and for provisionality ‘lest one should not notice the engagement has moved on to a new field of action.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The False Gospel of an Indiscriminate Inclusivity&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;It is perfectly understandable to me that many among us may look at the developments during the last several decades and believe it is The Episcopal Church (TEC) that is our problem. Those of us who refer to ourselves as reasserters, conservatives, Anglo-Catholics or Evangelicals, or sometimes under the sweeping moniker of “orthodox” have often felt ourselves driven, if not out, then to the margins of this Church. We refer sometimes with derision to the Presiding Bishop (whether Bps Browning, Griswold or Jefferts Schori). We speak of 815, the “National” Church, the General Convention, as problems we have to react to, and believe we know what it is we are fighting, or are in conflict with. Sometimes it all comes under the title of TEC. Never realizing perhaps that here at least in South Carolina we are the Church: The Episcopal Church. It is only as I’ve allowed my Lord to remove the anger toward these “institutions” of the Church that I can recognize with greater clarity what it is I need to engage—and even fight against.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When the apostle Paul heard that the churches of Galatia (Gal 1:2) were being misled by a “new” gospel, turning away from Christ and his grace it was not the churches themselves he attacked. Certainly he spoke firmly when he penned or dictated the words “O foolish Galatians! who has bewitched you…..” Or stated in those opening verses of the letter “I am astonished that you are so quickly deserting him who called you in the grace of Christ and are turning to a different gospel—not that there is another one, but there are some who trouble you and want to distort the gospel of Christ.” His sharp words addressed the false teaching and those who preached it. (Galatians 1:6—9). So too in our present context it is not The Episcopal Church that is the problem, it is those who have cloaked it with so many strands of false doctrine that we can well wonder if indeed it can be salvaged. Like an invading vine unnatural to the habitat that has covered a once elegant, old growth forest with what to some looks like a gracious vine it is in fact decorative destruction. What may look like a flower may be bramble.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We face a multitude of false teachings, which like an intrusive vine, is threatening The Episcopal Church as we have inherited and received it from our ancestors. I have called this the false Gospel of Indiscriminate Inclusivity because I see a common pattern in how the core doctrines of our faith are being systematically deconstructed. I must by necessity be brief and cannot give any of these concerns the attention they deserve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Trinity&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;One of the doctrines under barrage in our Church is an orthodox understanding of the Trinity. At the last three General Conventions I have been concerned about the lack of Eucharists according to the rites in the Book of Common Prayer. Even this I might be able to overlook if the rites that were employed were not so devoid of references to God the Father. In more than a few of these worship services the only reference to God the Father actually in the liturgy was the Lord’s Prayer. In the name of inclusion there’s the perception by some (a variant of radical feminism I suppose) that the references to the Father, and the pronoun “he” is some lingering patriarchal holdover. Yet it has always intrigued me that in all of the Hebrew Scriptures there are only a handful of references to God as Father. If one wants to locate the authority of the Church to worship God as Father one need look no further than Jesus himself. It was he who called God “Abba” and taught the disciples to prayer “Our Father.” Frankly, if Jesus got that one so wrong, why should we turn to him for anything? As many of you know there is more here than I have time to explore this morning.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uniqueness of Christ.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;In my opinion the current Presiding Bishop has repeatedly been irresponsible with her comments regarding the doctrine of the Uniqueness and Universality of Christ. This will not surprise you, for I said as much to her when she visited us shortly after my consecration. In answering questions about the Uniqueness and Universality of Christ she has repeatedly suggested that it is not up to her to decide what the mechanism is God uses to save people. But, quite to the contrary, it is her responsibility as a bishop of the Church to proclaim the saving work of Jesus Christ and to teach what it is the Scriptures and the Church teach. Anything less from us who are bishops is an abdication of our teaching office. Otherwise how will the world know to whom to come? How will the unschooled within the Church know what they should believe? I do not cite this to be controversial but to reference the pervasiveness of this inclusive gospel that would, in its attempt to include all people and all religions, fail to rightly delight in, celebrate and worship him before whom every knee shall bow and every tongue confess that he is Lord. It does not honor another religion to not be forthright about one’s own.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As the English Bishop Michael Nazir-Ali observed , “Fudging important issues and attempting a superficial harmonization gives a sense of unity that is untrue and … prevents real differences from being acknowledged and discussed.” And we haven’t time to discuss brief swipes toward confessional approaches to the faith except to ask—wasn’t the Lordship of Christ the first confession of the faithful—even in the face of Caesar’s claim to Lordship? Did not St. Paul teach that if we confess with our lips and believe in our hearts that Jesus Christ is Lord we shall be saved? Does not the baptismal rite require such a formulaic statement of the individual before the assembled body who witness it? Such statements, unfortunately, make it necessary for us to correct rather than to support leadership.Scriptural Authority. This is such a comprehensive dimension of our present crisis in the church that one hardly knows where to begin. But one can hardly do better than St. Ambrose’s statement that “the whole of Holy Scripture be a feast for the soul.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How seldom one hears upon us who are bishops in Tec such glowing statements about the Bible. In my experience all too many of our bishops and priests seem to mine the scriptures for minerals to use in vain idolatries. There is too little confidence expressed in its trustworthiness; the authority and uniqueness of revelation. Indeed, as J.V. Langmead-Casserly once put it, “We have developed a method of studying the Word of God from which a Word of God never comes.” Too often supposed conundrums or difficulties are brought up, seemingly in order to detract from traditional understandings, never considering the damage to the faithful’s trust in God and his Word. Ridiculous arguments such as shellfish and mixed fabrics are dragged out (long reconciled by the Fathers of the Church, as well as the Anglican Reformers) in order to confuse the ill-taught or the untutored in theology. And those who are intellectually sophisticated, schooled in many academic disciplines, but dreadfully untaught in the Bible and theology, are, through little fault of their own, except for naively trusting generations of slothful priests and bishops, are led astray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We must be willing to speak out against this 'Baptismal Theology' detached from Biblical and Catholic doctrine. The phrase heard frequently at General Convention 2009 was “All the sacraments for all the Baptized”. One suspects that great Catholic teacher of the 4th Century, St. Cyril of Jerusalem would have been unconvinced for he wrote tellingly of Simon Magus, “he was baptized, but not enlightened. His body was dipped in water, but admitted not the Spirit to illuminate his heart. His body went down and came up; but his soul was not buried together with Christ nor with him raised.” (see Acts 8:9-24) Nevertheless, this inadequate baptismal theology was used to argue for the full inclusion of partnered GLBT persons to all the orders of the Church—deacons, priests and bishops. What it singularly misses is the straightforward teaching of the catechism, not to mention of the New Testament’s “teaching that baptism is a dying to self and sin and a rising to new life in Christ.” (N.T. Wright) Even if one would turn to the simplicity of the catechism one would encounter this question and answer:&lt;em&gt; Q. What is required of us at Baptism? A. It is required that we renounce Satan, repent of our sins, and accept Jesus as our Lord and Savior&lt;/em&gt;. Since when has baptism been the ticket to ordination in the Church? The Archbishop’s perceptive comment in section 8 of &lt;em&gt;“Communion, Covenant and our Anglican Future&lt;/em&gt;” is pertinent here.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Human Sexuality.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;While it has been a clever device of some in recent years to refer to the varied approach to marriage in the different epochs of biblical history, often done in ways that are intended to bring more confusion rather than clarity, (ignoring that well honored hermeneutic of interpreting the less clear passages of Holy Scripture by the clearer, or not interpreting one text in such a way that it is repugnant to another) we are back with that tendency of ordained leaders of the Church and professors of religion to confound the faithful rather than to instruct—it has been used repeatedly in this current debate regarding Human Sexuality and the establishment of an inclusive moral equivalency of GLBT sexual unions with the Christian understanding of marriage between a man and a woman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Constitution &amp;amp; Canons—Common Life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;These, and other examples that could be cited, are illustrative of this “new gospel” of Indiscriminate Inclusivity that began with a denigration of the Holy Scriptures, then, step by step has brought the very core teachings of the Christian faith under its distorting and destructive sway. Thus, if the Scriptures should teach something contrary to this “gospel’s” most recent incarnation, (take for instance the full inclusion of GLBT) then the Scripture’s broad themes or individual passages, which plainly oppose current understanding of same-sex genital behavior, must be deconstructed. And if the bonds of affection within the Worldwide Anglican Communion are a hindrance to this gospel of inclusivity then the moral authority and role of the Instruments of Unity are downplayed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Most recently at GC’09 when the BCP’s marriage service, rubrics, and catechism, as well as the Constitution &amp;amp; Canons speak of marriage as exclusively between a man and a woman, therein conflicting with this inclusive “gospel”, resolution CO56 was passed contrary to our own order of governance and common life—thus one by one, the Holy Scriptures, the teachings of the Church, the Anglican Communion, the Ecumenical relationships with the other bodies of the Church Catholic, and now even our own Book of Common Prayer and Constitutions &amp;amp; Canons are subjugated to this “new” gospel. It is a foreign vine like kudzu draping the old growth forest of Episcopalianism with decorative destruction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As I wrote in my post-Convention Letter to the Clergy, "There is an increasingly aggressive displacement within this Church of the gospel of Jesus Christ’s transforming power by the “new” gospel of indiscriminate inclusivity which seeks to subsume all in its wake. It is marked by an increased evangelistic zeal and mission that hints at imperialistic plans to spread throughout the Communion. This calls for a bold response.” It is not in my opinion the right action for this diocese to retreat from a thorough engagement with this destructive “new” gospel. As the prophet Ezekiel was called by the Lord to be a Watchman, to sound the alarm of judgment—to warn Israel to turn from her wickedness and live. We are called to speak forthrightly to The Episcopal Church and others, but even more specifically to the thousands of everyday Episcopalians who do not yet know the fullness of this present cultural captivity of the Church. Clearly this is not about the virtue of being “excluding”; it is about being rightly discerning about what is morally and spiritually appropriate. As the Archbishop of Canterbury suggests the Church’s life cannot be “wholly determined by what society at large considers usual or acceptable or determines to be legal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quite beyond this challenge within our Church this “&lt;em&gt;gospel of indiscriminate inclusion&lt;/em&gt;” is as much a movement of the larger European and North American culture as it is a movement within the church. Thus, if one should seek to get away from it by leaving TEC, joining some other denomination, or continuing Anglican body (and please know, I do not say this critically of those who have chosen or felt called to leave) it will not free us from having to engage this challenge. As I’ve said on more than one occasion, this indiscriminant inclusivity is coming to a neighborhood near you. If you are in TEC and resisting this aggressive march you are already on the front lines. If you have a stomach to engage the battle you are rightly situated. It is now a matter of whether one is prepared to engage the challenge or not. We may prefer a false peace or fatal security but don’t think for a minute this challenge will not find us.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Our Present Strategy: Four Guiding Principles&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Lordship of Jesus Christ and the Sufficiency of Holy Scripture&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The first principle I wish to affirm in our diocesan life is that the Church lives its life under the Lordship of Jesus Christ and under and upon the authority of Holy Scripture. As Article XX in the Articles of Religion states, “…it is not lawful for the Church to ordain anything that is contrary to God’s Word written, neither may it so expound one place of Scripture, that it be repugnant to another.” (BCP p. 871) Since so many within our diocese may have been confused or disturbed by the newspaper and journal reports of the actions of General Convention 2009, and through reading the very resolutions D025 and C056 themselves, as well as the various contradictory statements by leaders in this Church interpreting what these resolutions mean, the Standing Committee and I are proposing that a Special Meeting of Convention (Diocesan Constitution Art.II sec.2) be called for Saturday, October 24th to deal with several concerns that need to be addressed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One such concern is what may be actually understood by the candidate for ordination as he or she makes the Oath of Conformity, and what the worshiping congregation will in the present climate understand by such a vow. When the ordinand pledges himself to &lt;em&gt;“… solemnly engage to conform to the doctrine, discipline and worship of The Episcopal Church&lt;/em&gt;.” and variations thereof, “&lt;em&gt;in accordance to the canons of this Church&lt;/em&gt;…” does that imply adherence to these recent resolutions of GC’09? The Standing Committee and I are proposing a resolution for Convention to approve the reading of a letter prior to the spoken vow, and attached with the signed document of conformity, at every ordination in this diocese, thereby making clear what the Church has historically meant by such an oath—explicating what the Book of Common Prayer means by loyalty “&lt;em&gt;to the doctrine, discipline and worship of Christ as this Church has received them&lt;/em&gt;.” (All quotations above may be found on p. 526 and 538 of the BCP.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Appropriateness of Godly Boundaries—Withdrawal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Secondly, there is a need to establish appropriate boundaries and differentiation. Why? There is a need for this Diocese and the faithful across TEC to recognize that the actions of General Convention 2009 in adopting resolutions D025 and C056 along with going contrary to 1) Holy Scripture, 2) tradition—that is 2000 years of the Churches interpretation of these very scriptures—understood as the catholic principle of the consensus of the faithful, 3) the mind of the Anglican Communion as expressed in the resolutions of successive Lambeth Conferences and the considered conversation of Lambeth 2008, The Anglican Consultative Council, the Primates as well as the expressed hopes of the Archbishop himself, quite staggeringly also went against 4) even TEC’s own BCP, Catechism, and Constitution &amp;amp; Canons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is my contention that a resolution adopted by a legislative body, contrary to the Constitution &amp;amp; Canons of that body, by its very adoption is made null and void. Such an institution is in violation of its own principles of governance. Therefore we cannot recognize the actions of GC”09 in passing resolutions DO25 and CO56 and believe that any diocese or bishop which allows partnered gay or lesbian persons to be ordained in holy orders, or allows blessings of same sex unions or “marriages” is in violation of the Canons. Frankly, it is rather staggering that many in the HOB after arguing in DO25 that we needed to return to being guided by our canons in regard to the ordination process instead of BO33, that this same convention then gave permission for bishops to disregard those very canons’ teaching toward marriage. I have personally witnessed the House of Bishops deposing sitting bishops for what they believe was an indiscreet disregard of the Church’s Constitution &amp;amp; Canons. Now hardly a year later the same governing body votes to give certain bishops the permission to do so!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This begs the question—how an institution, having jettisoned what for 2000 years has been the understood teaching of Holy Scripture and collective wisdom of Christendom, and taken refuge in its vaunted polity as expressed in its Constitution &amp;amp; Canons, can allow itself to proceed without first changing those canons? Two reasons: 1) The agenda of &lt;em&gt;Inclusivity&lt;/em&gt; is viewed by many to be of such overriding importance as an issue of justice that it subjugates everything under its rubrics. 2) The level of conformity is so staggering that only a few would seem capable of resisting its pressure. And too often, even then the resistance is “This will not fly back home” rather than “I believe this is theologically wrong”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Standing Committee and bishop will be proposing a resolution to come before the special convention that this diocese begin withdrawing from all bodies of governance of TEC that have assented to actions contrary to Holy Scripture; the doctrine, discipline and worship of Christ as this church has received them; the resolutions of Lambeth which have expressed the mind of the Communion; the Book of Common Prayer (p.422-423) and the Constitution &amp;amp; Canons of TEC (Canon 18:1.2.b) until such bodies show a willingness to repent of such actions. Let no one think this is a denial of the vows a priest or bishop makes to participate in the councils of governance. This is not a flight into isolation; nor is it an abandonment of duty, but the protest of conscience. It is recognition that the actions of GC’09 were in such blatant disregard and violation of Holy Scripture, the bonds of affection, and our own Constitution &amp;amp; Canons that one is led by reasoned conviction to undertake an intrepid resistance to the tyranny of the majority over judicious authority; therein erring both in Faith and Order.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domestic Engagement for Relief and Mission&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Thirdly, I have noted in my Post-Convention Letter to the Clergy of the Diocese that we need to find a place not only to survive, but to thrive, and that this needs to be faithful, relational and structural. But this is not merely for our sake, but for others. I have been in conversation with bishops of other dioceses in TEC which find themselves in similar positions of isolation. We have discussed the possibility of developing gatherings of bishops, clergy, and laity for the express purpose of encouragement, education and mission. These gatherings in different regions of the country could bring internationally recognized Christian leaders from across the Anglican Communion to address such things as Holy Scripture, Christian doctrine, issues of pressing concern within the church, as well as the ever important work of ministry, evangelism, mission and church planting. These Dioceses in Missional Relationship I believe can create an environment which will lead to positive growth and concerted actions not merely for future survival but more importantly for growth and expansion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is also a need to find ways to support conservative parishes and missions in dioceses where there is isolation or worse. I would like to encourage congregations in this diocese to create missional relationships with “orthodox” congregations isolated across North America. There, consequently, is a need for the laity in South Carolina to be awakened and mobilized for engagement. This includes but is not limited to courses in theology which enables them to articulated their faith in the face of an aggressive displacement biblical and catholic teaching—not only in order to evangelize the lost, but to encourage the laity across the church who are surrounded by teaching that is clearly contrary to the gospel of Jesus Christ. Let me say it quite candidly, there may be effective initiatives the laity can undertake that would not be possible for the clergy in this present climate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Emergence of 21st Century Anglicanism&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fourthly, we need to be guided by the principle that we are called to help shape an emerging Anglicanism that is sufficient of the 21st Century. The Archbishop in his recent “&lt;em&gt;Communion, Covenant and our Anglican Future&lt;/em&gt;” rightly noted that “&lt;em&gt;it would be a great mistake to see the present situation as no more than an unhappy set of tensions within a global family struggling to find a coherence that not all its members actually want. Rather, it is an opportunity for clarity, renewal and deeper relation with one another—and so also with Our Lord and his Father, in the power of the Spirit.”&lt;/em&gt; He went on to note, “&lt;em&gt;If the present structures that have safeguarded our unity turn out to need serious rethinking in the near future, this is not the end of the Anglican way and it may bring its own opportunities&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indeed, I believe it not only “may”; I believe it will. You have heard me say on several occasions, “A crisis is a terrible thing to waste.” Well, I believe we should not waste this crisis—neither the ecclesiastical crisis nor the attending economic one. And certainly we should not waste it by taking refuge in a false peace that expresses itself in a retreat into an insular parochialism or a “fatal security” which for us, at least now, would be an escape. We have the opportunity to help shape the emergence of a truly global Anglicanism—Making Biblical Anglicans for a Global Age. I believe we have a unique role to play within the Anglican Communion. If at present we play that role by being in but not of the mainstream of TEC is it any less important? We passed at our Diocesan Convention in March a resolution which asserted our authority as a diocese to sign onto the Anglican Covenant. The final section read,&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Be it further resolved, that as the Diocese of South Carolina did choose at its Diocesan Convention in 1785, to organize as a diocese, (one of the first seven dioceses in these United States to so organize in that year), and to send delegates to the first General Conventions to organize the Protestant Episcopal Church in the United States of America, and thereby freely associate its clerical and lay members with the Domestic and Foreign Missionary Society—presently known as The Episcopal Church; so this same Diocese does also assert its authority to freely embrace such a Covenant in communion with the Archbishop of Canterbury, and to seek to remain a constituent member of the Anglican Communion should the Instruments of Unity allow such diocesan association&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Archbishop has expressed in section 25 of “&lt;em&gt;Communion, Covenant and our Anglican Future&lt;/em&gt;” his strong hope that “elements” [dioceses?] will adopt the Covenant. I believe we ought to sign on to the Ridley Draft of the Covenant as it presently stands in all four sections. (If it means we need to withdraw from a lawsuit, we withdraw from a lawsuit). Therefore we need to begin the process of studying the Ridley Draft in every deanery and parish and be prepared to vote on it either in the special convention in October or, if that’s too ambitious a time frame, no later than our Annual Diocesan Convention in March 2010.&lt;br /&gt;You need to know that the Anglican Communion Development Committee has already had its first meeting and will begin this fall to vigorously establish relationships with a broad array of Provinces across the Communion. You have heard me speak of this often, including during my Bishop’s Address last March. This still strikes me as one of the most important activities we should pursue. We can work with several of the Provinces within the Communion, and, if they are so inclined to partner with us, we should work with GAFCON and ACNA from within TEC to further gospel initiatives.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I believe we are as financially strong, and as spiritually and theologically unified as any conservative diocese left in TEC. We have I believe the resources to focus on the mission and ministry within the diocese of South Carolina as well as working within TEC to shore up and encourage the faithful; and at the same time to help shape the emerging Anglicanism of the 21st Century. Admittedly, this is a tall order. Though accurate statistics are hard to come by I believe there are still more theologically orthodox believers still inside of TEC than have left. Yet they seem increasingly isolated, with few leaders to encourage them. I believe we have a moral and spiritual call/obligation to stay in the fight with those still in TEC who look to us for hope; and to stay for as long as it is within our consciences to do so. On this last caveat, clearly the clock for many of us is loudly ticking. Few of us doubt there will be a strong push to make what is now &lt;em&gt;de facto, de jure&lt;/em&gt; in GC2012. Along with this the number of partnered GLBT priests—and quite likely bishops will continue to increase (given the recent nominees in Episcopal elections in Minnesota and Los Angeles)—putting facts on the ground which the rest of us have to react to or deal with as best we can. As events unfold it will be necessary for us to put risky facts on the ground as well.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concluding Thoughts&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;But before I conclude I need to address a sensitive issue. Should a parish find it needs to be served by alternative Episcopal care I will work with them toward that end. Please know this is not my desire for any parish. It would grieve me because I have enjoyed my relationship with every congregation in this great Diocese of South Carolina. Still these are challenging times, and if I am called to lead in such an assertive manner as I have suggested here, pastoral sensitivity suggests I should give space to those who feel they need it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hope all can recognize in the things I have addressed above the three marks of the church recognized in Evangelical Anglicanism—1) Proclamation of the Word of God; 2) the sacraments duly administered; 3) order and discipline (Art. XIX)—yet there is that fourth mark (that to which Bishop and Martyr Nicholas Ridley referred, echoing of course St. Paul in I Corinthians 13; Galatians 5:22 and nurtured in the life of the church by the Holy Spirit), 4) the mark of charity, without which we are noisy gongs and clanging cymbals. And then for most of us there’s the one I just mentioned, 5) the beneficence of the historic episcopate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I must address another thing under the rubric of love—and in this I follow the lead of Lambeth 1.10, the Archbishop of Canterbury, and I trust with the Church Catholic around the world: we are not to be in this Diocese about the business of encouraging prejudice or denying the dignity of any person, including, but not limited to, those who believe themselves to be Gay, Lesbian, Bi-Sexual, or Transgender. As those who know me well will acknowledge, it grieves me that so much of the battle has been waged here, and if the full story were to be told I believe that many who understand themselves through these categories wish it were not as well. No, we have no business fostering unexamined prejudice; so few of us are free from scars of sexual brokenness. Rather, we are constrained by the love of Christ to be primarily about the task of proclaiming the Gospel—calling all people to repentance—ourselves included; administering the sacraments; encouraging faithfulness in the body of Christ; and through the power of the Holy Spirit walking with charity in the world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is an increasingly fluid landscape in which we are called to do our work and at times seems to change from week to week as developments take place on several fronts. While our principles may stay consistent our strategy must be dynamic and provisional. To this end the Standing Committee and I are calling for a Special Convention of this diocese to be held on Saturday, October 24th at Christ Church, Mt. Pleasant. As bishop I am asking every parish and mission to call a congregational meeting to broadly engage these matters and to inform the delegates who will represent them at this upcoming convention. I am also asking every deanery to engage these challenges at a clericus level and in deanery meetings for clergy and lay delegates. Frankly, I don’t know how to say this in any other way but to tell you that this is a call to action; of mobilization of clergy, parishes and laity. What I have stated here is only a start—the turning of the ship. While striving to stay as intact as possible—we need believers who are informed, engaged, missional and faithful.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For now our task is clear: As some within the Episcopal Church are busy cutting the cords of fellowship with the larger Church through the unilateral actions of General Convention expanding policies which further tear the fabric of the Communion; our task will be to weave and braid missional relationships which strengthen far flung dioceses and provinces in the work of the gospel. As some in the Episcopal Church find a hopeless refuge in the narrower restrictions of denominational autonomy, we shall find hope in a deeper and generous catholicity. In our pursuit of these principles I remind you of where I began in this address—Bishop Smith’s eschewing of a fatal security which he feared would end “in shame, in misery and ruin.” He refused such a comfortable course and in time it led him to risk—and to lose everything. This may one day come to us. For now what lies before us is to engage this challenge with all the will and resources of strong and growing diocese. With the clarity of God’s call, the courage to walk in step with the Spirit, and the confidence of an overruling Providence in, with and through Christ, we shall not only endure, but prevail. I leave now with this—we cannot choose to follow God without following what God has chosen for us. So, “Lead kindly, Light.”&lt;br /&gt;Amen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Brief comment: As a medically-retired priest of the Diocese of South Carolina and a member of the Clero da Igreja Lusitana, I feel that I am in some small way a (albeit unofficial) part of that "weaving of missional relationships" between the Diocese of South Carolina and the Anglicans Communion. South Carolina is one of the most orthodox dioceses in North America, one of the least willing to go along with the changes of the surounding culture... and is also the &lt;strong&gt;only&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;diocese in the Episcopal Church (the Anglican Communion in the USA) to have shown any growth in years... where the Church is shrinking everywhere else, the Diocese of South Carolina is adding members, building new buildings, expanding the number of parishes... Perhaps following the winds of American culture, vice Holy Scripture and 2,000 years of Christian teachings, is &lt;u&gt;not&lt;/u&gt; the best way to "build a Church". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;For now, I am quite happily in Portugal. However, I will continue to preach the Gospel of Christ and the Church Catholic, wherever God leads me and for so long as he lets me.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Pray for the Church.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FCZ+&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-3834094690105125541?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/3834094690105125541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/08/address-to-clergy-by-dom-mark-lawrence.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3834094690105125541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3834094690105125541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/08/address-to-clergy-by-dom-mark-lawrence.html' title='Address to the Clergy by Dom Mark Lawrence, Bispo da Carolina do Sul'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-775070953726828480</id><published>2009-07-18T14:55:00.005+01:00</published><updated>2009-07-18T15:05:28.154+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clergy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episcopal Church'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Schism'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ordination of Homosexuals'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apostacy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anglican'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='societal values'/><title type='text'>Theologian's statement on the Episcopal Church's decision to ordain homosexuals</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Statement of Canon Kendall Harmon on the US Episcopal Church's General Convention's Resolution D025 (the Ordination of Homosexuals to the Episcopacy, Priesthood and Diaconate)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The passage of Resolution D025 by the General Convention of 2009 is a repudiation of Holy Scripture as the church has received and understood it ecumenically in the East and West. It is also a clear rejection of the mutual responsibility and interdependence to which we are called as Anglicans. That it is also a snub to the Archbishop of Canterbury this week while General Synod is occurring in York only adds insult to injury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Archbishop of Canterbury, the BBC, the New York Times and Integrity all see what is being done here. There are now some participants in the 76th General Convention who are trying to pretend that a yes to D025 is NOT a no to B033. Jesus' statement about letting your yes be yes and your no be no is apt here. These types of attempted obfuscations are utterly unconvincing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; The Bishop of Arizona rightly noted in his blog that D025 was "a defacto repudiation of" B033.&lt;br /&gt;The presuppositions of Resolution D025 are revealing. For a whole series of recent General Conventions resolutions have been passed which are thought to be descriptive by some, but understood to be prescriptive by others. The 2007 Primates Communique spoke to this tendency when they stated “they deeply regret a lack of clarity” on the part of the 75th General Convention.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What is particularly noteworthy, however, is that Episcopal Church Resolutions and claimed stances said to be descriptive at one time are more and more interpreted to be prescriptive thereafter. Now, in Resolution D025, the descriptive and the prescriptive have merged. You could hear this clearly in the floor debates in the two Houses where speakers insisted “This is who we are!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Those involved in pastoral care know that when a relationship is deeply frayed when one or other party insists “this is who I am” the outcome will be disastrous. The same will be the case with D025, both inside the Episcopal Church and the Anglican Communion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D025 is the proud assertion of a church of self-authentication and radical autonomy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is a particularly ugly sight.&lt;br /&gt;--The Rev. Dr. Kendall S. Harmon is Canon Theologian of the Diocese of South Carolina&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-775070953726828480?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/775070953726828480/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/theologians-statement-on-episcopal.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/775070953726828480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/775070953726828480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/theologians-statement-on-episcopal.html' title='Theologian&apos;s statement on the Episcopal Church&apos;s decision to ordain homosexuals'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-4671066646374320226</id><published>2009-07-18T13:17:00.002+01:00</published><updated>2009-07-18T13:25:45.123+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cross-Cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>16o Domingo Comum, Ano B, 19 Julho 2009</title><content type='html'>160 Domingo Comum, Ano B, 19 Julho 2009&lt;br /&gt;Igreja do Bom Pastor, V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cón. Dr. Francisco C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as palavras da minha boca e a meditações dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti, Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor, em o nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ainda ninguém tenha chamado a vossa atenção, mas se ainda não tiverdes notado... não sou português. Sou estrangeiro. É verdade! Não é defeito de fala ou falta de educação: é mesmo sotaque e falta de vocabulário!&lt;br /&gt;E sim, estou a brincar, mas estou a brincar por uma razão: na leitura da Carta do S. Paulo aos Efésios, que é ao mesmo tempo interessante e difícil, porque fala das coisas que devem ser, e que irão ser, mas que nem na época em que foi escrita foram, nem o são agora. Ao falar das diferenças entre os judeus, que eram os únicos monoteístas da região e talvez do mundo, e os pagãos do resto do Império Romano, Paulo disse que a morte e Ressurreição de Jesus criava pela primeira vez um só povo de Deus: que Jesus fez em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova, reconciliando-os ambos com Deus. Ouçam: “Cristo é a nossa paz: de dois povos separados fez um só povo. Com a sua morte ele destruiu o muro que os separava e os tornava inimigos um do outro, abolindo na própria carne a lei, os preceitos e as prescrições”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Seria uma maravilha, se fosse verdade quer na altura quer hoje mesmo; será uma maravilha quando suceder... e vai acontecer. A primeira parte já aconteceu, claro: Cristo é a nossa paz, e dentro d'Ele, dentro do Seu Corpo, somos um só povo. Mas infelizmente, nós somos humanos, pecadores, e quando Jesus destruiu o muro da inimizade, nós substuímos as vedações de arame farpado.&lt;br /&gt;Paulo, que era o Apóstolo dos Gentios, escreveu sobre o muro da Lei entre os Gentios e os Judeus, mas já teve problemas entre eles: originalmente, quando os Cristãos eram Judeus, os Judeus pensavam que os Cristãos eram somente uma seita herética, mas depois, quando eles começaram a baptizar Gentios, a coisa piorou muito. O primeiro grupo que perseguiu os Cristãos foram os Judeus do Templo: antes de se converter, S. Paulo, chamado ainda Saulo, foi um dos piores de todos&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Ele ainda estava do outro lado do “muro da inimizade”, que ele próprio afirmou, depois, já ter sido destruído pela morte de Cristo: do outro lado, apedrajando!&lt;br /&gt;Bem, como é que podemos entender tudo isto? Se Jesus Cristo fez um só povo do mundo inteiro, dos Judeus que eram o Povo escolhido por Deus, e dos Gentios que eram os restantes povos do mundo (e foi isto que Paulo escreveu), que pena que Jesus tivesse feito tudo isto sem que os povos do mundo o notassem!&lt;br /&gt;Não... não é uma pena. É um pecado. É o nosso pecado.&lt;br /&gt;O problema não está somente em nós não termos fé suficiente em Deus: não temos fé suficiente em nós próprios. Somos inseguros, ansiosos. É a versão do pecado pior de todas, o pecado que é a raiz de todos os outros: o orgulho. Nós pensamos que precisamos de ser perfeitos, e se não podemos aperfeiçoarmo-nos, ao menos precisamos de ser melhores do que os nossos vizinhos. “Se alguém souber que não sou perfeito, ninguém me vai amar.”&lt;br /&gt;Quando o Anjo Lúcifer, ele que era o mais lindo dos anjos, cujo nome significa “Luz”, se insurgiu contra Deus e foi derrubado, atirado dos céus à terra, perdeu não só o seu nome — Lúcifer tornou-se Satanás — mas perdeu também todo o seu poder angelical, menos a sua língua dourada, a sua língua viperina... ainda pode mentir, confundir e persuadir. É por isso que lemos que Jesus, depois de ser baptizado por seu primo, S. João Baptista, foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser tentado três vezes pelo diabo&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Satanás, que sabia bem que Jesus era verdadeiro homem, esqueceu-se que Jesus também era verdadeiro Deus, e as palavras de rejeição que Jesus proferiu são em si mesmas uma recordação: “Não tentarás o Senhor, teu Deus”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, e “Vai-te, Satanás! A Escritura diz, ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Mas Jesus era Deus, e não só homem: Satanás ganhou o nome de “O Tentador” quando enganou dois que eram não só homens, mas inocentes.&lt;br /&gt;No terceiro capítulo do Génesis, Satanás entrou na serpente, o mais astuto dos animais criados por Deus: entrou para tentar os primeiros homens, Eva e Adão, no Jardim. Só havia um fruto proibido no jardim: o da árvore do conhecimento do bem e do mal. O fruto desta árvore podia chamar-se ‘o fim da inocência’. Sem o conhecimento do bom e do mal, eles não podiam escolher o mal sobre o bem: não podiam pecar. E Satanás não queria um mundo sem pecado.&lt;br /&gt;Então, Satanás entrou na serpente para fazer a sua maldade, bem como, muito mais tarde, entrou em Judas&lt;a style="mso-footnote-id: ftn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;, e Judas traiu o Senhor. A serpente disse à mulher que, se comessem o fruto proibido, “ficarão a conhecer o mal e o bem, tal como Deus”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;. Satanás não disse que o fruto poderia dar quaisquer “superpoderes”... só que eles poderiam ser “tal como Deus” em termos de sabedoria. Eles não queriam mostrar ignorância em frente de Deus: não queriam ser os mais ignorantes no seu pequeno mundo.&lt;br /&gt;Até os nossos primeiros pais eram inseguros, ansiosos, tal como nós. No universo inteiro, Adão e Eva só conheciam Deus, mas sabiam que Deus era muito melhor, mais sábio, mais forte, mais tudo do que eles... e tornaram-se inseguros.&lt;br /&gt;Agora que já não eram inocentes, não podiam ficar no jardim paradisíaco, e Deus mandou-os embora para se frutificarem e multiplicarem no mundo que Ele fez. Os seus filhos e netos e bisnetos e trinetos encheram o mundo, mas eram também inseguros, pois sabiam que nunca poderiam ser perfeitos. Satanás nunca deixou fugir uma oportunidade: o seu novo truque é até melhor do que o anterior. Em vez de enganar-nos, insinuando que podemos melhorar-nos, desobedecendo a Deus, a nova mentira demoníaca é até pior: que nós já somos melhores do que os outros: que as pessoas diferentes, quer doutro país, quer doutra cor de pele, quer doutro modo de louvar o Senhor, são piores, são estúpidas, são ‘menos humanas’ do que nós.&lt;br /&gt;Enquanto o Grande Mentiroso conseguir persuadir umas pessoas, feitas por Deus e à Imagem do próprio Deus, de que outras pessoas, igualmente feitas por Deus e à Imagem do próprio de Deus, têm menos valor aos olhos do mesmo Deus, só Satanás sai vencedor. Na história da humanidade, não houve, nem há, guerra nenhuma, perseguição nenhuma, escravatura nenhuma, conquista nenhuma, em que o instigador e o vencedor não seja... Satanás. Ele é militante de cada partido, sócio de cada clube, general em cada exército... e bispo ou pândita ou pastor ou imã ou rabino de cada grupo religioso que ensine o ódio em vez do amor, em qualquer lugar onde um grupo disser que eles são os melhores, ou os mais importantes, ou os mais amados por Deus do que qualquer outro grupo.&lt;br /&gt;“Cristo é a nossa paz: de dois povos separados fez um só povo. Com a sua morte ele destruiu o muro que os separava e os tornava inimigos um do outro. Aboliu na própria carne a lei judaica, os preceitos e as prescrições. Deste modo, ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só Corpo pela virtude da Cruz, aniquilado a inimizade.”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A lei judaica que Cristo aboliu não tinha nada de mal: foi dada aos israelitas pelo próprio Deus. No plano da Salvação, não era má: era necessária. De todos os povos do mundo, Deus escolheu os Judeus, um povo pequeno, sem poder político, mas com uma força interna e eterna maior do que qualquer outro. Que outro povo teria podido sobreviver mais de dois mil anos sem país próprio, com perseguições, escravatura, com os genocídios dos Assírios e Romanos, do Nazismo e Estalinismo?&lt;br /&gt;Deus escolheu os Judeus, e deu-lhes a Lei, para ajudar o seu povo a aprender quem era Deus: que o verdadeiro Deus que criou o Universo não era o mesmo que os deuses pagãos. Isto levou muito tempo: o Antigo Testamento, uma mistura de história e poesia, teologia e manuais jurídicos, genealogia e ritos religiosos, entre outras coisas, é também a narrativa dum parentesco, de uma relação durante a qual o povo escolhido aprendeu, pouco a pouco, sempre mais sobre o seu Criador.&lt;br /&gt;É uma relação que começou com as palavras, “Faça-se luz!”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;, e como nós sabemos, no início da Criação, o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus; tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito&lt;a style="mso-footnote-id: ftn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;. Os Israelitas moravam em conjunto com os outros povos do Médio Oriente, povos que tinham uma multidão de deuses, e habitualmente não diziam ‘não’ aos sacrifícios humanos. Estes deuses, como Baal e Asserás, deuses masculino e feminino dos Cananeus, queriam servilismo e subserviência dos seus crentes, e não somente obediência e humildade. A Bíblia Hebraica, o nosso Antigo Testamento, é um testemunho disso mesmo: o testemunho de um Deus que não era igual aos deuses dos outros povos. O entendimento dos israelitas precisava de crescer, pouco a pouco, do tempo de Abraão e Isaac, quando primeiro aprenderam que Deus não quer sacrifícios humanos&lt;a style="mso-footnote-id: ftn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;; o desenvolvimento do entendimento no Livro de Josué, onde Deus é ainda um deus de guerras e batalhas&lt;a style="mso-footnote-id: ftn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;, até ao de Amós, o profeta que Deus mandou para castigar os ricos, em que “compraremos os infelizes por dinheiro, e os pobres por um par de sandálias”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;, e para dizer, “Odeio e desprezo as vossas festas. Não me agradam os vossos cultos. ... Quero, sim, que a justiça corra como as águas, e que o que é recto, como um rio que nunca seca!”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Levou séculos, séculos duros. Os israelitas, que foram escravos no Egipto cerca de uns 200 anos, depois de José, o da capa vistosa, colorida com mangas compridas, que foi vendido pelos irmãos para escravo mas chegou a ser governador de Egipto&lt;a style="mso-footnote-id: ftn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn15" name="_ftnref15"&gt;[15]&lt;/a&gt;, até ao tempo de Moisés que nasceu como escravo no Egipto&lt;a style="mso-footnote-id: ftn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn16" name="_ftnref16"&gt;[16]&lt;/a&gt; mas chegou a ser o líder e profeta dos israelitas até chegarem à terra prometida&lt;a style="mso-footnote-id: ftn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn17" name="_ftnref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;, talvez quinze séculos antes de Cristo&lt;a style="mso-footnote-id: ftn18" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn18" name="_ftnref18"&gt;[18]&lt;/a&gt;. Durante todo este tempo, havia um “muro” entre os israelitas, o ‘povo escolhido’ por Deus, e todo o resto do mundo, a que os judeus chamavam de Gentios, durante o tempo em que Deus “ensinou” os judeus. Levou séculos, mas quando Deus soube que tinha chegado o tempo certo (uma coisa que Deus já sabia até antes da Criação: o tempo de Deus não é o nosso), Jesus, o Filho que era o Verbo Divino durante Criação, incarnou pelo Espírito Santo no ventre da Virgem Maria, e habitou entre nós.&lt;br /&gt;Com os seus ensinamentos, mostrou as portas da vida eterna; com a sua morte, abriu as mesmas portas. Na sua morte, Jesus triunfou sobre o pecado e a morte, dando-nos a vida eterna. Com a sua morte Jesus não somente destruiu a morte, abrindo as portas à vida eterna, mas também destruiu o muro entre os judeus e os Gentios. Com Abraão, Deus-Pai escolheu um povo para si. Com a sua Incarnação, no seio da Virgem, com a sua morte, na Cruz, Deus-Filho escolheu todos os povos, para sempre. Com os seus dons espirituais, Deus-Espírito Santo possibilita que nós formemos o Corpo de Cristo, a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.&lt;br /&gt;Mas, se Jesus Cristo destruiu o muro entre os povos do mundo, como é que estamos tão divididos? Como já disse... pecado. É o pecado do orgulho, orgulho e medo. E o medo também pode ser pecado, se tivermos medo porque não temos fé no amor de Cristo.&lt;br /&gt;Ora. Se acho que não tenho muito valor, que não sou digno de respeito, digno de amor, digno das promessas de Cristo, há coisas que posso fazer.&lt;br /&gt;Primeiro, posso ter a fé de que, apesar de não pelo meu mérito, pois daí não tenho salvação de jeito nenhum, o amor de Cristo é ainda tão grande que até um pecador (como eu) pode ser salvo, e depois fazer tudo quanto poder pelos outros, como acção de graças. Esta é a versão melhor, e que acontece menos (claro).&lt;br /&gt;Segundo, posso trabalhar para ser melhor, e ser tão bom que mereça a salvação. Falhará. É impossível. Mas, poderia ser pior.&lt;br /&gt;Terceiro, e mais comum. É dizer, “Eu não sou assim tão mau—olha para ele! Eu odeio pessoas como ele! Ele não tem valor nenhum!” A nível pessoal, estas pessoas são chatas. A nível dos grupos, esta é a justificação para todos os tipos de racismo, ou para todos os outros tipos de discriminação, como sexismo, discriminação etária, ou discriminação contra pessoas de outras religiões, quer Católicos Romanos que não gostam de Protestantes, ou Protestantes que não gostam de Católicos Romanos, quer Protestantes e Católicos Romanos que não gostam de Anglicanos porque somos ou Católicos demais para os Protestantes ou Protestantes demais para os Católicos Romanos, ou qualquer das três que odeiam os Islâmicos, e os Islâmicos que odeiam os Cristãos, e qualquer destas que não gostam dos judeus... etcetera, etcetera, etcetera.&lt;br /&gt;E ao nível dos países, pode ser o pretexto para guerras, ou para os genocídios.&lt;br /&gt;Para muitos de nós, nós que somos feitos por Deus à Sua própria Imagem, somente poderemos ser felizes se pensarmos que somos superiores a qualquer outro grupo. A única qualidade própria que temos é em contraste com alguém que nós pensamos ser pior, de menos valor. Os Americanos ou Ingleses acham que eles são o povo melhor do mundo, e que o resto do mundo só existe para os cuidar, são conhecidos nesta cidade de turismo.&lt;br /&gt;Sou Americano—vou falar do meu país. Há muitos Americanos que não têm interesse nenhum em viajar, porque acham que nos Estados Unidos há tudo o que existe de bom no mundo. É por isso que Americanos não estudam outras línguas... Porquê? Os outros devem aprender inglês! Há muitos Americanos que querem construir um muro grande ao longo da fronteira com o México, por causa dos imigrantes ilegais... mais um substituto para o muro destruído por Cristo.&lt;br /&gt;E não são somente os Americanos, claro. Os Italianos querem fazer a mesma coisa com os imigrantes da Bósnia, os Franceses com os árabes, os israelistas matam palestinianos que matam israelitas, as guerras em cada canto de África... Cada país quer um muro, e cada grupo dentro do país quer mais um muro, e cada pessoa no grupo vai precisar do seu próprio muro também... se não temos fronteiras, não podemos saber quem é “diferente”, e se não sabemos quem é “diferente”, não podemos saber quem é pior do que nós, e se não sabemos se alguém é pior que nós, só temos os nossos espelhos para ver os pecadores. Ai! Claro que temos medo!&lt;br /&gt;É este mesmo o problema. É como disse S. Pedro: “Agora compreendo verdadeiramente que para Deus todos são iguais. Ele quer bem a todos os que respeitam e cumprem a sua vontade, sejam de que raça forem.”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn19" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn19" name="_ftnref19"&gt;[19]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“...sejam de que raça forem.” As fronteiras do mundo não são de Deus. As fronteiras são feitas por homens, pecadores, e a maioria foram feitas com armas. O nosso Deus não fez os Estados Unidos: Ele fez a América do Norte. Deus não desenhou num mapa as fronteiras de Portugal—não foi Deus que deu a Galiza à Espanha. Deus, em Jesus Cristo, erradicou os muros entre os povos.&lt;br /&gt;Não quero dizer que é mau, ter orgulho no seu próprio país, nem na sua cidade, ou na sua equipe (sou Portista!), ou na sua família. Eu até acho que as fronteiras entre países podem ter valor: a minha única ansiedade com a ideia da União Europeia é que Portugal e os outros países mais pequeninos podem perder as suas culturas particulares. Não quero morar em “Françamanha”: quero morar em Portugal!&lt;br /&gt;Mas este orgulho nacional nunca pode ser tão forte que se torne num muro. A coisa mais importante é o Corpo de Cristo, e o Corpo de Cristo atravessa todas as fronteiras do mundo. Eu tenho muito mais em comum com qualquer um de vós do que tenho com um Americano que seja ateu. Só há uma “fronteira” com importância, que é a fronteira entre as pessoas que já são membros do Corpo e as que ainda o não são, e esta “fronteira” tem de ter sempre a porta aberta... mais, nós temos de convidar todos os que estão fora a entrar. Isto é a tarefa de que Jesus nos encarregou: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão e façam com que os povos se tornem meus discípulos. Baptizem as pessoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo ensinando-as a obedecer a tudo quanto eu tenho mandado. E saibam que estarei sempre convosco, até o fim do mundo.”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn20" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn20" name="_ftnref20"&gt;[20]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em o nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Efésios 2, 14-15&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Actos 7, 58; 8:1, 3; 9,1-2&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; S. Mateus 4, 1&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Deuteronómio 6, 16: “Não tentareis o Senhor, vosso Deus, como o tentaste em Massá.”&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Deuteronómio 6, 13-14: “Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás culto e só jurarás pelo seu nome. Não seguireis outros deuses entre os das nações que vos cercam.&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; S. João 13, 26-27&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Génesis 3, 5&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Efésios 2,14-16&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Génesis 1, 3&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; S. João 1, 1 e 3&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Génesis 22, 1-14&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Josué 10 (ou qualquer outro capítulo!)&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; Amós 8, 6&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; Amós 5, 21 e 24&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref15" name="_ftn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; Génesis 37, 3-4, 25-28,; 42,6&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref16" name="_ftn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; Êxodo 2, 1-10&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref17" name="_ftn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; Deuteronómio 34, 1-12&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn18" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref18" name="_ftn18"&gt;[18]&lt;/a&gt; “Exodus”, por John Gray, PhD, Interpreter’s One-Volume Commentary on the Bible, 1984, 1971&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn19" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref19" name="_ftn19"&gt;[19]&lt;/a&gt; Actos 10, 34-35&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn20" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref20" name="_ftn20"&gt;[20]&lt;/a&gt; S. Mateus 28, 18-20&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-4671066646374320226?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/4671066646374320226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/16o-domingo-comum-ano-b-19-julho-2009.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/4671066646374320226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/4671066646374320226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/16o-domingo-comum-ano-b-19-julho-2009.html' title='16o Domingo Comum, Ano B, 19 Julho 2009'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-1565195432803552215</id><published>2009-07-18T13:13:00.003+01:00</published><updated>2009-07-18T13:26:40.295+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evangelização'/><title type='text'>15o Domingo Comum, Ano B, 12 Julho 2009</title><content type='html'>150 Domingo Comum, Ano B, 12 Julho 2009&lt;br /&gt;Igreja do Salvador do Mundo, V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cón. Dr. Francisco C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as palavras da minha boca e a meditações dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti, Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor, em o nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui capelão militar, aprendi nos fuzileiros um modo de instruir em três passos, um modo bem eficaz: “Observe; Faça; Ensine”. Observe uma vez, para ver o que é preciso; faça uma vez, para entender como é feito, e depois ensine uma vez, porque, diziam eles, o único método de compreender verdadeiramente alguma coisa é ensiná-la aos outros.&lt;br /&gt;Graças a Hollywood, todo o mundo sabe que a vida na tropa não é fácil, e nos fuzileiros — nos United States Marine Corps — pode ser até muito difícil. Mas eu, que passei onze anos nos Marine Corps e na Marinha Militar, posso dizer com toda a certeza: ter sido um dos doze Discípulos foi muito pior.&lt;br /&gt;No terceiro capítulo do Evangelho de S. Marcos, o Evangelista escreveu que Jesus subiu a um monte e chamou para junto de si os seus discípulos, aqueles que quis&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Não sabemos quantos foram: no final do seu ministério de três anos, eram pelo menos cento e vinte&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, homens e mulheres, mas isto foi bem antes do fim. Designou de entre eles, lá na montanha, um grupo de doze homens para ficarem na sua companhia, e mais tarde enviá-los-ia a pregar, com o poder de expulsar demónios e curar enfermidades&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mas antes de pregar, precisavam de ouvir e entender a Boa Nova; antes de expulsar ou curar, precisavam de ver Jesus fazer milagres. “Observe, Faça, Ensine”. E assim foi. Segundo S. Marcos, depois de serem escolhidos como apóstolos, primeiro ouviram as Parábolas do Reino, e também a razão das parábolas, as comparações, como a do Semeador &lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, a parábola da Candeia&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, e as da semente e do grão de mostarda&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;. A seguir, viram Jesus fazer milagres e curas: acalmou a tempestade&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;, curou um homem de Gerasa possuído com tantos demónios que lhe chamavam Multidão&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;, e finalmente curou a mulher que perdia sangue&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;, cuja história ouvimos o Domingo passado, e ressuscitou, no mesmo dia, a filha do Jairo&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Bem... e depois de tudo isto, de ouvirem as parábolas e verem os milagres, foi a sua vez! No Evangelho de São Marcos, o mais antigo dos Evangelhos, esta é a mesma ordem: ouvir, ver, fazer. Depois da cura da filha do Jairo, e uma visita a Nazaré, onde não foi bem recebido, Jesus enviou os apóstolos e enviou-os, dois a dois, para fazerem o que ele fez: pregar a Boa Nova do arrependimento dos pecados, expulsarem os demónios e curarem as enfermidades&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Porquê “dois a dois”? Porque nenhum deles estava a pregar e a curar por si mesmo, mas como representantes da nova comunidade de Jesus, da comunidade que, depois da Ressurreição, será a comunidade Cristã. Ainda não era: eles ainda não sabiam que Jesus não era somente o seu mestre, não era somente um profeta, nem era somente o Messias dos Judeus, mas era Deus e Filho de Deus, o mistério da Trindade. Ainda não sabiam porque não podiam. Não foi senão até à semana anterior à Transfiguração que Simão Pedro entendeu que Jesus era mesmo o Cristo, o Meshiach&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;, e foi até mais tarde, depois da Ressurreição, que eles verdadeiramente entenderam: quando S. Tomé, o incrédulo, disse “Meu Senhor e meu Deus!”&lt;a style="mso-endnote-id: edn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn13" name="_ednref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;, que são as mesmas palavras que rezo quando levanto o Corpo, que foi pão, e o Cálice de Sangue, que foi vinho, em cada Culto Eucarístico.&lt;br /&gt;Jesus, primeiro, escolheu os doze Apóstolos de entre todos os seus discípulos, depois ensinou-lhes com parábolas e mostrou-lhes as curas e os exorcismos dos demónios, e quando achou que estavam prontos, mandou-os, dois a dois, fazer o mesmo. Ele nunca pensou que poderiam fazer tudo quanto queriam por todo o mundo: ele próprio não pode fazer nada na sua própria aldeia! “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa” disse, e não pode fazer ali nenhum milagre&lt;a style="mso-endnote-id: edn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn14" name="_ednref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;. Nunca pensou que os apóstolos podessem fazer mais!&lt;br /&gt;Não, em vez disso, ele deu-lhes a ordem, “Se nalgum lugar as pessoas não vos receberem ou não quiserem ouvir-vos, quando saírem dessa terra, sacudam o pó das sandálias, como aviso para essa gente.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn15" name="_ednref15"&gt;[15]&lt;/a&gt; As suas responsabilidades eram só oferecer a Boa Nova, e não forçá-la.&lt;br /&gt;“Observe; Faça; Ensine”. Os dois primeiros passos Jesus podia fazê-los, e necessitava de os fazer, muito cedo no seu ministério tão breve. Só teve três anos para escolher e ensinar os apóstolos, três anos em que eles precisavam de compreender uma mensagem incompreensível. Num tempo tão curto, entre seu baptismo por S. João no Rio Jordão e a Ascensão, Jesus necessitava de persuadir os seus discípulos, todos judeus, de que ele era não só um filho de Deus, mas o Filho de Deus, e que Deus também era Pai, Filho, e Espírito Santo ao mesmo tempo... mas, ainda assim, somente um Deus.&lt;br /&gt;Esta ideia, que para nós é normal, era mais do que estranho: era heresia para os apóstolos. Num mundo panteísta, eles eram judeus, monoteístas. No centro da sua fé estava a Sh’má Yisroel: o seu credo, a sua prece mais importante, vinha das palavras do sexto capítulo do Livro do Deuteronómio, versículos 4 ao 9, que começa em hebreu: “Sh’má Yisroel, Adonai Elohênu, Adonai Echod”. Baruch shêm kevod malchutó leolám vaed.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn16" name="_ednref16"&gt;[16]&lt;/a&gt;, , ou em português, “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Bendito seja o Nome da glória do Seu reinado para todo o sempre.” E continua, “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Os mandamentos que hoje te dou ficarão gravados no teu coração. Tu os inculcarás aos teus filhos, e deles falarás, quer estejas sentado em casa quer andando pelo caminho, quando te deitas e quando te levantas. Atá-los-ás à tua mão como sinal, e levá-los-ás como uma faixa frontal (“tefilin” em hebreu) diante dos teus olhos. Escrevê-los-ás nos umbrais e nas portas da tua casa&lt;a style="mso-endnote-id: edn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn17" name="_ednref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;,&lt;a style="mso-endnote-id: edn18" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn18" name="_ednref18"&gt;[18]&lt;/a&gt;.”&lt;br /&gt;A maioria dos apóstolos não eram cultos, sabiam estas palavras, porque as recitavam diariamente. E por causa disso, era-lhes bem difícil compreender que, de um lado, é verdade que só há um Deus, mas por outro, Jesus, este homem com quem eles andavam, que comia com eles, que vivia junto deles, era Deus, ou até pior, era Deus-Filho, uma das três Pessoas que eram um só Deus. Ai! Até para nós, dois mil anos depois, com milhares de teólogos a escrever livros e dissertações sobre o assunto, é impossível entender a Trindade: só concordamos com a doutrina, pela fé. Nem posso pensar como tenha sido difícil para os apóstolos ter acreditado em que Deus sendo embora ainda um só mas em três Pessoas diferentes, ao mesmo tempo que um Terço da própria Trindade andava ali ao lado deles e com eles mesmos!&lt;br /&gt;Mas a fé que é necessária não vem de dentro de nós, não é “de carne nem de sangue”&lt;a style="mso-endnote-id: edn19" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn19" name="_ednref19"&gt;[19]&lt;/a&gt;, mas é um dos dons de Deus: quer do Pai, como Jesus disse quando Simão Pedro exclamou "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”, quer do Espírito, como S. Paulo escreveu à comunidade Cristã em Corinto&lt;a style="mso-endnote-id: edn20" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn20" name="_ednref20"&gt;[20]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Desde o início, os apóstolos entenderam que o seu Mestre, Jesus, era especial, mas foi só com o tempo que eles poderam entender tudo. Não sei, mas acho que Jesus mudou, nas mentes deles, de um mestre sábio, para um profeta poderoso, depois para o Messias dos Judeus, mas que, só finalmente, depois da Ressurreição, eles conseguiram entender, poderam crer, que Jesus era verdadeiramente Deus. Isso não se deveu somente à Ressurreição em si mesma, mas também porque, nos cinquenta dias anteriores à Ascensão, Ele passou tempo com eles, mostrando não somente milagres, como passando por portas fechadas&lt;a style="mso-endnote-id: edn21" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn21" name="_ednref21"&gt;[21]&lt;/a&gt;, ou colocando cento e cinquenta e três peixes grandes na sua rede quando eles nem tinham apanhado uma só sardinhita a noite inteira&lt;a style="mso-endnote-id: edn22" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn22" name="_ednref22"&gt;[22]&lt;/a&gt;, mas, e muito mais importante, mostrando o Seu amor.&lt;br /&gt;Quando Cleófas, que era o marido de Maria, a irmã da Virgem Maria, e o pai do S. Tiago e de José&lt;a style="mso-endnote-id: edn23" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn23" name="_ednref23"&gt;[23]&lt;/a&gt;, e o outro discípulo caminhavam para Emaús, ambos tão tristes, Jesus andou com eles e ensinou-lhes as Escrituras, mas foi somente quando Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes entregou, só quando celebrou a Eucaristia, é que eles “reconheceram o Senhor ao partir o pão”. Jesus ensinou-lhes sobre a fé, mas também os alimentou, porque nós precisamos das duas coias, a alma e o corpo.&lt;br /&gt;Quando os apóstolos e os discípulos, cheios de medo, estavam com as portas fechadas, Jesus não só passou pela porta fechada para lhes dar o Espírito Santo, dando-lhes o poder de perdoar os pecados&lt;a style="mso-endnote-id: edn24" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn24" name="_ednref24"&gt;[24]&lt;/a&gt;, como também comeu com eles: mais uma vez, a alma e o corpo.&lt;br /&gt;Quando S. Tomé, que não estava lá quando Jesus aparaceu pela primeira vez, não acreditou que o seu Mestre, o seu amigo, podia estar vivo de novo, Jesus voltou, foi primeiro a Tomé e disse-lhe: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé!”&lt;a style="mso-endnote-id: edn25" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn25" name="_ednref25"&gt;[25]&lt;/a&gt;, e assim, deixou Tomé em paz sobre as suas dúvidas. Para Tomé, o tocar do Corpo curou-lhe a alma.&lt;br /&gt;Jesus cozinhou peixe para os apóstolos pescadores e, depois, do milagre da rede cheia de peixes, de Pedro exigiu um tríplice protesto de amor (“Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?” “Sim, Senhor, tu sabes que te amo” “Apascenta os meus cordeiros”)&lt;a style="mso-endnote-id: edn26" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn26" name="_ednref26"&gt;[26]&lt;/a&gt;, um tríplice protesto de amor que anulou as três negações de Pedro antes da Crucifixão. Mais uma vez, alimentou corpo e alma.&lt;br /&gt;De cada vez, mostrou o seu poder; de cada vez, mostrou o seu amor. E eles precisavam deste amor, porque depois da Ascensão, depois do Pentecostes, precisavam de guiar a Igreja nascente. Não foi nada fácil: nos primeiros anos, foram perseguidos pelos judeus, e depois pelos Romanos. Foi o tempo do terceiro passo do “Observe; Faça; Ensine”. Como apóstolos de Jesus, eles tinham feito os primeiros dois: agora, precisavam fazer o terceiro: ensinar outros na Fé Cristã.&lt;br /&gt;E, com a ajuda do Espírito, a Igreja cresceu rapidamente, até todos os cantos do Império Romano. Antes da comunicação em massa, antes dos telefones ou radio ou televisão ou internet, antes da invenção dos aviões ou comboios ou carros, a propagação da Boa Nova tocou almas e mentes da Palestina para oeste até o Egipto, a Líbia e Trípoli (que agora se chama Marrocos), para o leste até à Índia, e para o norte e noroeste até Antioquia na Síria, a Galácia e Capadócia, a Filadélfia e Éfeso na Turquia moderna, a Corinto e Atenas na Grécia, a Tessalônica e Filipos na Macedónia, à Sicília e Roma em Itália, e até à França e Espanha... nas primeiras três centenas de anos! E tudo isso com uma religião que não só era estranha, pois falava de “comer o Corpo e beber o Sangue de Deus”, mas também era ilegal, e perseguida pelas autoridades!&lt;br /&gt;Ouçam a diferença: “Mãe, não quero ir à Escola Dominical, porque quero ir à praia!”, ou “Mãe, não quero ir à Escola Dominical, porque não quero ser torturado com óleo a ferver e depois comido por animais selvagens!”. Mas a Igreja cresceu, e cresceu.&lt;br /&gt;Não foi fácil, claro. Dos doze Apóstolos originais, somente um morreu na cama. Um, o traidor Judas, suicidou-se&lt;a style="mso-endnote-id: edn27" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn27" name="_ednref27"&gt;[27]&lt;/a&gt;, cheio de arrependimento e tristeza, e todos os outros, menos S. João, que tomou conta da Virgem Maria&lt;a style="mso-endnote-id: edn28" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn28" name="_ednref28"&gt;[28]&lt;/a&gt;, sofreram o martírio pela Fé: SS. Pedro e Paulo, segundo a tradição, ao mesmo tempo em Roma, com Pedro crucificado de pernas para o ar e Paulo decapitado com uma espada&lt;a style="mso-endnote-id: edn29" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn29" name="_ednref29"&gt;[29]&lt;/a&gt; pelo Imperador Nero, S. Tiago Maior foi martirizado pelo Rei Herodes Agrippa com uma espada, e S. Tiago Menor apedrejado em frente do altar em Jerusalém3 e André crucificado numa cruz em forma de ‘X’, S. Tomé, na Índia, e os outros quatro de maneiras também horríveis. Não foi fácil, nem para os Doze, nem para os outros discípulos de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;Não foi fácil ser Cristão, mas eles sabiam que valia a pena. Sabiam, porque tinham uma relação especial com o Senhor. Eles sabiam que este mundo nunca irá ser perfeito, mas também não era seu: esperavam, com esperança e alegria, pelo mundo que há-de vir. E também, quer aqui quer no mundo que há-de vir, tinham uma relação especial com Deus: uma relação diferente da das outras religiões. Tinham, e nós também temos, uma coisa maravilhosa: Jesus disse, “Vocês são meus amigos se fizeram aquilo que eu vos mando. Agora já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo quanto aprendi do meu Pai.&lt;a style="mso-endnote-id: edn30" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn30" name="_ednref30"&gt;[30]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Chamo-vos amigos”??? Deus chama-me “amigo”, eu que nem mereço ser o servo do Senhor? Isso é uma maravilha incompreensível... e é também o centro, o coração da nossa Fé. Nós não somos somente os servos do Senhor, nem somente crentes: nós somos, pelo amor de Cristo, o Corpo de Cristo. Este amor é uma coisa grande de mais para que a compreendamos: só podemos aceitar. Aceitar, e responder. E a única resposta a este amor é, também... amor. Amor por Deus, e amor pelo seu Corpo no mundo, a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, o amor por toda a Criação de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em o nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; S. Marcos 3, 13-19, S. Mateus 10, 1-4, S. Lucas 6, 12-16&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Actos 13, 15&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; S. Marcos 3, 14-15&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; S. Marcos 4, 1-20; S. Mateus 13, 1-23; S. Lucas 8, 4-15&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; S. Marcos 4, 21-25; S. Lucas 8, 16-18&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; S. Marcos 4, 26-29; S. Marcos 4, 30-34; S. Mateus 13, 31-32; S. Lucas 13, 18-19&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; S. Marcos 4, 35-41; S. Mateus 8, 23-27; S. Lucas 8, 22-25&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; S. Marcos 5, 1-18; S. Mateus 8, 28-34; S. Lucas 8, 26-39&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; S. Marcos 5, 25-34, S. Mateus 9, 20-22; S. Lucas 8, 43-48-39&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; S. Marcos 5, 35-43&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; S. Mateus 6, 7-13&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; S. Marcos 8, 27-30; S. Mateus 16, 13-20; S. Lucas&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref13" name="_edn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; S. João 20, 28&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref14" name="_edn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; S. Marcos 6, 4-5&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref15" name="_edn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; S. Marcos 6, 11&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref16" name="_edn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; El Cajon (CA) City Police Department Chaplaincy Manual, por Capelão Dr. Francis C. Zanger, 2000&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref17" name="_edn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; e continua: Veahavtá êt Adonai Elohecha, bechol levavechá, uv’chol nafshechá, uv’chol meodêcha. Vehaiú hadevarím haêle, asher anochí metsavechá haiom al levavêcha. Veshinan’tám levanêcha vedibartá bam, beshivtechá bevetecha, uv’lechtechá vaderech, uv’shoch’bechá uvcumecha. Uk’shartam leot al iadecha, vehaiú letotafot bên enêcha. Uchtavtám al mezuzot betecha, uvish’arecha. Numerosos judeus recitam-nos ao menos duas vezes por dia, e capelães da tropa americana (de qualquer religião) digam-nos aos fuzileiros e soldados judeus antes da sua morte em combate. * Os primeiros versículos são também o começo dos Mandamentos, na p. 144 da nossa Liturgia da Igreja Lusitana.&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn18" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref18" name="_edn18"&gt;[18]&lt;/a&gt; Deuteronómio 6, 5-9&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn19" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref19" name="_edn19"&gt;[19]&lt;/a&gt; S, Mateus 16, 17&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn20" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref20" name="_edn20"&gt;[20]&lt;/a&gt; 1 Coríntios 12, 9&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn21" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref21" name="_edn21"&gt;[21]&lt;/a&gt; S. João 20, 19&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn22" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref22" name="_edn22"&gt;[22]&lt;/a&gt; S. João 21, 3-12&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn23" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref23" name="_edn23"&gt;[23]&lt;/a&gt; S. Marcos 15, 40, 47, e 16, 1; S. João 19, 25; S. Mateus 27, 56&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn24" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref24" name="_edn24"&gt;[24]&lt;/a&gt; S. João 20, 22-23&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn25" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref25" name="_edn25"&gt;[25]&lt;/a&gt; S. João 20, 27-28&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn26" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref26" name="_edn26"&gt;[26]&lt;/a&gt; S. João 21, 15-18&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn27" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref27" name="_edn27"&gt;[27]&lt;/a&gt; S. Mateus 27,5&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn28" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref28" name="_edn28"&gt;[28]&lt;/a&gt; S. João 19, 25-27&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn29" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref29" name="_edn29"&gt;[29]&lt;/a&gt; Scorfiace, Capítulo XV, por Tertullian , Ano 145-220, de ‘Writings of the Ante-Nicene Fathers, Volume 3’&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn30" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref30" name="_edn30"&gt;[30]&lt;/a&gt; S. João 15, 15&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-1565195432803552215?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/1565195432803552215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/15o-domingo-comum-ano-b-12-julho-2009.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1565195432803552215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1565195432803552215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/15o-domingo-comum-ano-b-12-julho-2009.html' title='15o Domingo Comum, Ano B, 12 Julho 2009'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-8692314421147815629</id><published>2009-07-18T13:11:00.005+01:00</published><updated>2009-07-18T13:27:28.174+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Força e Fraqueza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='societal values'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>14o Domingo Comum, Ano B, 05 Julho 2009</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;14o Domingo Comum, Ano B, 05 Julho 2009&lt;br /&gt;Igreja do Redentor, Porto&lt;br /&gt;Cón. Dr. Francisco C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as palavras da minha boca e a meditações dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti, Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor, em o nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somente ainda não vi o novo filme “O Exterminador”, o quarto ou quinto filme da série o Exterminador Implacável: nem sequer o quero ver. Não preciso, com a minha coluna, de me sentar durante quase duas horas num cinema para ver o Arnold Schwarzenegger, de quem não gosto, nem como actor nem como político, nem para ver os ciborgues a bater nos outros robôs ou nas pessoas. Chatices como estas não me interessam. Após tantos anos como capelão, quer da tropa quer dos bombeiros, já vi todas as explosões que preciso, ao vivo. Já vi as vítimas dos desastres, dos acidentes. Para mim, não é divertimento.&lt;br /&gt;Mas, entendo a atracção. Como tantos filmes, é a força que é importante: os heróis precisam de usar toda a sua força (e talvez um pouco de inteligência) para obrigarem os vilões robotizados a retroceder... até a próxima sequência da série.&lt;br /&gt;É um filme do tipo popular... a violência é sempre popular. No cinema, os protagonistas são fortes e atraentes, preparados para combater força com força, para ganhar a luta ou a história heróica. São os ‘James Bonds’ do mundo do cinema.&lt;br /&gt;Nos últimos anos, o site do Superman e do Batman aumentou para incluir outras personagens “super”, como o Wolverine e Ironman (Homen do Ferro) e outros mutantes, e também os heróis e inimigos mecânicos, como os Exterminadores e os Autobots e Decepeticons dos Transformers, mas é sempre a mesma coisa. Os heróis usam a força para o bem e os inimigos para o mal, mas todos usam a força... eu nunca soube de um ‘Super-herói de Fraqueza’. “Homem-Aranha”, sim. “Homem-Franzino”, não.&lt;br /&gt;E não é só na cultura popular. O que é que há de valor no mundo? Quando pensamos nos países mais importantes do mundo, não pensamos nos países que melhor tratam os seus povos, mas naqueles que têm mais bombas, os exércitos maiores, ou que são os mais ricos. Mas o que vale esta riqueza, se há pessoas sem pão na mesa?&lt;br /&gt;O que é que há de valor no mundo? Quando pensamos nas pessoas mais importantes, em quem pensamos nós? Nas pessoas com poder, como os políticos, os Obamas e Sócrates e todos os que têm poder político, os que mandam em orçamentos e exércitos, que podem tomar decisões, que mudam a economia ou começam as guerras? Ou talvez naqueles que mandam nas corporações multinacionais, que podem mudar as fábricas da Europa e da América do Norte para a China e a Indonésia para aumentarem os seus lucros brutos, deixando milhares de pessoas sem emprego, e que nem pensam no clima se o lucro for suficientemente vantajoso?&lt;br /&gt;O que é que há de valor no mundo? Talvez os melhores jogadores de futebol, como Bruno Alves ou Ronaldo ou Kaká, eles que ganham mais dinheiro em noventa minutos do que uma professora ou um enfermeiro conseguem ganhar num ano? Ou talvez pensemos nos actores portuguesas como Pedro Alves e Carla Salgueiro, Sandra Barata Belo e Ricardo Pereira, ou nos actores internacionais como o Tom Cruise, Julia Roberts e Penelope Cruz? Pensamos nos “stars” da música, quer grupos como Madredeus ou Mariza quer grupos de “hard rock” como as bandas Metallica e Guns-n-Roses americanas, ou bandas portuguesas como Ibéria ou “us&amp;amp;them” de Gaia?&lt;br /&gt;O que é que há de valor no mundo? Ser famoso não é exactamente a mesma coisa que ter poder militar, mas é ainda ter poder. É bem fácil compreender que a coisa que tem mais valor na nossa cultura... a coisa que dá mais valor na nossa cultura... é o poder. É necessário ter poder para ser rico; é necessário ser rico para ter poder. É necessário ser poderoso, ou famoso, ou rico, se se quer ter qualquer valor na nossa cultura, no nosso mundo.&lt;br /&gt;Bem. Então, como é que nós podemos entender a leitura da Segunda Epístola aos Coríntios? S. Paulo, o “Super-Apóstolo”, que venceu três naufrágios, tareias e prisões&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;... como é que ele pôde escrever: “De mim não me quero orgulhar, a não ser das minhas fraquezas.” ‘...das minhas fraquezas’??? O quê?&lt;br /&gt;Há muitas diferenças, claro, entre a nossa cultura moderna e a cultura do primeiro século, quando S. Paulo escreveu as suas Epístolas. Mas num pormenor, a nossa cultura não é tão diferente do que a do primeiro século: acreditamos no poder, damos honra à potência.&lt;br /&gt;E aqui, temos S. Paulo, um dos mais corajosos dos apóstolos, que viajou da Palestina até à Síria e à Turquia, de Creta à Grécia e à Macedónia, Itália e Espanha, que pregou a Boa Nova de Jesus Cristo apesar de ter sido encarcerado&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, flagelado três vezes com varas pelos romanos&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; e cinco vezes recebeu as trinta e nove chicotadas dos judeus, e até foi apedrejado&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, passou uma noite inteira no mar depois de um dos naufrágios, viveu com fome e sede, frio e falta de roupa&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, e tudo isto sem parar de evangelizar... ele foi mais heróico do que qualquer Indiana Jones ou James Bond! Como é que um homem como este pode dizer “Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas”: um homem que fez tanto, que parece tão forte... mas ainda assim só quer orgulhar-se na sua fraqueza?&lt;br /&gt;É difícil entender isto. Mas temos de nos lembrar, Paulo não habitava no mundo criado por Hollywood, mas no mundo criado por Deus. Não só pregou a Boa Nova, mas acreditou na Boa Nova de Jesus Cristo: de Jesus Cristo. Qualquer tipo de heroísmo que tivesse feito não significava nada em comparação com a Boa Nova, e com a estima que tinha a Jesus Cristo: “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte na Cruz.&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;”&lt;br /&gt;Quando falamos de força, não só do corpo mas de vontade de Paulo, que sobreviveu a tanto, precisamos de nos lembrar, como ele, que a sua força não foi nada quando pensamos em Cristo. Jesus, o Verbo Divino que estava no princípio junto de Deus na Criação, Jesus, que era verdadeiramente Deus, aceitou tornar-se humano, parte da Sua própria Criação, e foi concebido pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, ela, que os Ortodoxos chamam Theotokos, a ‘Portadora de Deus’. Jesus, que poderia nascer como rei, como imperador se tivesse querido, nasceu numa família trabalhadora, uma família ‘normal’, uma família que nem tinha dinheiro para o sacrifício maior do Serviço da Purificação quando José e Maria levaram Jesus ao Templo pela primeira vez.&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se Jesus, que era Deus, abrangeu a fraqueza humana, Paulo não podia gabar-se da sua proeza! Paulo, que queria seguir o Senhor em todas coisas, só podia orgulhar-se da sua fraqueza, porque foi a fraqueza e a humildade o que Jesus mostrou como o Seu caminho, e porque foi com a Sua fraqueza, a humilhação nas mãos dos soldados romanos&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;, a tortura da Cruz, e a morte—a morte!—de Deus, que Jesus Cristo venceu sobre a morte&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;, e ganhou para nós a vida eterna&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Vivemos num mundo paradoxal. Os governos do mundo pagam mais pelas armas, que matam, do que pela comida para os seus povos, que dá a vida. Com o seu novo contrato com Real Madrid, Cristiano Ronaldo (que é o melhor jogador do mundo), vai ganhar mais dinheiro do que todas as enfermeiras no Hospital de São João... eu não fiz as contas, mas talvez mais do que todas as enfermeiras dos hospitais e todos os professores no Porto! Eu sei que o futebol é importante (não, é muito importante), mas porque pagamos aos jogadores de futebol (ou basebol, ou futebol Americano, que odeio), porque pagamos aos actores de cinema, porque pagamos aos directores gerais das companhias de Wall Street, muito mais do que às pessoas que salvam as nossas vidas, ou ensinam as nossas crianças?&lt;br /&gt;Há uma razão. O mundo está dividido, rasgado pelo pecado. É o pecado que diz “Poder é tudo!”. É o pecado que diz que as pessoas que nos divertem têm mais valor do que as que nos alimentam ou ensinam ou cuidam. É o pecado que diz que a única ‘cruz’ com importância é ou Penelope ou Tom, e não a Cruz do Gólgota; que os Madredeus têm mais valor do que a Mãe de Deus. É pecado; é o pecado do mundo. Nada mudou desde o tempo em que a serpente convidou Eva e Adão para comer um lanche de fruta, lá no Jardim do Éden.&lt;br /&gt;E nada vai mudar, neste mundo de trevas. Mas este mundo não é nosso: nós somos baptizados, para passar das trevas para a luz, do mundo para o Corpo de Cristo. Nós passamos por este mundo, sabendo que temos muito trabalho para fazer durante o tempo que cá passamos, mas sabemos também que só passamos: a nossa pátria verdadeira está no mundo que há-de vir. Sabemos disso: Jesus disse, falando sobre os seus discípulos e sobre todos nós que O seguirmos: “Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A Tua palavra é a verdade. Como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os envio.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como individuos neste mundo, nós não temos poder, somos fracos. Somos pessoas normais, e não primeiros-ministros, ou jogadores de futebol, ou actores de Hollywood, ou directores de corporações multinacionais. Não temos importância nenhuma no mundo.&lt;br /&gt;Não faz mal. Não precisamos de importância neste mundo: somos membros do Corpo de Cristo. Somos fracos, como individuos, claro. Uns de nós somos muito fracos, e precisamos de ajuda; outros somos mais fortes, e podemos ajudar. É nisto mesmo que está a força do Corpo de Cristo: não somos individuos sozinhos, mas somos partes de uma coisa maior do que todos nós. O Corpo de Cristo não é somente os membros desta paróquia, ou da Igreja Lusitana ou a Comunhão Anglicana. Nem é somente todos os membros da Igreja Uma, Santa, Católica e Apostólica, com todos os Anglicanos e Católicos Romanos e Ortodoxos do mundo. É tudo isto, claro, mas, porque Cristo existe no “tempo de Deus”, ou Kairos em grego, fora do tempo humano, que se chama Chronos, o Corpo de Cristo também existe fora do tempo humano. Todos os cristãos que foram baptizados durante os dois mil anos, desde o primeiro Pentecostes, são partes do Corpo, e todos os mortos que aceitaram o Senhor durante os três dias que Jesus esteve no lugar dos mortos&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;[12]&lt;/a&gt; são partes da tal nuvem de testemunhas de que estamos cercados&lt;a style="mso-endnote-id: edn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn13" name="_ednref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;É por isso que não precisamos da ‘força’ deste mundo: a nossa ‘força’, que é do Espírito, é maior. Nós temos uma coisa que o mundo não tem. Temos esperança. Sabemos que este mundo não é tudo o que há, e temos esperança no mundo que há-de vir.&lt;br /&gt;Mas, ainda temos de morar aqui, por enquanto. É por isso que também temos o Corpo de Cristo, porque nós podemos fazer muito mais, juntos na fé, do que poderíamos fazer, cada por si. O nosso modelo vem do livro dos Actos dos Apóstolos: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn14" name="_ednref14"&gt;[14]&lt;/a&gt; Na altura, a comunidade dos crentes era ainda bem pequena, com menos de duzentos fiéis&lt;a style="mso-endnote-id: edn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn15" name="_ednref15"&gt;[15]&lt;/a&gt;, e entendo que talvez o versículo seguinte seja um pouco forte demais para nós agora: “Nenhum deles dizia que os seus bens eram apenas seus, mas punham todo em comum”.&lt;a style="mso-endnote-id: edn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn16" name="_ednref16"&gt;[16]&lt;/a&gt; Com todos os crentes do mundo, isso seria mais do que difícil, mas não podemos fugir desta ideia bíblica, que cada um de nós tem uma responsabilidade para com os outros membros do Corpo.&lt;br /&gt;Esta responsabilidade não deve ser financeira, claro. Há muitas outras coisas que são necessárias. Há pessoas, aqui nesta paróquia, na nossa cidade, na nossa Igreja Lusitana, no nosso mundo, que precisam de amizade, que precisam de um pouco de ajuda com qulaquer coisa, que precisam de oração. E há, também, membros do Corpo de Cristo, nossos irmãos e irmãs, que não têm pão na mesa, neste tempo de crise. Ninguém pode fazer tudo, mas juntos, não há nada que não possamos fazer.&lt;br /&gt;E isto é a verdade, não porque unidos, nós possamos fazer mais... isto é a parte menor. Só o facto de serem “unidos” não resultou com os comunistas na Rússia, quando eles tentaram. Mas nós não somos somente um corpo: somos o Corpo de Cristo.&lt;br /&gt;O que é que há de valor no mundo? O Corpo de Cristo, que não somos só nós, nem nós e a tal nuvem das testemunhas, mas todos nós e Jesus Cristo, verdadeiro Deus, sentado à direita do Pai. Nós precisamos de muito, mas não conseguimos fazê-lo. Mas “para Deus, não há nada impossível!”&lt;a style="mso-endnote-id: edn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn17" name="_ednref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; 2 Coríntios 11, 25b&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Actos 24, 27&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Actos 16, 23&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Actos 14, 19&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; 2 Coríntios 11, 23-28&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Filipenses 2, 5-8&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Levítico 12, 6-8&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; S. Mateus 27, 26-31; S. Marcos 15, 15-19; S. Lucas 22, 63-64; S. João 19, 1-4&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; S. Mateus 27, 24-27, 51-53; Actos 2, 24, 31-36; Romanos 6, 3-11&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Romanos 6, 22-23; 1 Timóteo 1, 16,; 1 João 511-12&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; S. João 17, 15-18&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Credo dos Apóstolos, Liturgia da Igreja Lusitana, p. 254&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref13" name="_edn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; Hebreus 11, 32 – 12, 1&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref14" name="_edn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; Actos 4, 32&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref15" name="_edn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; Actos 1, 15&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref16" name="_edn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; Actos 4, 33&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref17" name="_edn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; S. Lucas, 1, 37&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-8692314421147815629?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/8692314421147815629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/14o-domingo-comum-ano-b-05-julho-2009.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/8692314421147815629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/8692314421147815629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/14o-domingo-comum-ano-b-05-julho-2009.html' title='14o Domingo Comum, Ano B, 05 Julho 2009'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-6698502969744573974</id><published>2009-07-18T13:11:00.004+01:00</published><updated>2009-07-18T13:25:02.561+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saude e as curas de Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Health Care'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>13o Domingo Comum, 28.06.09 [Ano B]</title><content type='html'>13o Domingo Comum, 28.06.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do Salvador do Mundo, Vila Nova de Gaia&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo». Ámen.&lt;br /&gt;De vez em quando, perguntam-me se escrevo as homílias em inglês e depois as traduzo, ou se as escrevo directamente em português. Ora, se já é demasiado difícil escrever um sermão em português... escrever primeiro em inglês, e depois traduzi-lo, seria impossível: as duas línguas são tão diferentes, e há palavras que nem podem ser traduzidas. Só um exemplo: não há uma palavra em inglês para saudade. Logo, se vou pregar em português, tenho de escrever em português.&lt;br /&gt;E isto ainda é mais complicado. O próprio Evangelho sobre o qual estou a pregar foi traduzido para o português do grego. E não só: S. Marcos escreveu-o, fazendo já uma tradução. Os Israelitas falavam aramaico, mas, no Templo, falavam hebraico e, só para falar aos Romanos, usavam o grego. A nossa própria Bíblia é uma tradução de uma tradução.&lt;br /&gt;O conhecimento disto é importante se queremos entender as Escrituras. Há palavras que lemos, palavras que nos parecem simples, mas que não significam aquilo que pensamos, e uma dessas palavras encontra-se, hoje, bem no meio do nosso Evangelho.&lt;br /&gt;Para nós, o verbo curar significa “livrar alguém de doença por meio de adequado tratamento, ou sanar, ou restabelecer a saúde”&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Mas para os Judeus, “ser curado” tinha um significado muito diferente: significava “ser purificado”; significava “retomar a boa relação com Deus”. Uma pessoa impura não podia entrar no Templo, não podia louvar o Senhor com propriedade. A doença impura mais conhecida era a lepra, mas a lepra bíblica não era a mesma doença que nós conhecemos: a lepra bíblica podia ser lepra, sim, mas também podia ser herpes, ou até qualquer mancha luzidia da pele: qualquer doença de pele podia ser considerada lepra. E não era uma decisão tomada por um médico: era necessário ser tomada por um sacerdote, porque era um assunto religioso&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Também, qualquer coisa relacionada com o sangue podia ser impuro. Nas leis do Kashruth, que catalogam os animais puros e impuros&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;, até dos animais puros, eles só podiam comer a carne, e nunca o sangue: antes de comer, era preciso tirarem todo o sangue, porque na lei bíblica, o sangue é considerado a base da vida &lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Era por isso que mulheres eram consideradas impuras religiosamente depois do parto, ou durante sete dias depois do tempo do seu período: por causa do sangue perdido. E não era só a mulher que era impura: a impureza era contagiosa, e qualquer coisa que ela tocasse, quer a sua cama, quer uma cadeira, quer uma outra pessoa, ficava impura também. Se ela desse à luz um menino, durante um período de sete dias seguido de mais trinta e três, não podia tocar em nada de sagrado nem entrar no santuário, e se desse à luz uma menina, esse período era de sete dias mais sessenta e seis, porque uma menina, quando crescesse ia ser mulher, logo uma “base da vida”&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Parece paradoxal, mas aquela que era a base da vida também era impura. Os teólogos discutem muito acerca disto: há uns que acham que era devido ao sexismo da época, que uma menina tinha menos valor do que um menino, mas talvez fosse contrário: levava o dobro dos dias a uma mulher para se purificar por ter tido uma menina, precisamente porque ela podia vir a ser mãe. Se os judeus acreditavam que só Deus pode dar vida, e sabiam que eram somente as mulheres que davam vidas novas à luz, a importância das mulheres era maior, não menor, e por isso, elas precisavam de mais tempo para serem purificadas.&lt;br /&gt;Uma outra causa de impureza não era a base da vida, mas a falta da vida. “Quem tocar no cadáver duma pessoa fica impuro, durante sete dias. No terceiro e no sétimo dias, deve aspergir-se com a água da purificação e então ficará puro. Aquele que tiver tocado no cadáver duma pessoa e não se tiver purificado, profana o santuário do Senhor e deve ser expulso da comunidade dos israelitas.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; E era ainda mais duro, devido ao mesmo contágio de impureza: qualquer outra pessoa que entrasse ou estivesse na casa aonde houvesse um cadáver, mesmo que tivesse morrido no momento, também ficava impuro.&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É preciso compreender tudo isto para entender o Evangelho que ouvimos hoje, para apreender quão estranho, quão maravilhoso, foram as coisas que Jesus fez. Quando Jesus e os seus discípulos chegaram à aldeia, estava á sua espera uma grande multidão. Um deles, um chefe da sinagoga chamado Jairo, apresentou-se, ajoelhou-se e pedia-lhe muito dizendo “A minha filha está a morrer. Vem, impõe as mãos sobre ela, para que se salve e viva!” Jesus foi com ele, e uma grande multidão o seguia, apertando-o de todos os lados.&lt;br /&gt;Na meia desta multidão estava uma mulher que já há doze anos sofria duma doença, padecendo de uma perda de sangue. Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo quanto tinha, mas só piorava cada vez mais. Ela ouvia falar de Jesus como um homem santo, mas por causa da sua doença ela era impura, e nem lhe passava pela cabeça falar com Ele, ainda menos na presença de um dos chefes da sinagoga. Mas ainda tinha esperança: se pudesse só tocar nas roupas de Jesus, ficaria curada!&lt;br /&gt;Abeirou-se por atrás de Jesus, no meio de multidão, e tocou-lhe na orla do seu manto. Imediatamente a hemorragia estancou e ela teve a certeza de estar curada. Mas Jesus sentiu que algum poder saiu d'Ele, voltou-se para trás, e perguntou: “Quem tocou as minhas vestes?”. A mulher ouviu, e ficou cheia do medo. Aproximou-se de Jesus, lançou-se-lhe aos pés, e contou-lhe toda a verdade. Mas Jesus disse-lhe: “Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz, estás curada do teu mal”&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Isto era o oposto do Lei! A Lei dizia que esta mulher já estava impura há doze anos&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;, por isso ela teve tanto medo quando Jesus perguntou: “Quem me tocou?”. Ela sabia que, normalmente, quando tocasse na roupa de Jesus, deixaria Jesus impuro também até à noite, e no mesmo momento que em estava a ir salvar a filha de Jairo, o chefe da sinagoga. Se Jesus ficasse impuro, não poderia nem sequer entrar na casa de Jairo!&lt;br /&gt;Mas em vez de ficar impuro, Jesus purificou a mulher. Mais ninguém soube o que aconteceu: “curada do teu mal” não significava ‘curada da tua impureza’. Jesus sabia, e ela sabia, e isso era suficiente. Desta forma, ela podia retornar ao Templo, podia renovar a sua relação intíma com Deus, e louvar o Senhor como uma israelita pura, pela primeira vez em doze anos.&lt;br /&gt;Infelizmente, no mesmo momento, chegaram algumas pessoas que vinham da casa de Jairo, anunciando: “Jairo, a tua filha já morreu. Não vale a pena incomodares mais o Mestre.” Ouvindo Jesus estas palavras, dirigiu-se ao chefe da sinagoga: “Não temas; tem só fé!” Jairo já tinha demonstrado a sua fé quando se apresentou a Jesus pedindo a sua ajuda. Mas a fé que Jesus agora ordenava era uma fé que contínua, até quando parece que tudo está perdido.&lt;br /&gt;Jesus não permitiu que mais ninguém o acompanhasse, além de Simão Pedro, Tiago, e João, o irmão de Tiago. Ao chegar a casa de Jairo, entrou e viu o alvoroço, os que choravam e faziam lamentações. Mas Jesus disse: “Para quê todo esse barulho e esses choros? A menina não está morta! Ela está só a dormir!”. E eles riam-se d'Ele. Contudo, tendo Jesus mandado todos para fora, menos os pais e os seus três discípulos, levou-os ao quarto onde a menina estava deitada.&lt;br /&gt;Jesus segurou a mão da menina, e disse-lhe: “Talitha cumi”, que significa em aramaico: “Menina, levanta-te! Sou Eu que te digo!” E a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. Jesus ordenou-lhes severamente que não contassem nada a ninguém, e disse-lhes para darem de comer à menina.&lt;br /&gt;Mais uma vez, o oposto da Lei! A palavra que S. Marcos usou em grego quando escreveu ‘levantou-se’ é a mesma palavra para ‘ressuscitar’. A menina estava morta e, normalmente, se alguém tocasse no cadáver dela ficaria impuro. Jesus segurou a sua mão e, em vez de ficar impuro, ela ficou viva!&lt;br /&gt;Em cada uma das duas histórias, a da mulher com a perda de sangue e a da filha morta de Jairo, Jesus afirmou que a coisa mais importante era a fé. “Minha filha, a tua fé te salvou.” “Não te assustes, tem só fé!” Antes da Sua própria Ressurreição, não podia ser ainda a fé em Jesus Cristo como Deus e sim no Pai, mas a fé era essencial. A Lei foi dada aos israelitas por Deus, e eles precisavam de lhe obedecer; mas a Lei era para os humanos, e Deus não está ao abrigo da Lei. Jesus, verdadeiro homem, pregava as Boas Novas; Jesus, verdadeiro Deus, podia pedir milagres a seu Pai, milagres que iam contra as leis, quer da Bíblia quer da física, para aqueles que tinham fé.&lt;br /&gt;Há uma outra lei bíblica que Jesus “quebrou”, exigindo fé: muita fé. A Lei hebraica, dada a Moisés por Deus, há capítulos inteiros sobre os animais puros e impuros&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;, e não era só proibido tocar num cadáver humano, mas também no cadáver de qualquer animal proibido&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;, ou dum animal puro que tivesse morrido naturalmente&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;. A proibição contra o sangue é repetida muitas vezes4. Mas na Última Ceia, na noite em que foi entregue, Jesus tomou pão, deu graças ao Senhor, e disse: “Tomem. Isto é o meu corpo.” Depois pegou no cálice, deu graças, e disse: “Isto é o meu sangue.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn13" name="_ednref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isto é o meu corpo? Isto é o meu sangue? Isto é impossível! Não podia haver maior violação da Lei! Comer o corpo de Jesus? Beber o Seu sangue?&lt;br /&gt;Para nós, dois mil anos mais tarde, não é assim tão estranho, mas para os Judeus, que foram discípulos do Senhor, era chocante, escandaloso. Eles precisavam de ter fé, fé completa, fé quase esmagadora, em Jesus, para ouvir e acreditar nestas palavras. Mas tinham. E, por causa da sua fé, nós, hoje, podemos partir o Pão que é o Corpo de Cristo, para participar no Corpo de Cristo.&lt;br /&gt;Quando ouvimos histórias das curas miraculosas, como ouvimos no Evangelho hoje, é fácil pensar somente na cura física... e quando temos membros da família ou amigos com doenças graves, queremos, rezamos para que tenham a mesma cura. Entendo... é normal. De vez em quando, pensamos que Deus não ouve as nossas orações, quando as pessoas que nós amamos não melhoram. Não sei quantos vezes ouvi “A culpa é minha; eu não tenho fé suficiente”, ou “A culpa é de Deus, ou não me escuta, ou não existe.”&lt;br /&gt;Mas a culpa não é nossa nem de Deus. Quando rezamos por uma cura, temos de nos lembrar que a cura de Deus não é só física... a cura menor de Deus é a parte física. A cura de Deus é termos uma boa relação com o Senhor, completa, de alma e coração. Os sintomas físicos são temporários. Ser parte do Corpo de Cristo é eterno. As dores passam, quer nesta vida, quer na vida que há-de vir. A cura de Deus pode ser física, mas também pode ser coragem face às aflições, e a fé que nos faz saber que, de boa ou má saúde, estamos ligados ao Corpo de Cristo, que é eterno.&lt;br /&gt;Isto não é fácil: nós queremos que as pessoas vivam sem doenças, sem dor, sem morte. E Jesus Cristo, Deus que encarnou e viveu como homem, que morreu em agonia, que viu a dor da sua mãe quando contemplava o seu único filho a morrer... Jesus entende como isto para nós é difícil. É por isso que Ele ainda está aqui, connosco, na Santa Eucaristia no altar, e no Corpo de Cristo que é a Igreja. Uma parte da ‘cura’ de Deus é o amor da comunidade, bem como uma parte do trabalho da comunidade é o amor, e o apoio de todos os membros por todos os membros.&lt;br /&gt;Não temam. Lembrem-se das palavras de Deus, “...eu nunca te esqueceria. Eis que estás gravada na palma das minhas mãos.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn14" name="_ednref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Dicionário de Português, Beiks LLC, 1998, 2005&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Levítico 13, 1-46&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Levítico 11, 1-46&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Génesis 9, 3-4; Levítico 7, 26-27; Deuteronómio 12, 23-25, e outros&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Levítico 12, 1-8; S. Lucas 2, 22 (caso da Virgem Maria ao nascimento de Jesus)&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Números 19, 11-13&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Números 19, 14&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; S. Marcos 5, 25:34&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Levítico 15: 25-27&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Levítico 11; Deuteronómio 14&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Levítico 11, 24, 31-15&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Levítico 11, 39-40&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref13" name="_edn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; S. Mateus 26, 26-28; S. Marcos 14, 22-24; S. Lucas 22, 19-20; S. João 6, 53-56; 1 Coríntios 11, 23-26&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref14" name="_edn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; Isaías 49, 15b-16&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-6698502969744573974?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/6698502969744573974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/13o-domingo-comum-280609-ano-b.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6698502969744573974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6698502969744573974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/13o-domingo-comum-280609-ano-b.html' title='13o Domingo Comum, 28.06.09 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-5181206725386671624</id><published>2009-07-18T13:09:00.001+01:00</published><updated>2009-07-18T13:32:09.738+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano B'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economic Crisis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saude e as curas de Jesus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pro-Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Health Care'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>12o Domingo Comum, 21.06.09 [Ano B]</title><content type='html'>12o Domingo Comum, 21.06.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do Redentor, Porto&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo». Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender este Evangelho, é preciso lembrar exactamente quem eram os discípulos do Nosso Senhor, e os primeiros quatro em particular, os quatro homens que Jesus encontrou quando estava a caminhar junto o lago da Galileia&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Os primeiros foram: Simão e seu irmão, André, e pouco tempo depois, mais dois irmãos, Tiago e João, os filhos de Zebedeu. Cada um dos quatro era um pescador profissional&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, como é dito no Evangelho de São João, depois da Ressurreição, quando sete dos onze Discípulos estavam numa casa à beira do Lago Tiberíades (o nome Romano para o lago da Galileia&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;), Simão Pedro disse aos outros, “Vou pescar,” e todos os outros quiseram ir também. Eles todos saíram da casa e meteram-se num barco, aonde passava a noite inteira, mas sem sorte&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes eram homens quem sabiam muito de barcos, sabiam muito do mar. Não eram “caloiros de passeio de barco”, para ficarem assustados com um pouco de vento ou umas ondinhas no lago. O lago da Galileia é famoso para suas tempestades inesperadas: na altura, e até nos nossas dias, pescadores profissionais morem afogados neste lago&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Ora, se os Discípulos, incluindo pelo menos quatro pescadores profissionais que bem conheciam este lago e os seus perigos estavam com medo, se eles achavam que estavam perdidos, era porque tinham razão.&lt;br /&gt;Eles estavam quase maluco com medo, e seu Mestre, Jesus, estava... a dormir? As ondas eram tão altas que subiam por cima do barco, que se estava a encher de água, e Jesus continuava com a sua cabeça deitada na almofada! Eles despertaram-no, e perguntou, “Mestre, não vês que estamos perdidos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Jesus levantou-se no barco (e, eu, que fui um capelão na marinha militar, posso dizer que até isso, de balançar de pé num barco no meio de uma tempestade, é quase um milagre!), e repreendeu o vento e disse ao vento, “Parem! Acalmem-se!”. Imediatamente o vento cessou, e seguiu-se grande bonança. E Jesus voltou-se para os Discípulos e perguntou-lhes: “Por que é que vocês têm medo? Ainda não tem fé?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em vez de fé, eles, que eram ainda Discípulos recentes de Jesus, estavam era de facto com mais medo do que antes... eles podiam entender uma tempestade, mas quem era este homem que até mandava no vento e nas ondas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou muito tempo para eles entenderem a resposta: o medo do Discípulos que ouvimos hoje no quarto capítulo do Evangelho do S. Marcos, quando eles afirmavam: “Quem é este homem, que até manda no vento e nas ondas?”, mudou no oitavo capítulo para a afirmação “Tu és o Messias!”&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;. Uma coisa é seguir o Senhor, ser membro da Igreja. Outra coisa é, ter a fé tão integrada na nossa vida, na nossa mente e alma que nem pensamos no medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil ter medo, porque o mundo é medroso. Vivemos em tempos difíceis, assustadores. É a época dos “sustos grandes”, quase como uma guia alfabético: “A é para “Abrigo”: Por causa das guerras em Darfur e no Congo, há milhares das pessoas vivendo em campos de refugiados em África, mas também há muitos outros milhares mais sem-abrigo em todos os cantos do mundo: na China, há ‘refugiados nacionais’, camponeses que mudaram ilegalmente das cidades para procurar trabalho, trabalho que não existe mais; nas Américas do Sul e do Norte, com as favelas do Rio e com os pobres dos Estados Unidos, um país rico que não faz muito pelo seus pobres, e no México, e aqui na Europa, e não só no Leste mas em todo lado, incluindo aqui em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“B é para Bombas” : o Correia do Norte está uma vez mais a brincar com armas atómicas e mísseis balísticos... a agora o Irão quer os mesmos brinquedos também. O trafico em armas, quer para governos quer para “movimentos revolucionários” quer para gangues e criminosos, é um dos únicos negócios que o Crise não afectou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“C é para Crise” : Claro que é. A Crise mundial, que começou com uma mistura da avidez e de estupidez nos mercados de hipotecas americanas e mudou rapidamente para todos os mercados e bolsos do mundo, é um desastre para a maioria do mundo. Alguns dos ricos estão um pouco menos ricos, mas agora ninguém sabe quantas pessoas da classe média estão desempregadas, e para a classe operária, agora que tantas fábricas estão a fechar depois de passarem três ou quatro meses sem pagarem aos seus trabalhadores, são mesmos tempos difíceis estes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“D é para Doença” : Os jornais e a televisão estão cheios de notícias sobre a pandemia de Gripe A H1N1, e cada dia que passa ouvimos mais noticias. Há somente três doentes no país inteiro, e cada um foi infectado fora do Portugal (um no Canada, outro nos Estados Unidos, e outro no México), mas é ainda uma gripe assustadora, porque está na televisão quase todos os dias, como estavam as doenças da vaca louca e a gripe das aves dos anos passados. Ao mesmo tempo, há outras doenças mais graves, mais perigosas, como a SAMR (‘staphylocci aurea, methicilina-resistente), uma infecção propagada nos hospitais que não está a reagir bem aos tratamentos antibióticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E é para Ecologia” : Todo o mundo sabe que o clima está mudando, e se o aquecimento global continua, o Oceano Glacial Árctico vai continuar a derreter-se, de dissolver-se, e os níveis de água nos Oceanos Atlântico e Pacífico vão crescer... e daqui a mais um ou dois séculos, todas as cidades do mundo situadas à beira dos mares vão ser inundadas: no lado Atlântico, serão Lisboa e Porto na Europa, claro, e Amsterdão e Estocolmo, Valência e Barcelona, e Roma e Atenas, e tantas outras. Em África, Bissau vai desaparecer, juntamente com todas as maiores cidades de África ocidental, de Marrocos até África do Sul: Casablanca e Abidjan, Luanda e Cape Town, todas inundadas, pouco a pouco. Do outro lado do Atlântico, vai ser a mesma coisa: nas Américas, via ser um desastre: Halifax e Newfoundland em Canada, Boston, Nova Iorque e Philadelphia, Charleston e Miami, New Orleans (que já foi quase destruída pela furacão ‘Katrina’) e Houston; Tampico e Vera Cruz em México, e na América do Sul Caracas e Belém, Recife e Salvador, Rio e Porto Alegre, Montevideo e Buenos Aires... todas inundadas, perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem preciso de fazer uma lista das cidades no lado do Oceano Pacífico: é só preciso lembrar que a maioria da população do mundo vive na Índia e na China, e a maioria deles vivem perto do mar. Também, não falei sobre ilhas como a Madeira ou os Açores, ou Cabo Verde ou as ilhas Caraíbas como Cuba e Haiti, ou no Pacífico, as nações de Oceânia ou Japão... não é somente o facto cientistas pensaram que estas ilhas se vão afundar completamente, numas delas o processo já começou... faz três ou quatro anos desde que a pequena ilha nação de Nauru, ao nordeste de Austrália, tinha de evacuar a maioria dos seus cidadãos a Novo Zelândia, porque um grande parte do país estava debaixo da água!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta com isto. “F é para Fé” : É verdade que é fácil, acreditar que estamos em pleno mar, no meio de uma tempestade terrível. É verdade que é fácil, e é fácil porque é verdade. Todas as coisas na minha lista: os sem tecto, a multiplicação dos mercados dos armamentos mundial e o programa nuclear do Correia do Norte, a crise económica mundial, a facilidade com que as doenças graves podem ser transmitidas nesta altura do tráfego aéreo, e o mais assustador de tudo, as mudanças da clima mundial... cada um é verdadeiramente terrível, e juntas são mesmo verdadeiramente assustadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempestade no lago da Galileia foi também verdadeiramente assustador, e os pescadores profissionais estavam verdadeiramente assustados... mas Jesus Cristo ficou a dormir no meio do vento, da água no barco, do ruído do vento, com sua cabeça reclinada numa almofada.&lt;br /&gt;Durante dois mil anos desde a tempestade, não havia tempo nenhum quando era “tempo boa”. As coisas podem dar a impressão de serem piores agora, por causa das comunicações mundiais: com a Internet, nós podemos ver fotos de um terramoto em Japão com quase o mesmo rapidez do que as Japoneses, e também fotos das crianças carenciadas em África, de um ataque militar em Iraque, de um choque na auto-estrada, e não sei que mais, sem sairmos das nossas cadeiras.&lt;br /&gt;E com tudo isso, parece que o mundo está numa situação terrível, que está a afundar-se, e que nós todos vamos afogar a qualquer minuto... e que Jesus continua ainda a dormir, com a sua cabeça reclinada numa almofada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando quero resmungar, tenho de me lembrar que a única razão pela qual Jesus estava a dormir era pelo facto de Ele saber que não havia verdadeiramente nenhum problema: o barco não estava em perigo de se afundar com Jesus lá dentro... e nós que somos o Corpo de Cristo também não estamos em perigo de nos afundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal não significa dizer que ‘ser-se Cristão é de ter uma vida perfeita”... todos nós já sabemos que isso não é verdade. Mas “ser-se Cristão” nunca foi somente um dos aspectos da vida neste mundo, e também uma vida fácil e simples nunca foi uma das promessas de Cristo.&lt;br /&gt;Na porção da Segunda Carta que São Paulo escreveu aos Coríntios que ouvimos hoje, Paulo nem sequer falou sobre a vida dos Cristãos neste mundo, mas sobre uma das coisas mais importantes: a nossa relação com Deus. A nossa vida neste mundo é temporária, mas a nossa relação com Deus é eterna. É por isso que Paulo disse, “Em nome de Cristo vos peço, irmãos, que se reconciliem com Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta reconciliação só se realiza em Cristo. Não há nada que nós possamos fazer para nos reconciliarmos sozinhos, mas a boa noticia é que não precisamos. O Filho Unigénito do Pai, que nunca tinha cometido pecado, Deus o fez pecado por nós, para que n’Ele nos tornássemos justiça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora: isso não é “justiça”. ‘Justiça’ é quando nós pagamos pelos nossos próprios pecados. Não, tal não é justiça: é Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que S. Paulo escreveu, “...peço-vos que não recebais a graça de Deus em vão.” A comunidade dos Coríntios já era Cristã: isto não é um convite aos pagãos para se converterem e receber a graça de Deus. Não, isso foi escrito para os Cristãos, para pessoas como nós.&lt;br /&gt;A graça de Deus foi-nos dada pelo amor do Deus, e para a não recebermos em vão, precisamos de responder com o mesmo amor, amor para Deus e para com toda a Sua Criação (e temos de nos lembrar que, na minha lista das coisas assustadores, elas são quase todas provocadas pela nossa culpa, a de humanos feitos á Imagem de Deus, e, se quisermos, somos capazes de arranjar, de aperfeiçoar muitos dos problemas!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de responder, com amor, ao Amor de Deus, e de nos lembraram sempre que vivemos no amor de Deus. S. Paulo citou as palavras do Profeta Isaías, “Eis o que diz o Senhor: No tempo da graça eu te atenderei, no dia da salvação eu te socorrerei.”&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que, num mundo cheio de coisas assustadoras, nós podemos olhar a tempestade de nosso barco sem nos assustar. Sabemos que nós temos o amor de Nosso Senhor sempre connosco. Sabemos que temos o Corpo de Cristo, a Igreja Uma, Santa, Católica e Apostólica, sempre connosco. Sabemos que, quando o vento é de mais, e as ondas começam a entrar no barco, não estamos sozinhos, e nunca seremos abandonados por Jesus Cristo, que como a Palavra&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;, nós criou, e enquanto no Cristo que não conheceu pecado, aceitou de ser tratado como pecador, para nos salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, damos graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; S. Mateus 4, 18&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; S. Mateus 4, 18-22; S. Marcos 1, 14-20; S. Lucas 5, 1-11&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; The Macmillan Bible Atlas, 2º Edição,Y. Aharoni e M. Avi-Yonah, Macmillan Publishing, New York, 1968, 1977&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; S. João 21, 1-3&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; The Interpreter’s One-Volume Commentary on the Bible, C.M. Laymon, Editor, Abingdon Press, Nashville, 1988&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; S. Marcos 8:&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Isaías 49, 8&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; S. João 1, 1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-5181206725386671624?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/5181206725386671624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/12o-domingo-comum-210609-ano-b.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/5181206725386671624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/5181206725386671624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/12o-domingo-comum-210609-ano-b.html' title='12o Domingo Comum, 21.06.09 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-8604336019042360406</id><published>2009-07-18T13:05:00.000+01:00</published><updated>2009-07-18T13:07:42.601+01:00</updated><title type='text'>11o Domingo Comum, 14.06.09 [Ano B]</title><content type='html'>11o Domingo Comum, 14.06.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do São João Evangelista, V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;Não é que não tenho calendário: já sei que hoje é Domingo, o Décimo primeiro Domingo Comum.  Mas hoje deve ser também o Domingo do Corpo de Cristo para mim, porque na ‘Holy Communion’, a minha igreja nos Estados Unidos, a Festa da Acção de Graças pela Instituição da Santa Comunhão&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; é também a nossa Festa Patronal. Quando pensei e roguei sobre a Festa durante esta semana, vi pela primeira vez que há um ‘movimento’, um ‘ciclo’ que começa com as festas da Ascensão, quando Jesus ascendeu para sentar ao direito do Pai, de Pentecostes, quando ele mandou o Espírito Santo para guiar a Igreja nascente, e do mistério da Santíssima Trindade, nesta semana passada, quando adoramos um Deus em Trindade, e a Trindade em Unidade, sem confundirmos as Pessoas nem dividir a substância... e que completou-se na quinta feira passada, com a Festa de Corpo de Deus no calendário português, ou com a celebração da Acção de Graças pela Instituição da Santa Comunhão no nosso calendário eclesiástico.  Este ‘movimento’ começou com a Ascensão, uma coisa ‘relativamente’ inteligível, e manifestamente visível: Jesus Cristo, que depois de Seu ressurreição andava e falava com Seus discípulos durante quarenta dias, subiu ao Céu, mesmo em frente deles&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.  Até se não podia entender completamente o “como”, os Discípulos podiam entender o “quê”: que Jesus Cristo, o Filho, ascendeu ao Céu para sentar no lado direito do Pai.&lt;br /&gt; A segunda, a Pentecostes, era menos inteligível, por eles e por nos, quem somos simplesmente humano, mas foi obviamente visível mesmo, quando depois dum ruído enorme, como um vento impetuoso, apareceu-lhes um espécie de línguas de fogo que desciam sobre cada um dos discípulos, e eles começou a falar em línguas que eles nem sabiam&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.   O “como” só podia ser pelo o poder Espírito que Jesus prometeu-lhes, mas o Espírito, ao contrário de Jesus na Ascensão, não “apareceu”: somente o poder do Espírito, as línguas de fogo, foi visível.&lt;br /&gt;Mas o terceiro... a Festa do Domingo da Trindade é uma outra coisa inteira.  Para uns dois mil anos, desde o Dia da Ascensão, o nosso Deus não era visível, e com a doutrina da Trindade, da Trindade em Unidade e Unidade em Trindade, mostrou-se incompreensível  também... nós temos mentes limitados por ser humano, e o Deus é ilimitado.  A Trindade é para além da nossa capacidade de entendimento: a Criação não pode entender o Criador&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.  Nós cremos pela fé, que não é a mesma coisa: saber, entender são coisas da mente, mas a fé é um dom espiritual&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.  &lt;br /&gt;Isto é até uma posição oficial da Igreja Católica inteira.  Quando era seminarista, encontrei um Bispo da Igreja Ortodoxa Grega, um teólogo bem conhecido, catedrático no seminário Ortodoxo em Novo Iorque.   Tão sábio, mas se alguém perguntou “Como é que as Três Pessoas podem ser um só Deus?”, ele só levantou as suas mãos ao ar e dizia “É um mistério santíssimo!”.&lt;br /&gt;Isto é também a posição da Igreja Católica Romana: em 1870, o Concílio do Vaticano Primeiro disse que “A Trindade é um mistério absoluto no sentido que nós não podemos entendê-la, até depois de ser revelada.  É um mistério escondido em Deus... e um mistério absoluto porque ficará assim para sempre”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mas agora, quase voltamos ao ponto de partida, com a Instituição da Santa Comunhão, ou Corpus Christi.  Jesus Cristo, que estava ao lado do Pai e do Espírito Santo na Criação&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;, que encarnou como um de nos, e não adoptou forma dum rei, dum imperador, como podia, mas encarnou como embrião humana para nove meses, e nasceu do seio da Virgem Maria. Verdadeiro homem e verdadeiro Deus.  Ele morreu por nos, e morrendo, pôs fim à morte; ressuscitando, Ele revelou a ressurreição das todos  mortos. &lt;br /&gt;Mas antes de morrer, na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão da mesa, deu graças a Deus, partiu-o e deu-o aos Seus discípulos, dizendo, “Tomai, comei, isto é o meu Corpo.”  E tomando o cálice e dando graças, deu-lho, e todos beberam dele. E Jesus disse-lhes, “Isto é o meu Sangue, o Sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado.”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;   E continuou com o mandamento, “Fazei isto em memória de mim”.&lt;a style="mso-footnote-id: ftn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E é isto mesmo que fazemos, cada semana, aqui neste altar a as altares do mundo inteiro, e nas muitas igrejas Anglicanas e Católicas, não só os Domingos, mas cada dia.  Não há Domingo nenhum enquanto a Eucaristia não foi celebrado em dois mil anos; excluindo as Sextas-feiras Santas e os Sábados Santos, talvez não a dia nenhum em mais do mil anos sem a celebração da Eucaristia, dia nenhum em quem o povo de Deus não viu o Corpo e Sangue de Deus no altar de Deus.  Este é o poder, o milagre, do Espírito, e da Igreja que é o Corpo de Deus. &lt;br /&gt;Na Santa Eucaristia, num meio que não podemos entender mas só aceitar pela fé, Jesus Cristo é presente; o pão e vinho transformado-se em o Corpo e Sangue do Nosso Senhor.  A Última Ceia, Jesus não disse “Isto é “semelhante” ao meu Corpo e Sangue”, mas “Isto é o Corpo e Sangue”.  É um dos grandes mistérios da nossa fé, que Jesus Cristo, que foi a Palavra durante a Criação&lt;a style="mso-footnote-id: ftn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;, o Cordeiro sem defeito&lt;a style="mso-footnote-id: ftn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt; sacrificado por nossos pecados, a Segunda Pessoa da Trindade que foi elevado                                                                            ao Céu para sentar ao lado direito do Pai&lt;a style="mso-footnote-id: ftn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;, e que vai retornar do Céu ao Fim do Mundo, para julgar os vivos e os mortos no Juízo Final&lt;a style="mso-footnote-id: ftn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;... mas também está aqui, sobre Seu altar. &lt;br /&gt;E é até mais complicado: quando Cristo Jesus encarnou na ventre da Virgem Maria, viveu 33 anos com corpo humano. Quando ressurgiu, ainda tinha corpo, e foi no corpo que foi elevado ao Céu, e no corpo que vai retornar para o Juízo Final.  Ao mesmo tempo, Jesus está, de Corpo e Sangue, sobre todos as altares Católicos do mundo inteiro.  Mas também sabemos que a Igreja é o Corpo de Cristo, e que nos, quem somos membros da Igreja Uma, Santa, Católica e Apostólica, são o Corpo de Cristo!  Na sua Primeira Carta aos Coríntios, S. Paulo deixou isto absolutamente claro: “Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, para que não haver divisões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros.  Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele, e se um membro  é tratado com carinho, todos se alegram com isso.  Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não, não posso explicar-lhe: a única explicação é o do Bispo Ortodoxo: “É um mistério santíssimo!”.  Eu sei que agora nós vivemos num tempo, num mundo, muito ‘científico’.  Pensamos que precisamos explicações cientificas para tudo, e que as coisas que os cientistas ainda não entendem são somente as coisas que irão um dia entender.&lt;br /&gt;Precisamos de nos lembrar que todos os cientistas do universo só podem explorar e estudar e dissecar as coisas dentro do universo, e não o Criador do universo.  Os cientistas estão limitados na sua exploração da Criação porque são partes da Criação: como nos, são criados.  A ciência só pode estudar “como”; a Fé ensina “Quem”.  A primeira é importante; a segunda, essencial.&lt;br /&gt;E os mistérios da Fé são fora do “cúmulo cientifico”... nós não podemos entender-lhes, porque somos partes da Criação, somos criados, mas ao mesmo tempo somos convidados à ser partes deles: somos convidados à mesa.  Não precisamos de explicações, de entender ‘como’ que é possível que o que era pão é agora o verdadeiro Corpo de Cristo, que o que era vinho é agora o verdadeiro Sangue.  Isto é um assunto da Fé, e não de ciência.  O que é que é importante e que somos convidados.&lt;br /&gt;Mas... em inglês, há um provérbio bem velho: “There’s no such thing as a free lunch” , que significa ‘Não há almoços grátis’.  Nós  somos convidados a mesa do Senhor, porque somos baptizados para a Igreja Santa e Católica, baptizados com água&lt;a style="mso-footnote-id: ftn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn15" name="_ftnref15"&gt;[15]&lt;/a&gt; em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.  Mas nós quem somos convidados também temos de obedecer o mandamentos do Senhor que convido-nos, e em particular o Grande Comissão: que nós que já somos baptizados temos de pregar a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações&lt;a style="mso-footnote-id: ftn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn16" name="_ftnref16"&gt;[16]&lt;/a&gt;, até que o mundo inteiro seria baptizado, convidado conosco à mesa do Senhor.&lt;br /&gt;Nós somos uma Igreja muita pequena aqui em Portugal, e se olhamos nas estatísticas oficiais vão ver que Portugal é 98 porcento Católica Romana.  Infelizmente, não credito.  Acho que muitos, e talvez a maioria, dos jovens não há religião nenhuma: não é tão mal como uns países Europeus, mas não é bom.  É como na Inglaterra, um país que é oficialmente Anglicano, mas aonde as estatísticas dizem que somente 35 porcento dos adultos crêem em Deus—o porcento em Espanha, um país Católica Romana como Portugal, foi 48 porcento... ainda menos do que um meio&lt;a style="mso-footnote-id: ftn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn17" name="_ftnref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;. E estes adultos... que é que é que eles vão ensinar os seus filhos?&lt;br /&gt;Aqui em Portugal, eu já encontrei missionários Mormones e das Testemunhas de Jeová, duas fés quem não aceitam os Credos que definam a Cristandade, porque eles não creditam que Jesus era o único Filho de Deus.  Também encontrei pessoas (em Braga!) das seitas de Umbanda e Candomblé, duas seitas afro-brasileiras... e eles não eram brasileiros, mas portuguesas!  [Quando visitei Fátima, vi numas das lojinhas quem vendem coisas religiosas estatuas da Iemanjá, a deusa do mar Africana do Umbanda, Candomblé, e Macumba, misturado com as estatuas da Virgem Maria!  Não acreditei—precisava de tirar uma fotografia!]&lt;br /&gt;Eu não tenho interessa em a evangelização das Católicas Romanas à nossa Igreja, bem como não tenho interessa em convertendo os Ortodoxas ao Anglicanismo: somos todos partes da Igreja Católica e Apostólica.  Até não penso muito nas membros das igrejas protestantes, como as metodistas ou presbiterianos.  Mas tenho muito interessa nas almas das pessoas quem não há crença nenhuma, ou quem creditam em coisas pagão ou herético.  E não precisamos ser missionários para África ou Mongólia Externo... podemos encontrar pessoas com fé nenhuma aqui em Vila Nove de Gaia.  Podemos entrar-lhes, e convidar-lhes, porque temos uma coisa que eles gostariam de ter... a promessa de vida eterna.&lt;br /&gt;Há somente um problema com a Grande Comissão.  No Evangelho do S. Mateus, aonde o mandamento é mais claro, é também impossível.  Depois da Ressurreição, Jesus disse aos discípulos, “Portanto, vão e façam com que os povos se tornem meus discípulos.  Baptizem as pessoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-as a obedecer a todo que eu tenho mandado”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn18" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn18" name="_ftnref18"&gt;[18]&lt;/a&gt;.  O problema é só isso: é impossível.  Nós podemos falar, ensinar, pregar, mostrar... mas não podemos converter.  Como já disse, a Fé é um dom espiritual—não pode ser “forçado”.  Precisa do Espírito Santo.&lt;br /&gt;E agora (finalmente!) chegamos ao Evangelho de hoje.  Jesus disse aos Doze e os outros discípulos,  “O Reino de Deus é assim: A semente é lançada à terra.  Quer o semeador esteja acordado ou a dormir, ela nasce e cresce, sem ele saber como isto se passa.  E a própria terra dá o fruto: aparece primeiro a planta, depois a espiga e mais tarde o grão.”&lt;br /&gt;Nós somos — somente podemos ser — os semeadores.  A nossa parte da Grande Comissão é para lançar a semente; o Espírito Santo faz de crescer.  E ‘ser semeado’ não deve ser uma coisa que nós fazemos, mas que nós somos.  ‘Ser semeador’ não é somente indo, porta à porta, perguntando “Vocês conheçam Jesus?”, na maneira de uns grupos protestantes.  A melhor forma de evangelizar é de ser verdadeiramente Cristão. &lt;br /&gt;Se o mundo sabe que você é Cristão (e melhor, Anglicana da Igreja Lusitana, claro!), e se pode viver uma vida feliz neste mundo, uma vida em que pode fazer o tempo para ajudar outros, uma vida em que fica sem aborrecimento apesar de todas as chatices da vida diária, de dominar as tentações deste mundo, seguro na esperança da vida que há-de vir, vai lançar sementes.  As pessoas menos feliz, mais chateados com a vida, mais medrosos neste tempo de crise, vão perguntar, “Que é que é o seu segredo?”&lt;br /&gt;Se há amigos que nunca não são religiosas, convidem-lhes para visitar uma vez,  mas com gentileza... um semente empurrado profundamente de mais não vai chegar ao sol.&lt;br /&gt;Talvez nunca vai saber se cresce ou não: isto esta nas mãos de Deus.  Mas isto também é a responsabilidade de Deus.  A nossa responsabilidade é de lançar a semente.  E quando a semente cresce, primeiro a planta, depois a espiga e mais tarde a grão, vai crescer também a Igreja.  Porque a Igreja, o Corpo de Cristo, e como um pão, feito como todos pães, de trigo, feito de grãos. &lt;br /&gt;Quando comemos o Corpo de Cristo, sabemos que foi transformado do pão; pão feito de muitos grãos.  E nós, quem somos o Corpo de Cristo, recebemos o Corpo de Cristo, e assim participamos no Corpo de Cristo: Sendo embora muito, somos um só corpo, porque todos partilhamos de um só Pão.&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.  Ámen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Liturgia da Igreja Lusitana, p. 201&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Actos 1, 6-12&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Actos 2, 1-12&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Job 32, 1 – 42, 6&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; 1 Coríntios 12, 9&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt;[6] Catholicism, by Richard McBrien, Winston Press, 1o Edicão, 1980.&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; S. João 1, 1-3&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; S. Marcos 14, 22-24&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; 1 Coríntios 11, 24-25; S. Lucas 22, 19&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; S. João 1,1&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Êxodo 12, 5,  S. João 1, 36&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Actos 1, 9-11&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn13" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; S. Mateus 25, 31-6&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn14" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; 1 Coríntios, 12, 24-27&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn15" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref15" name="_ftn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; Actos 8, 36&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn16" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref16" name="_ftn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; S. Lucas 24, 47&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn17" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref17" name="_ftn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; Religious Views and Beliefs Vary Greatly by Country, According to the Latest Financial Times (FT)/Harris Poll, publicado 20.12.2006 , http://www.prnewswire.com/cgi-bin/stories.pl?ACCT=104&amp;amp;STORY=/www/story/12-20-2006/0004495063&amp;amp;EDATE=&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn18" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref18" name="_ftn18"&gt;[18]&lt;/a&gt; S. Mateus 28, 19-20&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-8604336019042360406?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/8604336019042360406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/11o-domingo-comum-140609-ano-b.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/8604336019042360406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/8604336019042360406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/07/11o-domingo-comum-140609-ano-b.html' title='11o Domingo Comum, 14.06.09 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-795987558809434221</id><published>2009-06-03T20:40:00.004+01:00</published><updated>2009-06-03T22:06:17.766+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tiller'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Abortion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pro-Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Abortion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Health Care'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='societal values'/><title type='text'>Be Clear:"Anti-Abortion" is NOT the same as "Pro-Life"</title><content type='html'>Following the murder of abortion clinic Dr. George Tiller in the Lutheran church where he worshipped, I have been reading many of the on-line news and journal articles, blogs, etc, along with the varied responses that people have written. I am deeply bothered by the tenor of many of the comments I've read. The Pro-Life movement cannot but do itself damage in the eyes of those still undecided on the issue of legalizing abortion by continuing to attack George Tiller after his murder. Whatever he did during his life he is no longer doing (thank God!). He is no longer an abortionist; he is a sinner in the hands of God, awaiting the judgment of Christ Jesus. If we continue to vilify him &lt;em&gt;after&lt;/em&gt; he was murdered, we create a martyr to 'their' cause, and by our very language drive those who are undecided to the wrong side.&lt;br /&gt;     Rather, if we are indeed Pro-Life (and not merely social conservatives, who are against abortion but also against pre-natal care, support the death penalty, etc.), then the better response is this: George Tiller was indeed a sinner, and that we pray that he has repented; Scott Roeder, accused of murdering him, is, if guilty, by definition NOT Pro-Life, because you cannot be Pro-Life and commit murder.&lt;br /&gt;     Do not attempt, we must say, to tarnish the Pro-Life movement with the actions of someone who was not pro-life. We believe that only God has the right to determine when we are born and when we die; the killer of George Tiller believed that he had that right. Therefore, he is not one of us... don't mistake him for us, or use his actions to try to tarnish ours.&lt;br /&gt;     To be truly Pro-Life is to believe that only God has the right to decide when our lives may begin or end.  'Life' includes everything from conception to death, and if we are truly Pro-Life then we must demonstrate our care for our brothers and sisters throughout their entire lives, and not limit our care to the as yet unborn. To be truly Pro-Life is to do everything in our ability not merely to fight against abortion (although that is essential) and against the death penalty, but to do everything in our power to ensure that people are fed when they hunger, given drink when they thirst, cared for when they are sick, clothed when they are naked, visited when imprisoned... knowing that whatever we do for the very least of these, Christ's brothers, we do for Him (St. Matthew 25:31-40).    It is on &lt;em&gt;this&lt;/em&gt; that we shall be judged... and on &lt;em&gt;all&lt;/em&gt; of this. We know, because Jesus was quite specific about what his His criteria will be during the Final Judgment. &lt;strong&gt;We shall be judged by Love, in love, for how well we have loved.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;     By that standard, the man who killed George Tiller was not Pro-Life. He may have been "anti-abortion", but &lt;em&gt;that is not the same thing&lt;/em&gt;. Christ calls us to be Pro-Life in response to His gift of life, but by definition "Pro-Life" does not, aand cannot, limit itself to 'fetal life'... as the old joke goes, we who are Christian believe that there is indeed life after birth.&lt;br /&gt;     If we wish to convince those who are not already on our side, &lt;em&gt;we must simply&lt;/em&gt; &lt;em&gt;deny that the killer was Pro-Life&lt;/em&gt; &lt;em&gt;at all.&lt;/em&gt; He might be anti-abortion, or simply mentally deranged (or most likely both), but he demonstrated he was not one of us by his actions. To be Pro-Life is to respond with love to God's love. We will convince no one by emphasizing the more bloodthirsty quotations from the Old Testament ("Break their teeth, O God, in their mouth..." and "If a man ﻿does not repent, God﻿ will whet his sword; he has bent and ﻿readied his bow; he has prepared for him his deadly weapons, making his arrows ﻿fiery shafts"), particularly when the quotes in question are asking God to take action-- not encouraging us to take it ourselves.&lt;br /&gt;     We are far more likely to increase support for the Pro-Life movement (and evangelize) if we emphasize that the movement exists as a loving response to God's love for all of us, that we believe that only God may choose the hour and day of our death, and that we are Pro-Life in response to the God who loved us enough to create us, to become incarnate as one of us (and Jesus didn't come into the world at Christmas-- He who is fully God spent His first nine months, fully human, in the womb of His Blessed Mother), to live as one of us and finally to die, horribly, on the Cross, that we might live. Being Pro-Life isn't enough, is response to that incredibly loving gift of God, but nothing we can do would be enough. I am certainly not an abortionist, but I am a sinner, and for me to say that my sins are somehow 'okay' while George Tiller's were not would simply mean I hadn't paid attention in Sunday School. Parsing which sins are worse than others is a waste of time-- 'All have sinned and fallen short of the grace of God'.&lt;br /&gt;     Tiller's killer proved that he was no friend of the Pro-Life movement when he chose to take life. We must prove ourselves better, if we wish to change hearts and minds. It is only be attracting enough people to that which we believe-- by making it so clearly attractive a way of life and (as they used to say in seminary) 'belief structure' (and not by dumbing it down, but rather by truly emphasizing the theological heart of the Christological message), that they want to join with us.&lt;br /&gt;     And as they join with us, the laws will change ,and lives will be saved in addition to souls, because the politicians will always follow the votes.&lt;br /&gt;Pax!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ad te clamámus, éxsules filii Evæ!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-795987558809434221?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/795987558809434221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/06/anti-abortion-is-not-same-as-pro-life.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/795987558809434221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/795987558809434221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/06/anti-abortion-is-not-same-as-pro-life.html' title='Be Clear:&quot;Anti-Abortion&quot; is NOT the same as &quot;Pro-Life&quot;'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-7395158378805980597</id><published>2009-05-13T22:50:00.003+01:00</published><updated>2009-05-13T22:59:12.861+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clergy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Good Shepherd'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anglican'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bom Pastor'/><title type='text'>Domingo do Bom Pastor: 3o Domingo depois da Páscoa, 03.05.09 [Ano B]</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3o Domingo depois da Páscoa, 03.05.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do Salvador do Mundo, V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  &lt;strong&gt;Ámen.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aleluia, Cristo ressuscitou!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na verdade ressuscitou. Aleluia!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o Domingo do Bom Pastor, e no Evangelho, Jesus Cristo é o Bom Pastor, e nós somos as ovelhas.  Quando Jesus falou ao povo sobre o Bom Pastor, Ele já estava no Templo na cidade de Jerusalém.  Durante diversos dias, Ele ensinou no Templo correndo perigo, porque muitas vezes as autoridades Judaicas não gostavam dos seus ensinamentos, e mais de que uma vez, pegaram em pedras para o apedrejar&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[i]&lt;/a&gt;, mas Ele esquivou-se das suas mãos. Entretanto e ao mesmo tempo, muitos outros acreditaram n’Ele&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[ii]&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;Há muitas diferenças entre o Evangelho de S. João, que é datado entre os anos 85 e 95, e os outros três Evangelhos, os Evangelhos sinópticos, o de Marcos (o mais antigo), Mateus e Lucas.  As diferenças existem, porque os Evangelistas estavam a escrever para comunidades diferentes, e cada um dos Evangelistas escolheu a informação e as histórias, mais importantes, para a fé da sua comunidade: como S. João, que morreu idoso na cidade de Éfeso e escreveu nas últimas palavras do seu Evangelho: «Jesus  fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[iii]&lt;/a&gt;.»  É por isso, por exemplo, que quando os três Evangelistas ‘sinópticos’ escrevem a história da Última Ceia, eles deram toda a ênfase à instituição do Culto Eucarístico, e a ênfase de S. João é sobre o que aconteceu antes da Ceia, quando Jesus lavou os pés dos discípulos. &lt;br /&gt;Para S. João, a visão de Jesus, (o mesmo Jesus que era verdadeiro homem mas também verdadeiro Deus, por quem, na Criação do Universo, tudo foi feito, e sem ele nada foi feito&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[iv]&lt;/a&gt;), ajoelhado em frente dos seus discípulos antes da refeição, lavando os seus pés sujos... este Jesus tão cuidadoso, não é muito diferente do mesmo Jesus enquanto o Bom Pastor, o pastor que expõe e dá a sua vida pelas ovelhas.&lt;br /&gt;O Profeta Ezequiel deu-nos um oráculo sobre Jesus como o Bom Pastor: «Eis o que tenho para vos declarar, eu, o Senhor Deus: vou tomar eu próprio o cuidado das minhas ovelhas, velarei por elas.  Como o pastor se inquieta por causa do seu rebanho, quando se encontrou no meio das suas ovelhas tresmalhadas, assim eu me inquietarei por causa do meu; hei-de libertá-las de todos os lugares por onde se espalharam num dia de nuvens e de trevas...&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[v]&lt;/a&gt;.»&lt;br /&gt;Talvez nos pareça a nós, que vivemos quase dois mil anos depois, que não há muito diferença entre um Evangelho escrito aproximadamente no Ano 65, como o de S. Marcos, que é o mais antigo dos quatro, e um outro que foi escrito no Ano 75 ou 80.  Mas na verdade, há uma grande diferença: antes do Ano 70, os judeus em Jerusalém viviam com medo dos Romanos.  As autoridades judaicas sabiam que, se houvesse alguma coisa que podia ameaçar o Império (como este “Jesus”, este “profeta” duma aldeia qualquer no campo, que pensava que era um rei), as Legiões Romanas poderiam matar milhares de pessoas. &lt;br /&gt;Depois do Ano 70, já estava feito.  O Templo foi destruído pelos Romanos, e os judeus que sobreviveram foram exilados, e não puderam regressar a Israel até ao ano de 1948.&lt;br /&gt;Ora bem.  Na altura em que S. João Evangelista, (que nós pensamos que seja o discípulo que Jesus amava e que esteve ao pé da Cruz com a Virgem Maria&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[vi]&lt;/a&gt;,) escreveu o seu evangelho, o Templo já tinha sido destruído, e o povo judeu, disperso em várias direcções, como ovelhas sem pastor. João estava a escrever sobre um tempo quase trinta e cinco anos antes da destruição do Templo e da diáspora dos judeus, um tempo de grande confusão e assustador para as autoridades judaicas. &lt;br /&gt;Por um lado, eles eram os líderes do povo escolhido por Deus, viviam na Terra Santa, na cidade santa de Jerusalém, e eram as autoridades do Templo de David e Salomão. Mas por outro lado, eles também estavam sob o domínio das autoridades do Império Romano, e sabiam bem que viviam tempos perigosos: que viviam em cima de um barril de pólvora, e que se houvesse uma explosão, não seriam os Romanos a ficar feridos. Eles sabiam que tinham de fazer sempre equilibrismo, entre os judeus religiosos que odiavam os Romanos, e os Romanos que podiam aniquilar Israel com seu exército que era o maior do mundo.  Estavam mesmo na corda bamba!&lt;br /&gt;Era por isso que eles tinham tanto medo de Jesus. Eles pensavam que o Príncipe da Paz que pregava o amor podia desencadear uma guerra.   Quando ouviram falar da ressurreição de Lázaro por Jesus, então, os chefes dos sacerdotes e alguns fariseus convocaram o conselho, e disseram, “Que faremos? Este homem multiplica os milagres. Se o deixarmos continuar assim, todos crerão nele, e os Romanos virão e destroem-nos o Templo e a nação!” E Caifás, que era o sumo-sacerdote naquele ano, disse: “Não vêem que é melhor que morra um só homem pelo povo, do que toda a nação ser destruída?”.  Mas até ele não sabia o que dizia: Deus usou-o para afirmar que Jesus devia morrer para salvar o povo, e não apenas o povo judaico, mas o povo do mundo inteiro.&lt;br /&gt;Infelizmente, Caifás tinha razão.  Trinta e sete anos mais tarde, no ano 70, os Romanos arrasaram completamente a cidade de Jerusalém, destruiram o Templo, e assassinaram ou venderam como escravos a grande maioria dos seus habitantes.  Os judeus, e a nova comunidade dos Cristãos que sobreviveram, foram dispersos por todo o lado.&lt;br /&gt;Quando um lobo ou um leão ameaça o rebanho, as ovelhas dispersam, correndo para cá, correndo para lá, sem direcção, sem objectivo... e sem esperança, porque o lobo ou o leão sempre podem correr com mais velocidade. &lt;br /&gt;E as pobres ovelhas: o lobo horrível, o leão ainda mais terrível, eram o governo em si mesmo.  Quanto mais a Igreja crescia, mais feroz ficava o leão. Foi somente a sua fé em Jesus Cristo e no mundo que há-de vir, que lhes deu a coragem de manterem-se firmes na Fé Cristã.  Como S. Pedro escreveu na sua Carta aos cristãos do norte da Ásia Menor que estava a ser perseguida : «Sejam prudentes e estejam alerta, pois o vosso inimigo, o Diabo, anda em volta de vocês, como um leão a rugir, buscando a quem devorar.  Resisti-lhe fortes na fé.&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[vii]&lt;/a&gt;» &lt;br /&gt;E a Igreja cresceu, mesmo.  A mensagem redentora de Jesus Cristo obteve enorme sucesso entre as pessoas mais excluídas numa sociedade tão hierarquizada, entre mulheres e pobres, e escravos, porque deu uma nova esperança&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[viii]&lt;/a&gt;. Por causa disso, a nova crença pareceu perigosa para a estabilidade do Império.  As perseguições oficiais dos cristãos pelos Romanos começaram bem cedo; as primeiras foram locais, especialmente em Roma, com o Imperador Nero no ano 64, mas as perseguições provocadas pelos outros Imperadores tiveram lugar no Império inteiro.&lt;br /&gt;O Cristianismo foi uma das religiões legalizadas no ano de 313 pelo Édito de Milão do Imperador Constantino (ele que foi baptizado no seu leito de morte!)&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[ix]&lt;/a&gt;, mas ninguém sabe quantos milhares de cristãos foram martirizados antes.  Na altura de Constantino, o Império ainda não era Cristão: a maioria das pessoas ainda eram pagãs. Só no ano 381 é que o Cristianismo foi declarado como a religião do Estado&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[x]&lt;/a&gt;.             &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nos três séculos antes, nas novas comunidades no Império Romano (e a fé cresceu em todos lados do Império, nas cidades do  Egipto até Itália, e talvez até à  Ibéria!), as ‘ovelhas’ das primeiras comunidades Cristãs, no tempo das perseguições, tinham vidas difíceis.  É por isso que o exemplo de Nosso Senhor como o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas, que conhece cada uma pelo nome, bem como as ovelhas o conhecem a Ele, é tão importante.  O Bom Pastor que deu a sua vida pelas suas ovelhas foi o modelo para os Apóstolos e para os primeiros bispos da Igreja que foram designados e consagrados pelos Apóstolos como pastores do rebanho que é a Igreja.&lt;br /&gt;E tal como Jesus deu a sua vida por nós, também muitos dos Apóstolos foram martirizados: na tradição da Igreja, somente S. João teve uma morte natural. Sucedeu o mesmo com os bispos, e mais tarde com os presbíteros, que se lhes seguiram : umas das nossas fontes mais seguras sobre a Igreja Antiga é a colecção das cartas de S. Inácio, o Bispo de Antioquia, que foi devorado por feras no Coliseu Romano no ano 107.  A tradição é que ele estudou aos pés de São João em Éfeso, e foi consagrado bispo por S. Pedro. Nas suas sete cartas que foram escritas durante a viagem a Roma para ser martirizado, ele escreveu sobre a doutrina da nova Igreja Cristã (foi a primeira pessoa que usou a frase ‘Igreja católica’ para a fé universal), especialmente sobre os bispos e a Sucessão Apostólica:  na sua Carta aos Esmirnianos ele disse : “«Segui todos ao bispo, como Jesus Cristo segue ao Pai, e ao presbítero como aos apóstolos; respeitai os diáconos como à lei de Deus. Sem o bispo, ninguém faça nada do que diz respeito à Igreja...  Onde aparece o bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja católica&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[xi]&lt;/a&gt;», .&lt;br /&gt;Mas o mais importante não foi o facto de ele ter sido um grande teólogo, ou que tenha sido martirizado corajosamente.  Não, o mais importante é que ele foi um pastor. Ele amou o seu povo; cuidou das suas ovelhas.  No tempo da perseguição do Imperador Trajan, ele mesmo foi preso, passando o tempo a encorajar os membros da Igreja a serem fortes e fieis.  Ele queria que eles se lembrassem sempre que, para um Cristão, a morte não é o fim.  Ele nunca esqueceu, e nunca deixou as suas ovelhas esquecerem, que desde a Ressurreição de Jesus Cristo, pode-se matar o corpo mas não a alma, e que o amor de Deus é maior do que as coisas mais horríveis que este mundo pode fazer.  Ele pode ser o pastor para as suas ovelhas, porque nunca esqueceu o amor do seu próprio Pastor, o amor de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;E agora, quase dois mil anos depois, ainda vivemos em tempos difíceis.  Ninguém aqui na Europa precisa de ter medo de vir a ser martirizado pela sua fé: os nossos governos nem pensam na fé. Mas precisamos ainda de um pastor.  Vivemos num tempo de crise, de desemprego, de famílias que não podem por pão na mesa.  Vivemos com todos os problemas do ser humano: de doença e envelhecimento, de dor e solidão.  Vivemos numa cultura que não respeita a família, e num tempo em que as famílias têm de separar-se para achar trabalho.  Vivemos num tempo que nos deixa como um rebanho disperso, e com falta de pastores.&lt;br /&gt;Na nossa própria Igreja há uma falta grande de pastores ….  Aqui no Norte o Rev. Telmo teve de reformar-se, e no Arciprestado do Sul, o Cónego Carlo Aluigi também se vai reformar por causa da saúde e da idade, e não há ninguém para tomar os seus lugares.  Nós precisamos de pastores, para cuidar das ovelhas.  Todos nós precisamos de um pastor, que conheça o que precisamos, que nos ame, e que nos chame pelos nossos nomes.   &lt;br /&gt;Oremos:&lt;br /&gt;         &lt;em&gt;   Pai celestial, Tu confiaste à tua Igreja a participação no ministério do teu Filho, nosso Sumo-Sacerdote; através do teu Espírito Santo, chama muitos ao ministério ordenado da tua Igreja; abençoa aqueles chamados a ser diáconos, presbíteros e bispos, e a todos, inspira a resposta à tua chamada.  Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.  Ámen.&lt;/em&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;&lt;em&gt;[xii]&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.&lt;/em&gt;  &lt;strong&gt;Ámen.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[i]&lt;/a&gt; S. João 8,59; 10,31&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[ii]&lt;/a&gt; S. João 10,42&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[iii]&lt;/a&gt; S. João 21, 25&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[iv]&lt;/a&gt; S. João 1, 3&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[v]&lt;/a&gt; Ezequiel 34, 11-12&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[vi]&lt;/a&gt; Bíblia Sagrada, Tradução interconfessional, p.104&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[vii]&lt;/a&gt; 1 S. Pedro 5, 8-9&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn8" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[viii]&lt;/a&gt; http://educacao.uol.com.br/historia/roma-cristianismo.jhtm&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn9" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[ix]&lt;/a&gt; http://arqueo.org&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn10" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[x]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.christianhistorytimeline.com/lives_events/centuries/pcnt04.shtml"&gt;http://www.christianhistorytimeline.com/lives_events/centuries/pcnt04.shtml&lt;/a&gt; (em português)&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn11" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[xi]&lt;/a&gt; http://www.veritatis.com.br/article/106&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-endnote-id: edn12" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[xii]&lt;/a&gt; Liturgia da Igreja Lusitana, p. 227&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-7395158378805980597?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/7395158378805980597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/05/domingo-do-bom-pastor-3o-domingo-depois.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7395158378805980597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7395158378805980597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/05/domingo-do-bom-pastor-3o-domingo-depois.html' title='Domingo do Bom Pastor: 3o Domingo depois da Páscoa, 03.05.09 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-3856010910781876644</id><published>2009-05-13T22:43:00.002+01:00</published><updated>2009-05-13T22:48:22.364+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culture'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Intelligence'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='societal values'/><title type='text'>On IQ Tests (written in response to an email I received)</title><content type='html'>I am convinced that the only thing IQ tests really measure is how well you take IQ tests.  When I was a kid, my mother had to do a 'Testing and Measurements' course for her Master's in Special Ed, and part of it was having to practice giving IQ tests to kids.  Since she had me at hand, I got lots of practice taking them, and guess what-- the more I practiced, the better my IQ became.  I was getting smarter by the day!  What a surprise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, when the school counselor brought me in in 9th grade or so (because I was getting lousy grades while seeming to be reasonably bright... at least I had a smart mouth!) and gave me a "real" test, I scored in the top 1%... the school counselor's only "official genius".  Why?  It's not because I'm the smartest person she ever gave the test to-- it's because I was the only one who knew how the tests worked in advance, and had practiced taking them.  The questions may have been different, but the &lt;em&gt;types&lt;/em&gt; of questions were the same; I knew what the test-giver was looking for, and fed it to her. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IQ tests measure your test-taking ability, and not your intelligence (whatever "intelligence" means, anyway).  The guy at the garage I used to use probably had a much lower IQ score than I, but was a heck of a lot better at understanding  and fixing car engines.  And in the end, which is more useful-- being skilled at test-taking, or car mechanics?  There aren't a lot of jobs for test-takers, but a good auto mechanic can always get a job.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We choose the strangest things to measure a person's value.  Why does one FIFA Football star or US Major League Baseball pitcher make more money than fifty garbagemen or cops or firefighters or teachers?  If the pitcher doesn't play for a month, how are our lives affected?  If the garbagemen don't collect any garbage, or if the police department or fire department is short fifty firefighters or cops for a month, or the district loses fifty teachers, how are our lives affected?  To be honest, I'd rather my team lost some games than be neck-deep in garbage and rats, or have my house burn, or be robbed at gunpoint, or have my grandkids be illiterate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;People who can throw a fast really well are highly paid and honored.  The people who really make a difference in our lives are paid as little as we can get away with, and ignored.  Folks with "high IQs" can boast and join groups like MENSA, where they can pat each other on the back for being so brilliant...  I'd rather honor people who were useful to society than those who were merely "brilliant", or that could throw a baseball really fast.  Hmmph.  Must be something wrong with me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-3856010910781876644?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/3856010910781876644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/05/on-iq-tests-written-in-response-to.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3856010910781876644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3856010910781876644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/05/on-iq-tests-written-in-response-to.html' title='On IQ Tests (written in response to an email I received)'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-2378154952205771204</id><published>2009-04-26T01:09:00.002+01:00</published><updated>2009-04-26T01:13:32.394+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sousa Mendes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SKCM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Sermão: 2o Domingo Depois da Páscoa, 19.04.09 [Ano B]</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;2o Domingo Depois da Páscoa, 19.04.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja de S. João Evangelista/ Torne, V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;Aleluia, Cristo ressuscitou!&lt;br /&gt;Na verdade ressuscitou. Aleluia!&lt;br /&gt;Os dois que encontraram o Senhor no caminho de Emaús voltaram imediatamente para Jerusalém, onde estavam os apóstolos reunidos com outros companheiros, na sala com as portas fechadas, com medo das autoridades&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.  E os apóstolos e os outros diziam-lhes: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente, e apareceu a Simão!”&lt;br /&gt;Cleófas (que talvez fosse o cunhado da Virgem Maria&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;) e o outro discípulo, ambos vindos de Emaús, contaram o que lhes havia acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Cristo ao partir do pão. Enquanto ainda falavam desse encontro, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”. Espantados e cheios de medo, pensaram estar a ver um fantasma.  Mesmo aqueles que diziam que o Senhor tinha ressuscitado e que tinha aparecido a Simão... e mesmo aqueles que tinham acabado de ouvir o encontro dos dois discípulos com Jesus no caminho de Emaús... quando Ele apareceu mesmo em frente deles, não acreditaram. Acharam que era um espírito, e ficaram cheios de temor.&lt;br /&gt;Jesus precisou de lhes dizer: “Olhem para as minhas mãos e os meus pés! Sou eu mesmo!  Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.’  Mas  eles ficaram ainda assim tão assombrados que Jesus perguntou: “Têm aqui alguma coisa para comer?”, e tomou e comeu um pedaço de peixe assado em frente deles, para eles entenderem que não era um fantasma.&lt;br /&gt;E só depois de tudo isso, Jesus pode falar aos seus discípulos sobre tudo o que aconteceu: que, de acordo com tudo o que estava escrito nas Escrituras, Cristo, tinha de morrer, e ao terceiro dia ressuscitar dos mortos, e que em seu Nome se havia de pregar a mensagem sobre o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações, começando em Jerusalém.  “São vocês as testemunhas destas coisas.”&lt;br /&gt;Se Ele não fosse Deus, acho que precisávamos de ter pena de Nosso Senhor... dado que eram estes medrosos que iriam ser “as testemunhas destas coisas”?  Estes que já sabiam da Ressurreição, e que mesmo assim tiveram tanto medo de um “fantasma” que era Jesus?   Estes que nem podiam sair da sala, com medo das autoridades?&lt;br /&gt;Mas Jesus Cristo foi, e é, o nosso Deus, e sabia mais do que eles podiam fazer com a ajuda do Espírito Santo do que por eles mesmos.  Na Leitura dos Actos dos Apóstolos de hoje, foi S. Pedro (o mesmo Pedro que negou Jesus, seu Mestre, seu amigo, três vezes antes do segundo canto do galo por causa do seu medo ) que pregou com tanta força, tanta coragem, no Templo, dizendo aos Israelitas: “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacob, o Deus dos nossos pais glorificou o seu servo Jesus,  que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este tinha resolvido soltá-lo.  Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida!  Matastes o Príncipe da vida, mas Deus ressuscitou-o dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.”  “..renegastes o Santo e Justo...”  “Matastes o Príncipe da vida...”  Onde é que Simão Pedro, ele que foi tão teimoso, que negou o seu Senhor, que ficou escondido na sala do andar de cima durante a Crucificação e depois... onde é que ele ganhou tanta coragem?&lt;br /&gt;Não ganhou; foi dada.  Foi dada pelo Espírito Santo.&lt;br /&gt;E Pedro e S. João, os dois apóstolos que iam subindo ao templo juntos e curaram o mendigo, o homem que era coxo de nascença, que sofreu preso e passou a noite na cadeia (e não foi a última vez!).  E eles tiveram a coragem de defender a sua fé em Jesus Cristo em frente das mesmas autoridades judaicas que, anteriormente, tinham levado Jesus aos Romanos para ser crucificado.  Coragem dada pelo Espírito para a propagação da Fé.&lt;br /&gt;O Livro de Actos dos Apóstolos é a historia do começo desta propagação.  A nossa Igreja começou com somente umas 120 pessoas&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;, os onze Apóstolos, as três Marias: a Virgem Maria e a outra Maria, irmã dela e mulher de Cleófas, que foi mãe do S. Tiago e S. José&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, e Maria Madalena, Salomé&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, Joana&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;, e ainda outras mulheres e homens que seguiram Jesus durante a sua vida, e até ao fim.  E foram as mulheres que ficaram com Jesus mesmo até ao fim nos Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas: talvez porque fosse mais perigoso para os homens, e só no Evangelho de S. João nos aparece um dos Apóstolos, o que Jesus amava, ao pé da Cruz com Maria, a mãe de Jesus&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E a partir destes 120  crentes, a Igreja cresceu, primeiro em Jerusalém, e em pouco tempo em todos os lugares do Império Romano.  Dezenas, e depois centenas, e depois milhares de pessoas foram convertidas, apesar das perseguições, feitas, primeiro pelos Judeus&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;, e depois pelo Império Romano&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;E cresceu por todo o lado mesmo!  Este grupo tão diminuto, tão pobrezinho, que era uma minoria impopular numa província pequenina e pobre, sem importância num Império imenso, cresceu tão rapidamente que só foi possível graças ao poder do Espírito.  Numa altura em que não havia aviões, carros, ou comboios, setenta tal anos depois da Ressurreição, já havia comunidades de cristãos em cidades que agora são partes do Egipto e Síria, Jordão e Turquia, Grécia e Macedónia, e até em Roma.  O Cristianismo foi pregado não só pelos missionários oficiais, como S. Paulo, mas também pelos comerciantes que eram crentes, que, animados pela sua nova Fé, evangelizaram outros quando viajavam para vender os seus produtos.&lt;br /&gt;A mensagem redentora de Jesus Cristo obteve enorme sucesso entre as pessoas mais excluídas numa sociedade tão hierárquica, entre mulheres e pobres, e escravos, porque deu uma nova esperança&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;. Como todas as coisas fora da norma, esta nova crença pareceu perigosa para a estabilidade do Império.  As perseguições oficiais dos cristãos pelos Romanos começaram bem cedo; a primeira foi local, somente em Roma, com o Imperador Nero no ano 64, mas as perseguições dos outros Imperadores, até a última de Dioclesiano, entre os anos 284 e 312, foram no Império inteiro.&lt;br /&gt;Durante os primeiros séculos, antes do Cristianismo se ter tornado a religião do Império no Ano 313, ninguém sabe quantos milhares de cristãos foram martirizados.  E a coisa mais incrível?  A maioria podia-se ter salvo!  Para os Romanos, o problema com os Cristãos não era o facto de eles crerem em Jesus Cristo como Deus: o problema era que eles criam em Jesus Cristo como sendo o único Deus.  O Império não tinham problema nenhum com a sua multidão de povos com as suas multidões de deuses.  Mas... num Império com tantas culturas, tantos povos diferentes, a veneração da deusa ‘Roma’ e  do Imperador foi o “colo” que o manteve unido.  Então, todo o mundo no Império inteiro, (menos os Judeus na Província da Palestina, que tinham permissão especial de ficar monoteístas)  precisava de queimar o incenso no altar Romano.&lt;br /&gt;E os Cristãos, crescendo como ervas daninhas por todos os lados, recusavam-se a cultuar a deusa ‘Roma’, e a aceitar a divinização dos imperadores.    E por esta falta de fidelidade ao Império, precisavam de morrer.&lt;br /&gt;Mas muitas vezes, bastava-lhes queimar um pouco de incenso, uma vez... sem abandonar a sua religião tão estranha (que até dava a impressão de canibalismo, com eles falando sobre o comer o corpo e beber o sangue deste “Jesus)... mas não.  Eles preferiam morrer, torturados, comidos por animais selvagens, ou queimados vivos, do que venerar qualquer outro deus.&lt;br /&gt;Como é que eles podiam ter tanta coragem: antes morrer do que venerar o deus do Império?  Porque sabiam que, para um Cristão fiel, a morte não é o fim.  Sabiam que a morte foi tragada pela vitória, pela Ressurreição de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Mas tudo isso foi nos primeiros três séculos... o que é que tudo isso significa para nós, hoje? &lt;br /&gt;Significa isso: que nada mudou nestes dois mil anos.  Para nós que somos Cristãos, membros da Igreja una, santa, católica e apostólica, a responsabilidade de ser fiel, de defender a nossa Fé, é a mesma.  Durante séculos, os Cristãos tiveram a oportunidade de escolher entre a Fé e a segurança.  Posso falar sobre milhares destes cristãos, mas não quero pregar durante três ou quatro horas: vou mencionar apenas alguns.&lt;br /&gt;S. Tomás Becket, o Arcebispo de Cantuária, disputou sobre os direitos da Igreja com o Rei Henrique II de Inglaterra.  Beckett, antes de ser consagrado, foi Chanceler e amigo do Rei, mas após a sua eleição, como Arcebispo em 1162, foi coerente e sério com o seu cargo: mudou para uma vida ascética e monástica, e começou a resistir vigorosamente às violações das liberdades eclesiásticas por parte do monarca.  E quatro dos cavaleiros do Rei mataram o Arcebispo em 1170, na sua própria catedral.  As suas últimas palavras foram: “Em Nome de Jesus e da protecção da sua Igreja, estou pronto a abraçar a morte.”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;  Ainda agora, há um altar no local aonde Beckett morreu, e o Arcebispo de Cantuária, nosso metropolita, celebra lá a Eucaristia. &lt;br /&gt;Se Beckett foi martirizado às ordens de um Rei, um outro mártir, também Anglicano, foi curiosamente um Rei de Inglaterra.  O Rei Carlos Primeiro, foi martirizado em 1649, pelo governo Puritano. O Rei tinha de escolher: ou renunciar à Sucessão Apostólica e ao Livro de Oração Comum (a Liturgia Anglicana), ou eles matavam-no.  Ele recusou, e disse que seria melhor morrer do que abandonar a Fé una, santa, católica e apostólica. Foi degolado no dia 30 Janeiro de 1649&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;.  &lt;br /&gt;E também há mártires modernos.  Nos Estados Unidos, o Pastor Martin Luther King dedicou a sua vida à luta não-violenta pela justiça e direitos civis, não só para os negros mas para todos, e sempre com uma perspectiva Bíblica: que a coisa mais importante é o que Deus reclama de nós: “que pratiques justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn13" name="_ednref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Ele sabia-se odiado pelos racistas, mas a sua coragem, baseada na sua fé, nunca falhou.  Como ele disse: “Se não estás pronto a morrer por alguma coisa, não estás pronto para viver.”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn14" name="_ednref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;  E pouco mais tarde, foi assassinado.&lt;br /&gt;O King, apesar de ser um pastor Baptista, é um dos santos oficias da Igreja Episcopal, da Igreja Anglicana nos Estados Unidos. A sua festa é celebrada a 4 de Abril, o dia em que ele foi martirizado em 1968.&lt;br /&gt;Nem todos os que arriscavam morreram, claro.  O importante não é ser-se mártir, mas viver a fé, conhecendo os riscos mas não os deixando impedir-nos.  Vou acabar com minha listinha dos santos com dois portugueses, e no caso do primeiro, nem sei se foi Cristão. Hoje é dia 26 de Abril: talvez se o Domingo tivesse calhado no dia 25, poderiamos cantar a “Grândola” em vez de um dos hinos.  Uma coincidência... o dia do calendário da Igreja Episcopal para lembrar o Doutor King é 4 de Abril, que também é o dia no qual um português famoso morreu. A 4 de Abril, 1992, com sómente 48 anos, morreu o Capitão Fernando José Salgueiro Maia.  Eu não sei se Salgueiro Maia foi crente... mas sei que tinha coragem.  Foi ele que avançou a pé e sozinho na Rua do Arsenal, de braços erguidos e agitando um lenço branco, em direcção aos blindados das forças fiéis à ditadura. Para seu bem e de todos nós, os soldados não obedeceram às ordens de fogo dadas pelo seu brigadeiro. Salgueiro Maia sabia que podia morrer na madrugada de 25 de Abril, mas ainda fez o que precisava sem ceder por medo&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn15" name="_ednref15"&gt;[15]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mas a semana passada, eu aprendi sobre a vida de outro dos heróis da fé, um que é muito desconhecido até no seu próprio pais: uma amiga deu-me um livro português&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn16" name="_ednref16"&gt;[16]&lt;/a&gt; sobre o Aristides de Sousa Mendes, que foi o Cônsul de Portugal em Bordéus, França em 1939 e 1940. Em Novembro de 1939, quando os Nazis já começavam a sua “Solução Final” para matar os Judeus, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu a “Circular 14”, instruções rígidas para não dar vistos aos refugiados que tinham o perigo: judeus, antifascistas e os “apátridas”.  Sousa Mendes, um diplomata profissional de muitos anos, não podia aceitar tal: achava que isso era racista e atroz. &lt;br /&gt;No dia 10 de Maio, 1940, os Nazis começaram a invasão da França. Em Junho, Bordéus foi inundada por setecentos mil refugiados, incluindo muitos judeus.  Sousa Mendes sabia que a Constituição de 1933 tinha a garantia que «em nenhuma circunstância a religião ou as convicções políticas de um estrangeiro o impedem de procurar refúgio no território português»,  o contrário da “Circular 14”.  O cônsul foi um Cristão, um Católico, e necessitou de tomar uma decisão.&lt;br /&gt;Ele passou três dias em retiro.  Quando saiu a 16 de Junho, anunciou que tinha decidido salvar todos aqueles e aquelas  que pudesse salvar  das feras Nazis, no tempo que ainda lhe restava.&lt;br /&gt;Entre 17 e 19 de Junho, trabalhando dia e noite, ele deu vistos a todos os que queriam : talvez 50 &amp;shy;mil ou mais, em desobediência às ordens do Dr. Salazar.  Só parou, na noite de 19, quando a cidade foi bombardeada pelos Nazis. Ninguém sabe os números exactos, mas é praticamente certo que 30 mil refugiados, incluindo 10 mil judeus, tenham conseguido entrar em Portugal, só por causa deste Cristão.&lt;br /&gt;O Dr. Salazar ficou furioso. Sousa Mendes foi escorraçado do corpo diplomático sem qualquer reforma, e a PIDE assegurou-se de que ele nunca mais trabalharia; os seus filhos tiveram de emigrar para achar trabalho. Ele perdeu a fé na Igreja Católica Romana, mas nunca perdeu  a sua fé Cristã, e meses antes do seu falecimento, tinha sempre As Confissões de Santo Agostinho  à cabeceira. No ano de  1958, morreu em pobreza total, no Hospital da Ordem Terceira, um hospital Franciscano em Lisboa, e nem dinheiro para o fato tinha ... foi sepultado numa mortalha do hospital, uma mortalha franciscana, da Ordem do santo pacifico dos pobres.&lt;br /&gt;Ele foi um desconhecido em Portugal: muitos ainda não o conhecem. Depois da guerra, quando o mundo inteiro soube do Holocausto, ele que tinha salvo tantos milhares não foi considerado um herói pelo governo. Não foi, até 1976, dois anos depois dos ‘Cravos’, altura em que o primeiro artigo sobre ele, que arriscou tudo e foi tão castigado, foi finalmente publicado em Portugal&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn17" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn17" name="_ednref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Aristides de Sousa Mendes também não pensem que era um herói... mas era sim um Cristão.&lt;br /&gt;Rabino Chaim Kruger, um judeu a quem ele ajudou, escreveu: “Ele disse-nos que tinha sido expulso das suas funções por causa de todo este incidente, no entanto, sentia-se com grande satisfação, porque se milhares de judeus tinham sofrido por causa dum católico, então valia a pena que um católico sofresse por todos aqueles judeus.  E ele aceitou tudo isto que lhe estava a acontecer com amor.”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn18" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn18" name="_ednref18"&gt;[18]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que é triste, que este modelo de Fé português não seja mais e melhor conhecido, quer em Portugal quer no mundo inteiro.  É irónico, que Oskar Schindler (do filme A Lista de Schindler), seja tão famoso porque salvou talvez 1.200 pessoas, enquanto o desconhecido Sousa Mendes salvou 30.000 pessoas .&lt;br /&gt;Num mundo aonde é tão fácil nada dar, de só fazer o mínimo que é preciso, de obedecer aos superiores, de não fazer barulhos... temos aqui um homem que pode ser um modelo para as nossas crianças, para nós mesmos... e ninguém conhece a sua história!&lt;br /&gt;Neste mundo, com todos os seus problemas, é nos dada  a oportunidade de defender os fundamentos e valores Cristãos, de trabalhar por um mundo de justiça e de amizade para todos.  Sabemos que podemos ter um preço a pagar: que uns Cristãos têm de sacrificar as suas vidas, outros a sua saúde, e outros as suas riquezas e segurança.  Outros têm de sacrificar nada mais do que um pouco tempo.&lt;br /&gt;Estamos agora no tempo de Páscoa, quando nos é dado saber que qualquer preço que precisamos de pagar neste mundo vai ser somente temporário, por causa do grande preço que Jesus já pagou por todos nós sobre a Cruz.  Mesmo a morte é apenas temporária agora, desde a Ressurreição.&lt;br /&gt;A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?&lt;br /&gt;Aleluia, Cristo ressuscitou!&lt;br /&gt;Na verdade ressuscitou. Aleluia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.   Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; S. João 20,19&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; S. João 19, 25&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Actos 2,15&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Actos 2, 14; S. Mateus 27,56; S. Marcos 6,3 e 15,47; S. João 19, 25, e no Actos 2, 14-15, os onze Discípulos, a mãe de Jesus, e “os irmãos de Jesus” foram 120 irmãos!  No Médio Oriente, na altura e também ainda na Palestina, a palavra “irmão” significava qualquer homem da família ou da clã.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; S. Marcos 15,40&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; S. Lucas 24,10&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; S. João 19,26último&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Actos 5, 17-18; 7, 54-60; 8, 1-3&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; http://br.geocities.com/momentoscomjesuss/historia1/perseguicao.htm&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[10]&lt;/a&gt;[10] http://educacao.uol.com.br/historia/roma-cristianismo.jhtm&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Dicionário da Idade Média, por Henry Loyn, Traduzido por Alvaro Cabral, Edição de Jorge Zahar Editor Ltda, 1990&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[12]&lt;/a&gt;http://www.skcm.org/SCharles/History/history_Charles.html&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref13" name="_edn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; Miqueias 6,8&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref14" name="_edn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; http://www.portalafro.com.br/religioes/evangelicos/martin.htm&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref15" name="_edn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; Notícias Magazine (suplemento do Díario de Notícias de 19.04.2009); www.vidaslusofonas.pt/salgueiro_maia.htm&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref16" name="_edn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; Aristides de Sousa Mendes: Um Justo Contra a Corrente, por Miriam Assor, 2009 (todas as notas com um ‘*’ vem deste livro)&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn17" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref17" name="_edn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; Diário Popular, 4 Maio 1976*&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn18" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref18" name="_edn18"&gt;[18]&lt;/a&gt; Carta enviada ao Museu Yad Vashem, 23, May 1967*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-2378154952205771204?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/2378154952205771204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/sermao-2o-domingo-depois-da-pascoa.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/2378154952205771204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/2378154952205771204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/sermao-2o-domingo-depois-da-pascoa.html' title='Sermão: 2o Domingo Depois da Páscoa, 19.04.09 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-6911834004801211920</id><published>2009-04-26T01:01:00.004+01:00</published><updated>2009-04-26T01:27:47.436+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sousa Mendes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SKCM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anglican'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>REMEMBER!  St. Charles, King and Martyr, and Aristides de Sousa Mendes</title><content type='html'>Saint Charles, King and Martyr, who was canonized by the Anglican Church on April 26, 1661, is featured prominently in my sermon tomorrow morning (April 26th) at the Anglican Igreja de São João Evangelista in Vila Nova de Gaia, Portugal.  I am including King Charles as one of the saints of the Church who risked all and sacrificed much for his faith, along with the martyrs of the early Church killed by the Romans, St. Thomas Beckett, Capitão Salgueiro Maia (the 25th is Portuguese Independence Day, when Salgueiro Maia's courage was partly responsible for the lack of bloodshed during the governmenal overthow; coincidentally, he died on April 4 of 1992-- Dr. Martin Luther King, the American Protestant religious leader who fought for Civil Rights and against war, was martyred on April 4, 1968), and especially Aristides de Sousa Mendes, the Portuguese diplomat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asigned to Bordeaux, France, Consul Aristides de Sousa Mendes, because of his Catholic faith, chose to disobey his Portugese Fascist government in 1940 and issue entry visas into "neutral" Portugal to perhaps some 50,000 refugees from the Nazis in two days (stopping only when the Nazi bombadment destroyed the Consul). An estimated 30,000, including 10,000 Jews who almost certainly otherwise would have ended up in the Camps, were actually able to get across the Spanish border, cross all of Spain, and get into Portugal (despite the best efforts of the Portuguese "political police").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sousa Mendes was thrown out of the Diplomatic Corps without a pension, and Salazar's secret police ensured he never worked again... for that matter, his sons had to emigrate, as the very name "Sousa Mendes" was blacklisted across the country. In 1958, he died in abject poverty in a Franciscan hospital-- without even the funds for a burial suit. He was buried in a Franciscan Tertiary shroud donated by the hospital. I think St. Francis, Il Povorello, would approve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's ironic that Oskar Schindler, who saved between 1,000 and 1200 lives, should be remembered in best-selling books and a major movie, Schindler's List, while Sousa Mendes, who saved 30 times as many, is virtually unknown, even in Portugal. But then, Hitler died, and the new government honored the enemy of the old. In Portugal, Salazar continued in power until 1968, when he was injured in a fall; the fascist 'New State" fell in a virtually bloodless military coup on April 25, 1974, with free democratic elections followed two years later. Only after the Salazaristas were out of power could Sousa Mendes' name even be published in the Portuguese press. Sousa Mendes, in his willingness to sacrifice himself to love justice, to do mercy, and to walk humbly with his God, was a true hero, but knowledge of that which he defended made those in power uncomfortable, and so he went unremembered. It is too easy for those in power to control knowledge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;St. Charles, King and Martyr, died willingly, because he believed in the one, holy, catholic, and apostolic faith. Is it any wonder that his name has been lost from our Kalendar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Remember!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Francis+&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-6911834004801211920?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/6911834004801211920/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/remember-st-charles-king-and-martyr-and.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6911834004801211920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6911834004801211920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/remember-st-charles-king-and-martyr-and.html' title='REMEMBER!  St. Charles, King and Martyr, and Aristides de Sousa Mendes'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-6358918220258336289</id><published>2009-04-04T01:40:00.003+01:00</published><updated>2009-04-04T02:49:05.780+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tourism'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faith Incarnation'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Photos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Two photos from Evora, Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Remember, o man, that thou art dust, and to dust thou shalt return.'&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;The 'Capela dos Ossos', a chapel that is part of a 500 year old Franciscan church. The chapel, constructed from skeletons from monastic cemeteries in the city (including some 5000 skulls), was used for meditating on our human mortality. After the initial shock, it is profoundly moving. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sdat1mvm9kI/AAAAAAAAAB4/8PeaIBFwKg8/s1600-h/Chapel+of+Bones,+north-east+walls.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320631146229724738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 577px; CURSOR: hand; HEIGHT: 476px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sdat1mvm9kI/AAAAAAAAAB4/8PeaIBFwKg8/s400/Chapel+of+Bones,+north-east+walls.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Roman Temple at Evora&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;The ruins of the Roman Temple in Evora, possibly dedicated to Diana and dating to the 1st or 2nd Century.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sdat1TXNoII/AAAAAAAAABw/KvcW0SztzaM/s1600-h/Evora%27s+Roman+Temple+by+Night+-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320631141027127426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 538px; CURSOR: hand; HEIGHT: 344px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sdat1TXNoII/AAAAAAAAABw/KvcW0SztzaM/s400/Evora%27s+Roman+Temple+by+Night+-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;All photos:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;© &lt;span style="font-size:85%;"&gt;2009 by&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Francis C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-6358918220258336289?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/6358918220258336289/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/two-photos-from-evora-portugal.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6358918220258336289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6358918220258336289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/two-photos-from-evora-portugal.html' title='Two photos from Evora, Portugal'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sdat1mvm9kI/AAAAAAAAAB4/8PeaIBFwKg8/s72-c/Chapel+of+Bones,+north-east+walls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-4686241832425406442</id><published>2009-04-02T15:17:00.002+01:00</published><updated>2009-04-02T15:39:02.190+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Virgin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faith Incarnation'/><title type='text'>Annunciation and Incarnation</title><content type='html'>I have for a number of years preached that March 25th is misnamed in the Church Kalendar-- it is most importantly the actual Feast of the Incarnation. When we refer to Christmas as the Incarnation, we are strongly implying that "the Word became flesh and dwelt among us" at the moment of His human birth. That not only bad theology, but dangerous.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Word became flesh and dwelt among us first as a zygote and then as an embryo-- the Creator of the entire universe allowed Himself to become just a few tiny cells within that universe, and to gestate and grow within the womb of the Blessed Virgin Mary, and to be born, fully human and yet fully God.  If we call the Feast of the Nativity the "Incarnation" (as too many do), then there is no reason not to allow abortion-- if Jesus became human only after His birth, then, by definition, embryos are not human.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Nativity remains important-- it is when the Incarnation was announced to the Jews, via the shepherds, just as the Epiphany is important because it commemorates the Incarnation being proclaimed to the world at large, via the Magi/"three kings". But March 25th, when that young girl, frightened by the Archangel, frightened by the enormity of what was being asked of her, still said "yes", still said &lt;em&gt;Ecce ancilla Dómini; fiat mihi secundum verbum tuum &lt;/em&gt;(Behold the handmaid of the Lord; be it unto me according to thy word)... that is the true Feast of the Incarnation. &lt;em&gt;Et Verbum caro factum est, et habitávit in nobis!&lt;/em&gt; (And the Word was made flesh, and dwelt amongst us.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Also important to us is to remember the words Mary spoke, and to make them our own.  "I am the servant of the Lord; be it unto me according to &lt;strong&gt;thy&lt;/strong&gt; will."  Our culture teaches us that what &lt;em&gt;we&lt;/em&gt; want is most important-- from Burger King's "Have it &lt;em&gt;your&lt;/em&gt; way" through McDonalds' "&lt;em&gt;You&lt;/em&gt; &lt;em&gt;deserve&lt;/em&gt; a break today!" to my least favorite, L'Oreal's "&lt;em&gt;Because you're worth it!&lt;/em&gt;".  But we shouldn't always have it our way, and we're not worth it.  We're each of us broken, each of us sinful.  Many of us are indeed 'doing the best that we can', but that best, sadly, isn't good enough.  If it were, God would not have to have humbled Himself to become a mere human embryo, to be born through blood and pain into a human life ending in a horrible, tortured death, and solely out of love for us. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In response to such immense love, what other response can we possibly give, other than "Be it unto me according to Thy word."?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-4686241832425406442?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/4686241832425406442/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/annunciation-and-incarnation.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/4686241832425406442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/4686241832425406442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/04/annunciation-and-incarnation.html' title='Annunciation and Incarnation'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-1948036383363904828</id><published>2009-03-27T07:03:00.003Z</published><updated>2009-03-28T04:25:53.706Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Sermão por o Quinto Domingo da Quaresma, Ano B, ((2009) (in Portuguese)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;5º Domingo da Quaresma, 29.03.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do Salvador do Mundo/ V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo». Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o último Domingo da Quaresma. Há um restaurante aonde nos comemos quase todos sextas-feiras, a proprietária ainda não lembra que eu não quero nem carne nem sobremesa nas sextas-feiras durante Quaresma... religiosa, ela não é.&lt;br /&gt;A cultura mesma agora não é. Eu moro em Braga, a cidade mais Católica Romana do país, mas senti mau quando vi nas todas as igrejas lá, desde o começo da Quaresma, anúncios sobre as Procissões da Semana Santa... mas nada sobre a Quaresma mesma. A Câmara da Braga também tem publicidade sobre as Procissões, e não só em Braga mas em todo o Portugal e Espanha, também.&lt;br /&gt;As Procissões são coisas boas, e as pessoas que participam, os farricocos e outros figurantes, são crentes, fieis, e se uma das Procissões muda a coração de somente uma pessoa para ser Cristão, vale a pena. Mas eu acho que a Câmara esta pensando menos nas almas e mais nos Euros das turistas, quando investem dinheiro em publicidade. É triste, mas espelha-se a cultura em que vivemos.&lt;br /&gt;Estava pensando, esta semana passado, sobre Quaresma e a cultura. Estava pensando, também, sobre espelhos, porque eles não são todos iguais. Quaresma e a cultura: as duas são espelhos, mas espelhos bem diferentes, espelhos quem mostram-nos coisas diferentes. Dois espelhos, mas no primeiro, se olhamos nele cuidadosamente, e com fé e paciência, nós podemos ver as nossas essências verdadeiras, com todo o que é bom (e há muito que é bom: somos formados na semelhança de Deus) e com todo o que é mau (e há também muito—nós somos pecadores, quebrados). No espelho segundo, o espelho da cultura, a imagem é invertida e deformado, e a que mostra é mentira.&lt;br /&gt;No Calendário Eclesiástico, as quarenta dias da Quaresma podem ser por nos um espelho, um espelho dado pela Igreja, que nós podemos usar para espreitar para dentro dos cantos mais escuros das nossas almas e mentes, um espelho para reflectir e apontar uma luz e limpar as teias da aranha, de desempoeirar o espírito, nos lugares dentro de nos em quem nós não queremos olhar. É um espelho que pode reflectir a luz até aos lugares mais escuros, mais cheia das trevas. É por isso que começamos a Quaresma com as palavras «Convido-vos, portanto, em nome da Igreja, a observar santa Quaresma, com exame de consciência...&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;».&lt;br /&gt;O espelho da cultura é diferente. Se o espelho da Quaresma mostra-nos a verdade, o espelho da cultura reflecte o contrário. Quando eu veja televisão, não há diferenças grandes entre a publicidade aqui e nos Estados Unidos. É sempre o mesmo—se dirijais o carro perfeito, useis as cosméticas perfeitas, se bebeis a bebida perfeita que comprastes no supermercado perfeito, se laveis suas roupas perfeitas com a sabão perfeita... se compreis todas as coisas que estes companhias querem vender, vocês também podem aparecer-se perfeitas como as actores, podem ter vidas perfeitas e felizes, sem falhas nenhumas...&lt;br /&gt;Isto é a Grande Mentira: que nós podemos aperfeiçoar-se. Que nós não precisamos de Cristo. Que nós podemos, se compramos isto, ou gastamos dinheiro naquela, ou adquirimos este ai, podemos der feliz, podemos se popular, podemos ter vidas contentes e alegres. Nunca precisamos de ficar sozinho ou assustado ou triste, nunca sentimos humilhação ou vergonha, nada mais de solidão ou de saudades... uma vida de beleza e perfeição, só para o preço, o preço mínimo, de nosso produto. E baseado no orgulho, este ideia que nós podemos ganhar, ou comprar, a nossa própria felicidade, e que não precisamos de ninguém, e sobretudo não precisamos de Deus. É orgulho, e pecado, e, sempre, uma mentira.&lt;br /&gt;Era por orgulho, o pecado que é a raiz de todos os outros, que o Grande Mentiroso, o arcanjo Satanás&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, foi expulsado dos Céus. Esmagado, o Inimigo caiu dos Céus e ficou como senhor deste mundo. Perdeu seu poder como arcanjo, mas não sua voz tentador. Há nada que ele pode fazer contra nos... mas ele ainda tem a lingua dum sedutor; as mentiras para enganar nos.&lt;br /&gt;Deus deu-nos livre-arbítrio. E com este livre-arbítrio, nós precisamos escolher entre as verdades de Deus e do seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, e as mentiras do Inimigo. Mas de vez em quando, as verdades são duros, difíceis, e as mentiras tem mais poder de atracção.&lt;br /&gt;Há muitas partes da Grande Mentira, da mentira do Diabo. Hoje não falo sobre as partes que glorificam violência, ou racismo, ou os outros que também tem suas raízes no orgulho. Só falará das partes quem ouvimos mais da cultura, da média... e a média é um instrumento maravilhoso para o Inimigo! Quem é que não quer ser linda, ou rico, ou “sexy”, ou popular... que não quer todos as coisas que eles vendem na televisão? A primeira parte da Grande Mentira é esta: estas pessoas são lindas, ou rico, ou “sexy”, ou popular, somente por causa dos produtos que usam. É o carro novo, ou a fragrância sensual, ou as roupas da moda... E se nós compramos as mesmas coisas, também podemos ser lindas, ou ricas, ou “sexy”, ou popular.&lt;br /&gt;Na contracapa da revista Visão desta semana passada, tinha um foto grande do actor George Clooney, e dum relógio Omega, com as palavras (em Inglês) “George Clooney’s Choice” — a escolha do George Clooney. A mensagem é fácil a entender: se quer ser tão “sexy”, tão popular, de ter a vida feliz de George Clooney, só precisa escolher o mesmo relógio. Nós podemos ter “valor”, se compramos os produtos vendido nas revistas e televisão. Ai, é tão fácil, ser feliz!&lt;br /&gt;Quando pensamos nisso, podemos ver como é uma estupideza. Um relógio pode dizer as horas, e nada mais. Não pode dar qualquer valor a uma pessoa: o nosso único valor verdadeiro é uma coisa interior—a mais que conformamos ao Imagem do Deus, a mais valor que temos.&lt;br /&gt;Mas a primeira parte desta Grande Mentira é que nosso valor é uma coisa exterior, a segunda parte (e isto é esquisito!) é até pior. A primeira parte diz que nos estamos sem valor se não compramos estes produtos, mas a segunda parte é o oposto: que nós já somos perfeitos. E a Mentira é tão talentoso que, se não olhamos bem, se não examinamos as mentiras cuidadosamente mesmo, nem percebemos que os duas coisas são opostas.&lt;br /&gt;Ouçam a publicidade comum: “Hoje, você merece uma pausa!”, declara McDonalds. Uma nova promoção parceria entre duas companhias: “Você Merece Coca-Cola e Avon!” Ou a minha favorita, da companhia L’Oreal, que nós ensina simplesmente: “Porque você merece!”.&lt;br /&gt;“Porque você merece!”??? Nós merecemos o que? Nos, que vivam num mundo aonde há uns quem jogam fora mais comida do que comem, ao mesmo tempo que há tanto quem nem podem por pão na mesa por suas crianças... nos, que vivam num mundo aonde um medico seria melhor pagado fazendo lipoaspiração nos ricos do que tratando as doenças tropicais quem matam milhões... Nos, quem “matas os profetas e apedrejas os mensageiros que Deus nos envia”?&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; O que é que nós “merecemos”???&lt;br /&gt;É por isso que precisamos da Quaresma. Nós ouvimos as mensagens da cultura dia inteiro. É por isso que a Quaresma é um dom da Igreja, um tempo que, cada ano, dá nós a possibilidade duma interrupção transitória em nossas vidas. Este tempo de jejum e da renúncia não é para nós punir, mas para dá-nos um pouco de espaço, espaço fora do mundo a da sua cultura tão barulhenta, em que nós podemos examinar as nossas almas e mentes: para ver como as influencias malignas das mentiras do Inimigo já podiam acumular nos cantos mais escuros, e para convidar a Luz de Cristo ilumina as trevas. Para convidar a Luz, e eliminar as mentiras, quer que somos sem valor quer que merecemos tudo que queremos.&lt;br /&gt;Nós temos valor, sem comprar nada, porque foram feiro por Deus no seu próprio Imagem, e nós merecemos nada, por causa dos nossos pecados. O nosso valor é tanto que Deus ainda nos ama, apesar de todos nosso pecados. E com todos nosso pecados, nós merecemos nada, sem o amor de Deus.&lt;br /&gt;No Evangelho, Jesus disse, «”Neste momento, o meu coração está perturbado. Mas que posso fazer? Pedir ao Pai que me livre do que está para me acontecer nesta hora? Mas eu vim ao mundo precisamente por causa desta hora! Pai, manifesta o teu poder!” Veio então uma voz do céu que dizia: “Já o manifestei e voltarei ainda a manifestá-lo”.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;“Já o manifestei...”. Esta quinta-feira passada, o dia 25 de Março, foi a verdadeira ‘Festa de Encarnação’: a Anunciação à Virgem Maria. Foi a Encarnação, porque foi neste momento que “a Palavra fez-se homem e habitou nós&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;”. É incrível... que Deus, o Criador do Universo inteiro, inicialmente habitou entre nós como um embriãozinho, no seio da Virgem, e nasceu normalmente como verdadeiro homem, mas também foi verdadeiro Deus! E não só nasceu como um de nós, mas também morreu, horrivelmente na Cruz, só pelo amor de nós, que somos tão pecaminoso que, sem o amor de Deus, devem ser perdidos.&lt;br /&gt;‘Já o manifestei, e voltarei ainda a manifestá-lo’. Jesus disse que “chegou o momento em que este mundo vai ser julgado, e que o senhor deste mundo vai ser expulso”. Jesus, no Evangelho de S. Mateus, deu nós uma descrição pormenorizado do Juízo Final&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;, e apesar de todas as mentiras do Inimigo, não somos julgados pelos nossos roupas de moda, ou carros novos, ou qualquer coisa assim. Também, não seria que o Juiz dirá: “Você merece o Reino dos Céus!”: o Cristo não é Coca-Cola! Não, se a Grande Mentira é isso: você é a coisa mais importante, ama-te mesmo, a verdade é diferente: “Ama o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e tua alma, e tua mente, e ama o teu próximo como a ti mesmo.”&lt;br /&gt;Dois espelhos. O da cultura reflecte que nós merecemos todo que queremos, e que só precisamos de gastar dinheiro para aperfeiçoar-se. O da Quaresma, o da Fé, reflecte a Imagem do Deus. No primeiro, é o espelho que é estragada, a mostra a mentira que somos perfeitos. No segundo, é nós que somos estragados, desfiguradas por pecado, que precisamos a Salvação de Cristo Jesus. Duas reflexões. Uma verdade.&lt;br /&gt;Nesta Quaresma, escolhamos a verdade. Nesta Quaresma, olhemos no espelho, reconheçamos os nossos imperfeições, nossos pecados, e deixemos que a Luz brilha nas trevas, porque se deixamos, as trevas, e as mentiras, não podem vencer&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Liturgia da Igreja Lusitana, p.142&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Apocalipse 12 7-9&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; S. Mateus 23, 37&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; S. João 12, 27-28&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; S. João 1, 14&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; S. Mateus 25, 31-46 (e seria bom, consultar mais uma vez!)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; S. João 1,5&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-1948036383363904828?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/1948036383363904828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermon-for-5th-sunday-in-lent-in.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1948036383363904828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1948036383363904828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermon-for-5th-sunday-in-lent-in.html' title='Sermão por o Quinto Domingo da Quaresma, Ano B, ((2009) (in Portuguese)'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-7210067903948957499</id><published>2009-03-27T06:57:00.003Z</published><updated>2009-03-27T22:28:36.083Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regulation'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economic Crisis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deregulation'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politics'/><title type='text'>Cal Thomas on Regulating Wall Street:  Aaargh!</title><content type='html'>I just read by Cal Thomas called "Channeling Anger", published on 24 March '09 by the Cagle Post [&lt;a href="http://www.caglepost.com/column/Cal+Thomas/131322/Challenging+Anger.html"&gt;http://www.caglepost.com/column/Cal+Thomas/131322/Challenging+Anger.html&lt;/a&gt;].  If I didn't know better, I'd have tought it was satire (that's satire with a 't', not Safire with an 'f'-- I don't always agree with Safire, but he writes better).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal Thomas's idea that we should just let the leaders of Big Business govern themselves (as they have been doing since deregulation) and just enforce the laws as they now stand (none of which seem to have been broken) makes me wonder whether he's rolling his own.  Are the politicians the best people to regulate Big Business?  Perhps not, but they happen to be the Government of the United States of America, which means it is their job.  And no, they haven't been doing it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas's saying it's a bipartisan problem, then rattling off the names of the members of only one party, simply made him look a little silly-- as though he got up from his desk to go to the john mid-article, and when he returned he'd forgotten what he'd previously written.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What has happened with Detroit and Wall Street is what happens when you deregulate... when you tell the people who make the profits that they also get to make the rules, then they make the rules that'll  make the most profits. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you ensure that the people who make the rules-- that is, our elected legislators-- cannot benefit from those rules... which means getting rid of the corporate lobbyists, then perhaps things will be better next time around.  Too late for this time, I'm afraid-- the Teapot Dome Scandal (oops, I meant the housing mortgage market scandal) has already done its damage, and the whole world is suffering (and some children starving to death) because of the greed of a few.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-7210067903948957499?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/7210067903948957499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/cal-thomas-on-regulating-wall-street.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7210067903948957499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7210067903948957499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/cal-thomas-on-regulating-wall-street.html' title='Cal Thomas on Regulating Wall Street:  Aaargh!'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-1310563348096437494</id><published>2009-03-22T10:30:00.000Z</published><updated>2009-03-28T04:04:06.418Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Sermão por o Quarto Domingo da Quaresma, Ano B (2009)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                                4º Domingo da Quaresma, 22.03.09 [Ano B]&lt;br /&gt;                                                                                                                                Igreja do Redentor/ Porto&lt;br /&gt;                                                                                                                                Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o Dia dos Pais, e com razão: é o Dia dos Pais porque também é o Domingo mais perto da Festa de São Joaquim.  Infelizmente, não sabemos muito sobre a história de Joaquim, o pai da Virgem Maria. A primeira informação que temos sobre ele foi escrita no Protoevangelho de Tiago,  cerca do ano 150. Um “protoevangelho” é um livro sobre as coisas que aconteceram antes da história contada nos Evangelhos: o nascimento e a vida da S. Maria, e a infância de Jesus, por exemplo: o Protoevangelho de Tiago é talvez o mais bem conhecido. Na altura da Igreja Antiga era popular na Igreja oriental. Foi traduzido do Grego para nove outras línguas!, mas nunca fez parte da Bíblia, e é mais uma história interessante e didáctica do que algo de verdadeiramente importante para nossa fé ou salvação.&lt;br /&gt;Esta história da devoção dos pais e do nascimento da Virgem Maria era bem conhecida desde o fim do segundo ou do terceiro século na Igreja d’oriente (a futura Igreja Ortodoxa), atingindo a sua plenitude no século VI.  No ocidente, levou mais tempo, mas a veneração dos pais de Maria já era popular antes da Idade Média.  A história deles no Protoevangelho de Tiago apesar de que não podia ter sido  escrito por S. Tiago (o escritor não sabia muito sobre a vida dos Judeus!) &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, foi importante para a comunidade Cristã por razões normais; eles queriam saber mais sobre o seu Senhor, e este, e outros livros do mesmo tipo e altura falavam sobre a infância de Jesus. Especialmente antes de terem a Bíblia (que até ao fim do século quarto ainda não estava oficialmente completa), as comunidades Cristãs em locais diferentes tinham livros e cartas diferentes aprovadas pelos apóstolos, e foi só quando os bispos da Igreja, reunidos em Concílios da Igreja inteira e usando a lista do Bispo Atanásio de Alexandria, decidiram que os livros que nós temos agora, começando com os quatro Evangelhos, que o Novo Testamento que nós usamos agora se tornasse “oficial”. Os livros como o Protoevangelho de Tiago nem chegaram a fazer parte dos livros Deuterocanónicos.&lt;br /&gt;Mas as histórias escritas no Protoevangelho já faziam parte da tradição Cristã.  É de lá que “conhecemos” que Joaquim foi o irmão de São José, o padrasto de Jesus Cristo, e por causa disto, o feriado oficial na Igreja Anglicana é a 20 de Março, juntamente com o de São José (na Igreja Ortodoxa, é conjuntamente com o de Sta. Ana a 9 de Setembro&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, e na Igreja Católica Romana era a 19 de Março, e foi mudado para 6 de Agosto, e já há 30 e tal anos que se celebra juntamente com o de Sta. Ana a 26 do Julho&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;!).  Eram idosos, ele e a sua mulher, Ana. Ela tinha 80 anos, e ele mais.  Durante o seu casamento, ela foi estéril, e Joaquim foi censurado pelo sacerdote Rúben no Templo por não ter filhos.  Então, confiando em Deus, Joaquim foi para o deserto para rezar e orar.&lt;br /&gt;Durante o tempo em que ele esteve no deserto, um anjo visitou Ana, e disse-lhe que ela estava grávida e ia dar à luz uma filha.   Ao mesmo tempo, um anjo apareceu a Joaquim, dizendo que Deus tinha ouvido as suas preces.  Quando voltou ao lar, Ana correu (correu, com os seus 80 anos!) para o encontrar, e lhe relatar as suas noticias. E ela estava mesmo grávida, e deu à luz Míriam, a Maria, que seria a mãe de Deus.  E, segundo a escritura, Joaquim e Ana tiveram uma segunda filha, também chamada Maria (tal como as famílias Portuguesas também eles davam o nome de «Maria» às filhas!), que ficou com ela ao pé da Cruz quando o seu filho Jesus foi morto pelos Romanos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;É uma história linda, e familiar: no Livro de Génesis, Sarai, a esposa de Abraão, também idosa de mais para ter filhos, deu à luz Isaac quando Abraão tinha 100 anos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;; conhecemos também a de Ana que foi a mãe do profeta Samuel&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;; e, claro, a de S. Isabel, a mãe de S. João Baptista&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;.  É uma história linda, mas será verdadeira?  Quem sabe?  Pode ser, pode não ser... e a nossa salvação não depende disto de jeito nenhum.  É uma parte da nossa tradição, da tradição antiga da nossa Igreja, mas não é doutrina.&lt;br /&gt;S. Paulo escreveu, na sua Primeira Carta as Coríntios uma frase que ouvimos a semana passada: “De facto, os judeus pedem milagres...”  Pediram, e receberam, mas ninguém o reconheceu.  O milagre que eles queriam, pelo qual eles esperavam, era o de um Messias que seria um grande guerreiro, que podia combater os Romanos e vencê-los, um Messias que podia conduzir Israel e  o mundo numa era de paz e de prosperidade mundial.  O que receberam foi o Filho de Deus, que podia conduzir o mundo ao Reino dos Céus.&lt;br /&gt;Mas o milagre não começou com o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, nem com a Incarnação de Jesus, o Filho Unigénito de Deus, no seio da Virgem Maria.  Antes da Incarnação, os idosos, Joaquim e Ana, tinha de ter o seu próprio milagre, quando ela, já idosa e estéril por tantos anos, ficou grávida.  E antes disso, tantos outros milagres, todos os milagres do Antigo Testamento, para deixar que o pastor David fosse o Rei de Israel, e que este homem, Joaquim, pudesse ser seu descendente.  A série de milagres que incluíram o nascimento de Maria para ser a Virgem Mãe de Jesus começou com o próprio Jesus : «No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia.  Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus.  Desde sempre ele esteve com Deus.  Todas as coisas feitas foram feitas por meio dele, e sem ele nada foi criado.  Nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens.  A luz brilha nas trevas, e as trevas não venceram.»&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A série, a sequência dos milagres começou com a Criação, e nunca mais acabará.  Cada momento que temos é um parte da série dos milagres de Deus, todos interligados em modos que nós não podemos entender. As escrituras hebraicas ensinam que Deus estava no centro de tudo.  É impossível ler os livros de Génesis ou o dos Salmos, ou Provérbios ou o Livro de Job, por exemplo, sem aprender isto.  E estas eram as Escrituras de S. Joaquim, pai de Maria.&lt;br /&gt;Nós aqui marcamos o Dia dos Pais no Domingo mais próximo das festas de S. Joaquim, o pai da Virgem Maria, e também do de S. José, Padrasto de Nosso Senhor.   E no Dia dos Pais, é fundamental lembrar a importância que Joaquim teve na vida da jovem Maria, tal como a importância que S. José teve na vida de Jesus.  Porque na altura deles, ainda não existia  Escola Dominical para ensinar os miúdos na Fé. Quem o fazia eram os próprios pais.&lt;br /&gt;Quando nós pensamos na história da vida de Jesus, normalmente começamos com a Anunciação, o momento em que o Arcanjo Gabriel apareceu a Maria, e lhe disse: “Avé, Maria, cheia de graça! O Senhor é contigo!” &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;  E o anjo continuou, “Ficarás grávida e terás um filho, a quem vais pôr o nome de Jesus.”  E Maria, esta miúda de talvez doze ou treze anos, respondeu: “Eis a serva do Senhor.  Faça-se em mim segundo a tua palavra.”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deus deu-nos livre-arbítrio, livre escolha.  E sobretudo numa coisa tão grande como esta, Maria podia escolher, precisava de escolher... e não precisava de dizer ‘Servirei o Senhor como ele quiser.  Seja como tu dizes’. Podia—podia dizer “não”. &lt;br /&gt;Os seus pais tão idosos, Joaquim e Ana, mas especialmente Joaquim, dado que no primeiro século eram os homens que eram alfabetizados&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;, tinham estudado a Lei e os Profetas, e educaram sua filha Maria na Fé judaica.  Ela era uma filha bem-educada, talvez mais que o normal para uma filha, para uma menina, desta altura.  A educação religiosa pertencia aos meninos e aos homens... e as coisas da casa eram para as mulheres.  Mas esta menina bem-educada foi mais do que apenas “bem-educada” por Joaquim e Ana, que eram tão idosos. Maria foi um milagre de Deus.  E por isso, ela foi educada, não só nas coisas da casa por sua mãe, Ana, mas também nas da Lei Sacra por seu pai, Joaquim.&lt;br /&gt;Então, Maria, que no momento da Anunciação já estava noiva de São José, conhecia bem as leis sobre o casamento contidas no Livro de Deuteronómio.  Na Lei, o contrato de casamento era entre o noivo e o pai da noiva: ela não tinha voz nenhuma no assunto.  No caso da Virgem Maria, seu pai, S. Joaquim, assegurou que ela era uma virgem, pura e sem mácula, quando assinou o contrato com S. José... e também assegurou que ela seria ainda virgem, pura e sem mácula, no dia do casamento.  Como era normal nesta altura, a jovem Maria continuou na casa dos pais durante o ano de noivado.    &lt;br /&gt;Mas, na Lei de Deuteronómio, se ela ‘quebrasse o contrato’: se, depois do casamento, o marido dissesse que ela não era virgem quando entrou no casamento, a Lei era simples.  Se os pais da jovem não pudessem levar os sinais de virgindade&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;, a veste com a marca de sangue, aos anciãos da cidade reunidos em tribunal, então, tal como estava escrito no Deuteronómio, «devem levá-la à porta da casa do seu pai e ali será apedrejada e morta pelos homens da sua cidade. É que ela cometeu no meio do povo de Israel a infâmia de se prostituir, desonrando a casa de seu pai.  Dessa maneira, acabarás com este escândalo, no meio do teu povo.»&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;  E, no caso duma menina que já estava, pelo menos, no terceiro ou quarto mês da gravidez, é claro que o tribunal não estaria muito interessado em quaisquer sinais de virgindade!      &lt;br /&gt;E Maria sabia bem disso, porque ela foi bem educada acerca da Lei por seu Pai.  Ela sabia que, se ela dissesse “Sim” ao anjo, ninguém iria acreditar que ela fosse ainda virgem... e que deste modo ela podia morrer, apedrejada como prostituta, em frente à porta da sua própria casa.&lt;br /&gt;Mas S. Joaquim não lhe ensinou só a Lei de Deus; mais importante, ele ensinou a sua filha no amor de Deus.  Maria sabia, porque nisso foi educada pelo pai, que Deus a amava, e que, se o Anjo do Senhor lhe pedia uma coisa que parecia tão escandalosa, tão perigosa, era, de qualquer maneira, seguro. Maria sabia, porque aprendeu isto do seu pai, que o amor de Deus era até mais importante do que as Leis e os mandamentos. Se isto era o que Deus queria, isto que parecia tão difícil e perigoso, então tal era ainda uma coisa recta... e o que ela precisava de fazer.  Ela não precisava de entender nem de saber ‘porque?’ — ela só precisava de ser obediente ao amor de Deus.&lt;br /&gt;“Eis a serva do Senhor.  Faça-se em mim segundo a tua palavra.”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se não tivesse sido educada no amor de seu pai, S. Joaquim, estas palavras teriam sido impossíveis de pronunciar. Mas não foram impossíveis. S. Joaquim ensinou à sua filha o Amor de Deus, e para amar a Deus, e por causa disso, ela teve a confiança necessária para dizer ‘sim’ ao Senhor. &lt;br /&gt;Mas pensem: se Joaquim nunca tivesse ensinado a sua filha a obedecer e a amar e a confiar no Senhor, Maria teria ficado assustada e não teria dito ‘Sim’ ao Arcanjo Gabriel...  É impossível saber o que teria acontecido, para ela, para o mundo, e para nós.  Mas foi por causa de seu pai, S. Joaquim, que ela teve confiança no Pai, em Deus.  “E o Verbo encarnou, e habitou entre nós”.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn15" name="_ftnref15"&gt;[15]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esquisito, não é?  Que um dos melhores modelos para os pais, possa ser este homem, este pai, que é talvez meio mitológico. Como já disse, não há  nada na Bíblia sobre o pai da Virgem Maria.&lt;br /&gt;Mas sabemos duma coisa bem importante sobre ele.  O pai de Maria ensinou-a a amar e a servir ao Senhor, e o resultado foi a Salvação do Mundo.  E esta é a lição que nós precisamos de ensinar às nossas crianças: não que eles podem salvar o mundo, claro, e isto não é o que a Virgem fez.  A lição, a única lição, é esta: se nós ensinamos as nossas crianças a amar e a servir ao Senhor, Deus pode usá-las para fazer o que Ele quer, para este mundo e para o mundo que há-de vir.&lt;br /&gt;Quais das nossas crianças serão chamadas por Deus para fazer alguma coisa importante?  Quem sabe?  Mas se eles estiverem preparados tal como Maria foi preparada por seu pai, se eles receberem o amor, a sabedoria, e a confiança que Joaquim deu a Maria, e que nós podemos, e precisamos, de dar às nossas crianças, Deus pode usá-las, tal como usou a Virgem.  &lt;br /&gt;E, nas palavras do Rei Salomão, «Filhos, oiçam as advertências dum pai; estejam atentos para adquirirem conhecimento. Pois a instrução que vos dou é boa; não abandonem os meus ensinamentos.»&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn16" name="_ftnref16"&gt;[16]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.   Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Early Christian Doctrines [Doctrinas Antigas Cristã] , by J.N.D. Kelly, Harper &amp;amp; Row:1972, p. 492&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; http://www.goarch.org/chapel/saints_view?contentid=201&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; http://www.mundocatolico.org.br/missalit.html&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; S. João 19, 25&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Genesis 18, 10;  21, 1-3&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; 1Samuel 1, 12-20&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; S. Lucas 1, 36&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; S. João 1, 1-5&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; S. Lucas 1, 28&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; S. Lucas 1, 38&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Na Idade Média, quando somente os clerigos cristãos podiam ler, quase todos os homens dos judeus podiam—é  parte da sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Deuteronómio 22, 17-18&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; Deuteronómio 22, 20-21&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; S. Lucas 1, 38&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref15" name="_ftn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; S. João 1, 14&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref16" name="_ftn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; Provérbios 4, 1-2&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-1310563348096437494?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/1310563348096437494/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermao-por-o-quarto-domingo-da-quaresma.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1310563348096437494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1310563348096437494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermao-por-o-quarto-domingo-da-quaresma.html' title='Sermão por o Quarto Domingo da Quaresma, Ano B (2009)'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-1921954326391271435</id><published>2009-03-15T10:30:00.000Z</published><updated>2009-03-28T04:01:10.648Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Sermão por o Terceiro Domingo da Quaresma, ano B (2009)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    3º Domingo da Quaresma, 15.03.09 [Ano B]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                                     Igreja do Salvador do Mundo/ VN de Gaia&lt;br /&gt;                                                                                                                                     Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».  Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       «Depois, Jesus disse aos que vendiam pombas, “Tirem tudo isto daqui!  Não façam da casa do meu pai uma casa de negócio!.&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;» &lt;br /&gt;       Os discípulos achavam que entendiam. Lembraram-se do que está escrito no décimo versículo do Salmo 69: “O zelo da tua casa me consome...”.  Mas os outros, os que vendiam as pombas, as ovelhas e os bois, e os cambistas que trocavam dinheiro do Império inteiro pelas moedas do Templo, não podiam entender.  Isto era uma loucura!  Esta parte do Templo não era uma loja ou uma ‘casa de negócio’: era o lugar aonde os Judeus fiéis compravam os animais para os sacrifícios mandados pela Lei&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;! &lt;br /&gt;No tempo em que Deus deu as leis dos sacrifícios a Moisés, no Livro de Levítico, os israelitas eram um povo de lavradores e de pastores, mas agora, no primeiro século, muitos deles moravam nas cidades, quer em Jerusalém e noutras cidades da Palestina quer nas cidades como Alexandria e Damasco, Antioquia e Roma. Todos eles queriam voltar a Jerusalém para a festa da Páscoa dos judeus, para fazer os sacrifícios que só eram possíveis de realizar no Templo... mas dado que não eram pastores nem viviam perto da cidade, precisavam de comprar os animais!  E eles, que tinham as moedas de bronze das muitas e diferentes províncias romanas&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;, precisavam dum câmbio para trocar de dinheiro.  Isto não era uma ‘caverna de ladrões’&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, mas era um serviço útil do Templo judeu para os seus devotos.&lt;br /&gt; Não é que Nosso Senhor não soubesse disso. Ele era um judeu religioso, bem educado na Lei desde a sua infância. E esta não foi a primeira vez que Jesus esteve no Templo de Jerusalém! Jesus e os seus pais iam a Jerusalém todos anos, à festa da Páscoa: foi no ano do seu décimo segundo aniversário que Jesus ficou no Templo quando os seus pais voltavam para casa, discutindo com os doutores da Lei. E devemos crer, que ele foi com eles, tal como todos os judeus fiéis o faziam anualmente. Jesus aprendeu, e entendeu, as regras dos sacrifícios, e as razões para a existência das tendas dos vendedores dos animais de sacrifício.&lt;br /&gt;Jesus, que era Filho de Deus, também era filho da S. Maria e enteado de S. José: cresceu numa família religiosa, praticante. Recebeu a circuncisão de menino com oito dias&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, e quando tinha quarenta dias, Maria e José levaram-no a Jerusalém pela primeira vez, para ser apresentado ao sacerdote no Templo.  E foi lá, que os seus pais sacrificaram um par de rolas ou de pombinhos. A Lei em Levítico manda que seja um cordeiro, para o holocausto, e para a expiação do pecado, mas podia ser um pombinho ou uma rola se a família não tivesse o dinheiro para um cordeiro&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.  S. José não era pobre: como carpinteiro, ele era da classe média, dado que possuía a sua própria ferramenta, e talvez uma oficina.  Não havia razão para terem sacrificado somente as duas pombas dos Evangelhos, mas acho que foi isto:  até Maria e José talvez não soubessem porque não estavam a sacrificar um cordeiro por Jesus, mas era porque este sacrifício estava reservado para mais tarde: o sacrifício do Cordeiro de Deus, de Jesus mesmo, na Cruz.&lt;br /&gt;Ora bem.  Talvez possa parecer que foi somente pelo facto de estar zangado que Jesus tenha feito um chicote de cordas e tenha expulsado todos do Templo, tal como o fez com as ovelhas e os bois, e tal como espalhou pelo chão o dinheiro dos cambistas, e derrubou as suas mesas.  Talvez possa parecer, mas não foi só um explodir de cólera: foi profecia!  Quando os chefes dos judeus, e os sacerdotes do Templo, lhe perguntaram: “Que sinal nos apresentas tu, para proceder deste modo?  Mostra-nos como é que tu tens o direito de fazer isto!”, a sua resposta foi estranha: “Deitem abaixo este templo e eu em três dias o hei-de levantar.”&lt;br /&gt;Eles não entenderam.  Claro que não: para eles, o Templo era um edifício, mas era mais do que um simples edifício; era o verdadeiro centro da adoração e louvor ao Senhor. Este era já o segundo Templo: o primeiro foi mandado construir pelo Rei Salomão,&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt; filho do Rei David, 950 anos antes de Cristo, mas foi destruído pelos babilónios no ano 587 a.C.&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;, no tempo do Exílio na Babilónia dos judeus do antigo Reino de Judá.  O Segundo Templo foi construído depois do Exílio, quando o Rei Ciro da Pérsia deixou os judeus voltar a Israel e reconstruírem o Templo.  Levou 46 anos para o construir, e o Templo estava no centro, não somente da religião dos israelitas, mas das suas vidas.  Era por isso, que os judeus que viviam noutras partes do Império tinham de voltar a Jerusalém para celebrarem a Páscoa dos judeus: não podiam fazer os sacrifícios exigidos noutro lugar.&lt;br /&gt;No tempo de Jesus, o Rei Herodes estava a proceder a uma “remodelação” do templo, que os judeus mais religiosos consideravam ser uma profanação, dado que ele queria incluir partes pagãs para agradar a César e aos Romanos.  Esta seria a segunda profanação Romana: no ano 136 a.C., o Imperador Romano mandou sacrificar uma porca sobre o altar, uma profanação repugnante, e assim instigou a primeira revolta judaica contra os Romanos.  Mas mesmo com estas profanações, o Templo era ainda o centro da adoração dos judeus, e o único lugar aonde os judeus podiam fazer os sacrifícios mandados por Deus.&lt;br /&gt;Todo isto... e este Jesus entrou, fez um grande barulho com os vendedores, e então disse: “Deitem abaixo este templo, e eu em três dias o hei-de levantar”.  O quê??? &lt;br /&gt;Não.  Eles não entenderam de jeito nenhum. Os discípulos só entenderam, após a Ressurreição.&lt;br /&gt;Jesus não estava a falar de um edifício: falava do templo do seu corpo.  E isto era uma coisa que ninguém, na altura, podia entender... talvez a sua mãe, Maria, ou José, se ambos se lembrassem das palavras do anjo da Anunciação, mas mais ninguém entenderia. O acto de Jesus foi uma profecia de futuro.&lt;br /&gt;Deus sabia que o Segundo Templo, já duas vezes anteriormente profanado, seria completamente destruído pelos Romanos no ano 70, e o resto de Jerusalém também.  Mas isto ocorreu quase, quarenta anos depois e os chefes dos judeus e os sacerdotes do Templo não poderiam prever tal coisa. Mas no Evangelho de S. João, é claro que Jesus Cristo, que foi verdadeiro homem e verdadeiro Deus ao mesmo tempo, sabia bem que o tempo do Templo físico estava passado, e que o Deus que usava o Templo como seu escabelo&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[9]&lt;/a&gt; agora estava dentro dele mesmo.&lt;br /&gt;Jesus sabia também que o tempo dos sacrifícios no altar do Templo estava a passar: que o último sacrifício vivo de um cordeiro seria o sacrifício do Cordeiro de Deus, não sacrificado no altar de Deus pelos seus sacerdotes, mas sacrificado numa Cruz secular pelos soldados Romanos.  Durante quase dois mil anos, desde o tempo de Abraão e Isaac, Deus mandou o Povo escolhido sacrificar animais, quando na mesma altura, muitas outras religiões sacrificavam pessoas.  Desde o tempo do Rei Salomão o Sábio,e durante mil anos executaram-se sacrifícios de animais no Templo.  Mas estes eram sacrifícios por Deus.  Já estava quase no tempo do sacrifício último, do sacrifício único, de Deus.&lt;br /&gt;Na Cruz, neste instrumento de tortura e degradação, o Filho de Deus tinha de ser sacrificado.  Foi por isso que se incarnou no seio da Virgem Maria.  Foi por isso que ele andou pelos caminhos e estradas, ensinando e preparando os seus discípulos e o povo para um futuro novo; não para uma fé nova, mas uma fé com uma nova visão.  Em vez de um Templo físico, e de um edifício no qual os sacerdotes fizessem os sacrifícios para o povo, agora era um Templo que seria o próprio Corpo de Cristo, deitado abaixo e levantado em três dias, sacrificado e ressuscitado em três dias.  Em vez dum Templo físico, para o qual todos os fieis precisavam de viajar para fazer os seus sacrifícios, agora um Templo Espiritual, do qual todos faziam parte.   Se o Corpo de Cristo é o novo Templo, todos nós somos como os tijolos, as pedras das paredes do Templo.&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo que somos o Corpo de Cristo, somos também alimentados pelo próprio Corpo, sacrificado por nós.  Na altura do Primeiro e do Segundo Templos de Jerusalém, quando um animal era sacrificado no altar, as melhores partes da carne eram distribuídas pelos Levitas, que eram os sacerdotes, dado que eram a única tribo entre os Judeus que podiam ser sacerdotes, mas que também não podiam ter outro trabalho: ganhavam o seu “pão da mesa” no trabalho do Senhor. &lt;br /&gt;Com o último sacrifício vivo, de Jesus Cristo na Cruz, todos nós que somos “um povo santo de sacerdotes ao serviço do Reino, povo que pertence a Deus&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;”, somos como os Levitas do tempo do Templo velho: nem todos serviam ao altar, mas todos tinham a responsabilidade da preservação da Fé, e todos recebiam da alimentação do altar. O mesmo se passa connosco: alguns de nós são presbíteros de altar ou Bispos, mas todos temos a responsabilidade pela preservação e a propagação da Boa Nova, e todos nós podemos receber o Corpo, e agora o Sangue, do Sacrifício do Cordeiro de Deus.  Nós recebemos o verdadeiro Corpo, o verdadeiro Sangue de Deus, de um Deus que nos amou de tal modo, que Ele próprio, sendo o Criador&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;, entrou na sua própria Criação, e viveu como um de nós, e morreu por todos nós, e só para nos salvar.&lt;br /&gt;É Ele que, em cada semana, nos convida ao seu próprio altar, para recebermos o seu Corpo e Sangue.  Não é um ‘sacrifício novo’: Jesus morreu uma vez só, na Cruz.  Mas também não é somente uma comemoração, uma lembrança: o sacrifício de Jesus na Cruz existiu num tempo particular, já há uns 2.000 anos atrás, mas também existe agora fora do tempo humano, no “chiros”, e o sacrifício uma vez feito é, pelo amor de Deus por nós, ‘novo’ de cada vez, em cada Culto Eucarístico. Comemos e bebemos, sabendo que é o verdadeiro Corpo e Sangue de Nosso Senhor. Alimentai-nos d’Ele, em nossos corações, e em todos os nossos corpos e mentes, com fé, e sabemos que precisamos de responder, em fé, e com acções de graças.&lt;br /&gt;Mas como? Por este dom de amor tão grande, tão imenso, como é que podemos responder?  Se o nosso Deus nos amou, e nos ama, de tal modo que morreu por nós e para a nossa salvação, de tal modo que é Ele próprio que dá o seu próprio Corpo e Sangue para nos alimentar, como é que nós podemos responder?  Isto é uma pergunta muito importante, talvez a pergunta mais importante, e não só neste tempo de Quaresma.&lt;br /&gt;Talvez a única resposta para o amor seja o ... amor: nós também precisamos de amar a Criação, e o povo criado à semelhança de Deus.  Agora, nós não sacrificamos uma porção dos nossos bens no Altar do Templo, mas podemos sacrificar uma porção para o novo Templo: para o Corpo de Cristo.  Nesta altura de crise, de desemprego e fome, de um mundo cheio de guerras e doenças, há tanto que podemos fazer... e tudo que fazemos, fazemos por Ele&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;, que já fez tanto por nós.&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.   Ámen.&lt;br /&gt;Endnotes:&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; S. João 2, 16&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Levítico 7, 1-10. 15-20, 30-34; 9, 3-5 12, 6-8; 14, 10-21; 23, 12-21 etc.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; http://pt.wikipedia.org/wiki/Moeda_da_Roma_Antiga&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; S. Lucas 19, 46&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Levítico 12, 3&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Levítico 12, 8&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; 1 Reis 6, 1-38&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; 2 Crónicas 36,19&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; 1 Crónicas 28, 2&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; 1 Pedro 2,9&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; S. João 1, 1-5, 9-12, 14&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; S. Mateus 25, 31-40&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-1921954326391271435?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/1921954326391271435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermao-por-o-terceiro-domingo-da.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1921954326391271435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1921954326391271435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermao-por-o-terceiro-domingo-da.html' title='Sermão por o Terceiro Domingo da Quaresma, ano B (2009)'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-3445230156611967156</id><published>2009-03-10T18:55:00.002Z</published><updated>2009-03-10T18:59:17.188Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politics'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Health Care'/><title type='text'>A letter sent to Pres. Obama and my Senators and Representative</title><content type='html'>March 10th, 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; While I may be far from being a political socialist or even a liberal Democrat (as a devout Christian, I cannot support the liberal's stance on abortion, for example), for the same reason I believe that Americans should be willing to fund a program ensuring that everyone can have access to health care--because to do otherwise is not merely unChristian, but also bad politics.&lt;br /&gt;The funds which we don't spend on preventive health care for the poor we end up spending on far more costly emergency care and/or serious health problems later on.  The untreated poor infect the insured middle-class and wealthy, thus ensuring that all of our health care premiums continue torise.  The single mom whose job doesn't provide insurance, or sufficient insurance, for her to keep her children healthy still sends those children to school, where they spread diseases that univeral health care could have stopped.&lt;br /&gt;I am currently volunteering in Portugal, the poorest country in western Europe.  It still manages to provide basic health care for &lt;u&gt;all&lt;/u&gt; of itscitizens.  This doesn't mean that there aren't private doctors and hospitals as well, for those with their own funds-- but it does mean that the overall health of the nation's population is better, and thus so is its productivity.  In these difficult financial times, we cannot afford NOT to provide basic health care for every man, woman and child in America.&lt;br /&gt;Sincerely,&lt;br /&gt;Canon Francis C.  Zanger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-3445230156611967156?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/3445230156611967156/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/letter-sent-to-pres-obama-and-my.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3445230156611967156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3445230156611967156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/letter-sent-to-pres-obama-and-my.html' title='A letter sent to Pres. Obama and my Senators and Representative'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-542560336491410617</id><published>2009-03-08T10:30:00.000Z</published><updated>2009-03-28T03:57:00.099Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Sermão para o Segundo Domingo da Quaresma, Ano B, 2009</title><content type='html'>2º Domingo da Quaresma, 08.03.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do Bom Pastor/ V.N. de Gaia&lt;br /&gt;Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo». Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, com os problemas da minha coluna, agora não ando muito. Não é que seja preguiçoso, bem, não é somente preguiça, mas não ando muito. Mas, na altura em que estive como capelão na tropa, tinha de participar numas caminhadas, numas marchas de grande distância no mato com os Fuzileiros. Sujo, fatigado, com roupa cheia de suor, com o pó nas nossas caras e até pó nos nossos dentes... e eu sei que existem pessoas que gostam de fazer longas marchas nas suas férias, mas não sei porque!&lt;br /&gt;No século primeiro, as pessoas não tinham alternativa. Se queriam ir de um lado a outro, e se não tinham nem cavalo nem burro, tinham que andar. Deste modo, Nosso Senhor e os seus discípulos também viveram sempre sujos, com roupas cheias de suor e cobertas com pó, e cansados, porque todos os dias andavam entre as aldeias e vilas da Galileia e da Judeia. Não sei, mas talvez fosse com sentimentos opostos que Pedro, Tiago e João ouviram as palavras de Jesus, quando disse: “Vamos subir àquela montanha alta!”... e talvez os outros, que ficaram para trás, tivessem tido sentimentos contraditórios... com os três a pensar, “Jesus escolheu-me! Mas não quero escalar uma montanha!”, e os outros pensando: “Não preciso escalar aquela montanha, podemos descansar um pouco... mas Jesus não me escolheu.”&lt;br /&gt;E Jesus tomou consigo os três discípulos, e conduziu-os a sós ao alto do monte. E lá em cima, o seu aspecto transformou-se diante deles, e em vez da roupa suja e cheia de pó, os seus vestidos tornaram-se resplandecentes: brilhantes e brancos como a neve! Nas palavras de São Marcos: “Ninguém no mundo seria capaz de a branquear assim!”.&lt;br /&gt;E, nesse momento, apareceram-lhes Elias e Moisés! Estavam lá, à frente dos três discípulos! Elias, o maior dos profetas, que nunca morreu mas foi levado aos Céus numa carruagem de fogo, puxada por cavalos de fogo num turbilhão&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;; Elias, de quem o Profeta Malaquias disse, falando em nome de Deus: “Vou enviar-vos o profeta Elias antes que chegue o dia do Senhor, que será um dia grande e terrível. Ele fará com que os pais se reconciliem com os filhos e os filhos com os pais. Caso contrário, virei castigar e condenar à destruição.”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E não era só Elias, mas também Moisés: Moisés, que libertou o povo de Israel da escravidão no Egipto, que lhes deu os Dez Mandamentos&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn3" name="_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; e as outras seiscentas e quarenta e uma leis da Torah&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn4" name="_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, e que também foi transformado:, quando Moisés, depois de falar com o Senhor, desceu do monte Sinai levando na mão as placas de pedra da lei, a pele do seu rosto estava tão resplandecente que precisava de colocar um véu sobre a cara quando falava com os israelitas&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn5" name="_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Aqui, em frente dos três discípulos, eles eram os representantes vivos das duas coisas mais importantes da Bíblia Hebraica, os representantes vivos do Grande Mandamento. Lembram-se das palavras de Jesus, quando um dos fariseus lhe perguntou: “Mestre, qual é o mandamento mais importante da Lei?” Jesus respondeu-lhe: “Ama o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a alma, e com todo o entendimento. Este é o primeiro e o mais importante dos mandamentos. O segundo, tão importante como ele, é, Ama o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn6" name="_ednref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E ali no monte, o representante da lei, Moisés, e o dos profetas, Elias, estavam juntos apenas para falar com o seu companheiro, seu Mestre, Jesus. Para um Judeu, este era um momento incrível... duas das pessoas mais importantes da história inteira, estavam ali com Jesus, com quem eles andavam e falavam e comiam todos dias! Mas este Jesus não tinha uma aparência normal: Ele estava reluzente, e em vez da sujeira e pó da caminhada, tinha roupas brancas e brilhantes como a neve!&lt;br /&gt;Pedro e os outros estavam cheios de medo, mas ao mesmo tempo queriam agarrar-se ao momento. “Mestre,” disse Pedro, “é tão bom estarmos aqui! Vamos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!” Mas Pedro não sabia o que estava a dizer. E desceu então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; dessa nuvem veio uma voz que disse : “Este é o meu Filho querido. Oiçam o que ele diz!”. E quando os discípulos olharam em redor, já não viram ninguém, apenas Jesus com eles.&lt;br /&gt;Foram os três: Elias, Moisés e Jesus. O primeiro significou as profecias de Deus para os homens, e o segundo as leis de Deus. Mas a voz de Deus não disse: ‘oiçam as palavras dos profetas’, nem ‘obedeçam à lei’. Não: foi, e é: ‘Oiçam o que o meu Filho querido diz!”. Porque quando a nuvem desapareceu, desapareceram também Elias e Moisés, mas Jesus ficou.&lt;br /&gt;Torna-se então importante, entender estas palavras, para se entender a razão pela qual este capítulo do Evangelho faz parte do Leccionário da nossa Igreja durante a Quaresma. E para tal, é preciso lembrar o que é que aconteceu uns dias antes da Transfiguração de Jesus.&lt;br /&gt;Seis dias antes, Jesus e os seus discípulos estavam na região de Cesareia de Filipe, e pelo caminho Jesus perguntou-lhes: “Quem é que o povo diz que eu sou?”. E eles responderam: “Uns dizem que tu és João Baptista, outros Elias, e outras ainda, que és um dos profetas.” Jesus acrescentou: “E vocês, quem acham que eu sou?” E foi Pedro que respondeu: “Tu és o Messias!”.&lt;br /&gt;Ora bem. O Messias pelo qual esperavam os Hebreus, e pelo qual muitos Judeus ainda esperam, não é o nosso Salvador. O “Ha’Mashiach” será um judeu, filho normal de um homem e de uma mulher, que ascenderá ao trono de Israel, conduzindo a Nação de Israel e o mundo numa era de paz e prosperidade universal, marcada pelo fim das guerras e da intolerância, durante a qual todos os povos coexistirão de forma pacífica&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn7" name="_ednref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;. O “mundo que há-de vir” que eles esperavam não era o Reino dos Céus, mas este próprio mundo, pacificado, e o Messias que eles esperavam não era o próprio Deus, mas somente um homem da família de David, um líder que podia vencer os Romanos.&lt;br /&gt;Na transfiguração de Jesus no monte, os três discípulos não viram uma transformação de um homem num ‘grande guerreiro’. Eles viram a transformação de um homem em ‘Filho de Deus’”, resplandecente como o sol e com vestes brancas como a neve. E mais... foi um transformação teológica, também. Eles viram pela primeira vez um Messias que não era só homem, e que tinha dentro dele “toda a lei e os profetas”. Lá no monte, eles viram Jesus, e Elias, e Moisés; e então ouviram as palavras de Deus dizendo: “Este é o meu Filho querido. Oiçam o que ele diz!”. E Elias e Moisés desapareceram, ficando Jesus sózinho no seu lugar. Fazia já uma semana desde que Pedro e os discípulos tinham entendido pela primeira vez que Jesus era o Messias, e agora, eles tinham de aprender que o Messias era o Filho verdadeiro de Deus, e que era a Ele, e não somente à Lei e aos profetas, que eles precisavam de seguir.&lt;br /&gt;Quando Deus deu a Lei a Moisés, tal foi muito difícil para os Israelitas, tal como teria sido muito difícil para nós. Desde o Pecado Original no Jardim do Éden&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn8" name="_ednref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;, nós somos “quebrados”, nós somos todos pecadores. É como disse S. Paulo na sua Carta aos Romanos “Todos andam fora do caminho e todos se perdem,”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn9" name="_ednref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;. E mais: “Todos pecaram e ficaram longe de Deus.”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn10" name="_ednref10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Por isso, Deus mandou os seus profetas, Elias e Eliseu, Isaías e Jeremias, Amós e Miqueias e os outros, para ensinar o seu povo. Mas o povo não os ouviu; talvez não pudesse ouvi-los a dizer : “Oh Jerusalém, Jerusalém! Matas os profetas e apedrejas os mensageiros que Deus te envia!”&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn11" name="_ednref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E, por amor de nós, o Filho Unigénito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, desceu dos Céus e encarnou-se no seio da Virgem Maria... O Criador, entrou na sua própria Criação e fez-se homem, com todos os problemas e dores da humanidade, e morreu, horrivelmente, na Cruz, só para nós salvar.&lt;br /&gt;Não precisava. Nós que pecamos e ficamos tão longe de Deus não o merecíamos. Isto não é justiça. É somente amor. Mas ouçam bem: «eu não quero justiça — quero amor».&lt;br /&gt;Então, pelo amor de Deus, que é que podemos fazer, pelo amor&amp;shy; de Deus?&lt;br /&gt;A resposta está aqui, no monte da Transfiguração. Se tentamos seguir Moisés e a Lei, falhamos. Se tentamos seguir Elias e as profecias, falhamos. Andamos fora do caminho e perdemo-nos, porque somos pecadores. Temos, temos de seguir a Jesus, e o amor de Deus.&lt;br /&gt;A única resposta que podemos dar em face do imenso amor do Senhor é... o nosso amor. Precisamos de amar o Senhor nosso Deus com todo o coração, com toda a alma, e com todo o entendimento. É o que Jesus nos exige, dado que só assim é que podemos mostrar o nosso amor ao Senhor&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn12" name="_ednref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;, precisamos de amar os nossos próximos... e os nossos próximos são todos criados à semelhança de Deus, e a Criação inteira.&lt;br /&gt;E neste tempo de Quaresma, é sobre isso que temos de pensar, de ponderar, de meditar. Mas ao mesmo tempo, não estou a falar de nada difícil. Se precisássemos de adivinhar, de conjecturar, o que Jesus queria de nós, tal seria mesmo assustador. Mas Jesus, mais uma vez no seu imenso amor, deu-nos uma receita, uma lista!&lt;br /&gt;Primeiro, é preciso amar o Senhor. Como? Com todo o coração, toda a alma, e todo o entendimento.&lt;br /&gt;E segundo, é preciso amar o nosso próximo. Como? [E, nestes tempos duros da crise económica, das guerras e catástrofes naturais, isto é tão importante!] Quando virmos o Senhor — ou qualquer dos seus irmãos mais pequeninos — com fome, dêmos-lhe de comer. Quando virmos o Senhor — ou qualquer um dos seus irmãos mais pequeninos — com sede, dêmos-lhe de beber. Quando virmos o Senhor, ou qualquer um dos seus irmãos mais pequeninos nu, dêmos-lhe vestidos. Quando virmos o Senhor, ou qualquer um dos seus irmãos mais pequeninos, com doenças, ou na cadeia, ou como um estrangeiro no nosso país, cuidemos dele&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_edn13" name="_ednref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mas não façamos nada disto porque temos medo do inferno. Não amemos a Deus, nem cuidemos dos nossos próximos, só porque temos medo de ser castigados pelos nossos pecados. Só há uma razão, uma única razão, para ceder às exigências de Jesus Cristo, e não é o medo. É pelo amor. Quando ouvimos “Deus amou de tal modo o mundo...” nós precisamos de responder. Esta Quaresma é o tempo perfeito para lembrar, e de pensar, de ponderar, e de meditar na realidade de que só há uma resposta possível pelo amor de Deus por nós. E essa resposta é... amor.&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref1" name="_edn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; 2 Reis 2,11&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref2" name="_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Malaquias 3, 22-24&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref3" name="_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Êxodo 20, 1-17&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref4" name="_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Sobretudo o Código da Aliança de Êxodo 20, 22 à 23, 23, e as leis dos livros Levítico, Números e Deuteronómio&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref5" name="_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Êxodo 34, 29-33&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref6" name="_edn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; S. Mateus 22, 37-40&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref7" name="_edn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Isaías 11, 1-9&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref8" name="_edn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Génesis 3, 6-24&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref9" name="_edn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Romanos 3, 12&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref10" name="_edn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Romanos 3, 23&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref11" name="_edn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; S. Lucas 13, 34&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref12" name="_edn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Tiago 2, 14-26&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ednref13" name="_edn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; S. Mateus 25, 31-40&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-542560336491410617?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/542560336491410617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermao-para-o-segundo-domingo-da.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/542560336491410617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/542560336491410617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/sermao-para-o-segundo-domingo-da.html' title='Sermão para o Segundo Domingo da Quaresma, Ano B, 2009'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-3344108447159347660</id><published>2009-03-06T01:06:00.001Z</published><updated>2009-03-27T22:34:55.322Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cross-Cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tourism'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europe'/><title type='text'>Why visit Portugal?  Some preliminary responses...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Portugal is a delightful, relatively inexpensive and largely undiscovered place for tourists if you stay out of the Algarve beach areas (a major British tourist area) and region around the capital city, Lisbon. [Actually, Lisbon is wonderful for tourists... it's just not 'largely undiscovered'!] Portugal is particularly fascinating for people interested in history: it is the oldest nation in Europe in terms of unchanged borders, and before it was Portuguese, much of it was Moorish (as can be told by elements in the architecture, language and even cooking), before that, Suevi Christian they were related to the Goths and Visigoths), before that, Roman (Braga in the north was once Bracara Augusta, the capital of the Roman northern Iberian province), before it was Roman, Lisbon was a Phoenician trading port (the same Phoenicians as in the Old Testament), while much of the rest of the country was Celtic (yes, same tribe as the original Scots and Irish, and bagpipes are still played in rural areas!), and WAY back in prehistory, it was Liguorian. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;For wine lovers, Portugal is amazing-- a nation the size of Indiana in the US, but with dozens of very different growing areas and wines. The wines (both full-bodied reds and whites) of the Douro area (near Porto, also the home of Port wine) and of the Alentejo (southeast of Lisbon) are my particular favourites, along with the Vinho Verde (literally, 'green, or new, wine') of Minho in the far north. Vinho Verde comes in both reds and whites, is somewhat less alcoholic at app. 10% vice the 12.5-14% of most wines, and is light, refreshing and almost bubbly. The only place in the world producing it is the Minho area, and it's only recently begun being exported.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is some very good regional cooking-- visitors should try Carne de Porco Alentejano, a casserole of cubed pork, potatoes and tiny clams, still in their shells, and at least one of the over 100 (1000?) ways bacalhau is prepared-- dried cod that has been soaked so that appears fresh, and cooked in a myriad of tasty ways. At the "fast food" level, while it's true that you can find a McDonald's (NASA's Mars Explorer reportedly found one there, too), the Portuguese equivalent of a 'Big Mac', a "Prego em Pão", is infinitely better-- a thin-sliced steak with even-thinner slices of ham and cheese and a fresh-baked roll. A short step up is a "Prego em Prato"-- the same thing on a plate, only with a fried egg on top (it's actually delicious!), with the olives and bread on the side-- along with both fries and rice. It isn't too hard to find starches here! Equally good is "Feveras em Pão", a thin-sliced, peppery pork steak on a fresh-baked roll, or "em Prato", with the olives, fries, rice and bread. If you ask for an 'ovo estrelado', you can get the fried egg on top!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's a great country for farmer-made cheeses, too-- cow, sheep, goat, or mixtures thereof. Between the different cheeses, the dozens of regional sausages and the vast varieties of breads (I counted over 40 versions of each at a local supermarket), you can eat very well... if you've saved room for a meal after sampling the dozens of different pastries, often invented in convents and delicious with Portugal's strong coffee, and available at little cafés on almost every street corner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Most cafés/bars (there is no strict distinction made in Portugal-- the place that serves you your morning coffee (an espresso is a 'café' in the north; a 'bica' in Lisboa and further south) and pastry will sell you a sandwich and a draft beer later in the day (a 'fino' in the north, an 'Imperiál' in Lisbon and further south!). Both cafés and restaurants usually have televisions on, a distraction or annoyance for some American travelers. Although the TV is almost always on, its true purpose is to enable the Portuguese to watch the futball (soccer for Americans) games that are only on pay-for-view.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While alcoholism and serious drug abuse are less common in Portugal than in many countries, there is a serious addiction to football! Despite its relatively small size and thus small population to draw from, Portugal boasts some of the finest football players in the world... Ronaldo, who plays for the Portuguese national team (as well as for England's Manchester-- England, being much richer, hires away many Portuguese and Brazilian players), is currently the world's top player. (Watching him move a ball downfield sometimes seems more like watching dance, or perhaps magic, than sport.) And... even if you're not a fan, it can be fun for a tourist to watch the real fans watch the game!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If your faith is more traditional than 'football team worship', Portugal is also home to Fatima, one of the world's major shrines commemorating the Virgin Mary, who is 'officially recognized' by the Roman Catholic Church as having appeared to three young shepherds in the hills of Fatima in the early 20th Century, some 150 kilometres north of Lisbon (as compared to Medugorje, an apparition site not officially recognized by the Roman Catholic Church). Fatima is one of the world's biggest pilgrimage sites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Braga, the 12th Century Sé (Cathedral), built atop the site of a Suevian church destroyed in the 6th Century is also worth the visit, and its museum should not be missed, containing artefacts from the Cathedral and Archdiocese's long history. Braga was for awhile the Archdiocesan seat of all Iberia, and remains the most actively-Catholic city in Portugal. Its history as a center for Christian worship is old indeed-- São Victor was martyred in Braga by the Romans during the Diocletian persecutions, and while the Church of São Victor is relatively new (just a couple of centuries), its &lt;em&gt;Capela&lt;/em&gt; (chapel) is much older, and contains the Roman executioner's stone on which St. Victor was beheaded, carefully hidden away by the community of believers until, under Emperor Constantine in the early Fourth Century, Christianity was made legal in the Roman Empire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga's the Church of Bom Jesus is well-known for the amazing staircase criss-crossing up the mountainside to the church itself. One of the finest examples of Manueline architecture, there is a statue, fountain or shrine at every turning, including life-sized renditions of the 14 Stations of the Cross, the allegorical Stairways of the Five Senses and of the Three Virtues, the Fountain of the Five Wounds of Christ, and the Chapel of the Descent from the Cross. The church itself, built in 1811 by architect Carlos Almirante, is perhaps less interesting than its approach, although one of its side chapels is interesting-- its walls are covered with pen-scrawled grafitti! The grafitti isn't obscenities or gang-signs, but rather prayers of intercession from the faithful, asking God's help. [For those who canot climb the stairs, the &lt;em&gt;Igreja de Bom Jesus&lt;/em&gt; may also be reached by the Funicular, which dates back to 1882 and makes it the oldest water-powered elevator/railway of its sort. The Church can also be reached by automobile.] Even if you're not planning to visit the church, the ride up is worth it-- the view from the top is breath-taking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breath-taking in a different way is a 17th Century Franciscan chapel, built onto the 15th Century Church of São Francisco in Evora. At the time, the small city's cemeteries were becoming over-filled (it was a city of many monasteries and convents, as well as a fine Jesuit university, unfortunately closed when the Marques de Pombal had the Jesuit order evicted from Portugal in the mis 18th Century), and the 17th Century Franciscans decided to build a chapel dedicated to meditation on mortality. The chapel, called the &lt;em&gt;Capela de Ossos&lt;/em&gt; (Chapel of Bones), is just that-- the walls, pillars, etc. are completely (and decoratively)lined with bones from monk's skeletons, including an estimated 5,000 skulls. The initial effect is admitedly gruesome; however, with time, examination and contemplation, a visitor may be struck by other feelings-- the bones are all remarkably similar; in size, in shape, in coloration. The reminder of just how little different we are in the physical sense, and how temporary the differences we see as so important really are, is counterbalanced by the faith that the God who made us sees each of us, living and dead, as an individual, a whole person made by God in His own Image. If taken beyond the quick "tourist peak", a visit to the &lt;em&gt;Capela de Ossos&lt;/em&gt; can be powerful indeedm, particularly given the motto the Franciscans inscribed over the door:"&lt;em&gt;Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos" &lt;/em&gt;(We, the bones which are here, are awaiting yours).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evora was a place of worship long before the arrival of the Franciscans, however, and is best known for the Roman temple, variously described as being dedicated to Diana, Jupiter, or perhaps the current Caesar. Although only the pillars of two sides remain standing, the temple, probably built in the Second Century, is truly beautiful, silhouetted against the sky. Its history is less beautiful... after fulfilling its function as a place of worship, it was used variously as a slaughterhouse, an armoury, and (during a period of Spanish invasion), by the Spanish Inquisition as a place to burn Jews and so-called 'heretics'. There is a small and rather disturbing monument commemorating the lives lost to the Inquisition, a sculpture of what appears to be a corpse in an open coffin-shaped box, across the parking area from the temple-- the night I discovered it it was quite dark and had recently rained, half-filling the marble coffin and creating an almost-frightening, yet saddening, effect.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Food, faith and football aside, Portugal is still worth the visit just to meet the people. The Portuguese are warm, friendly and inviting. They will go far out of their way to be helpful-- I've had people walk four or five blocks in the direction opposite they were headed, just to ensure I understood their directions. English is more widely understood than spoken (films and TV from the US and Britain are shown in English with Portuguese subtitles), and French is frequently understood in a pinch. If possible, avoid using Spanish... while the mutual animosity is dying out in the younger generation, it has centuries of unhappy history.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal remains among the least-expensive places to visit in western Europe-- largely because is remains among the poorest. However, its financial poverty is more than made up for by its cultural, historical and gustatory richness.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-3344108447159347660?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/3344108447159347660/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/why-visit-portugal-some-preliminary.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3344108447159347660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/3344108447159347660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/why-visit-portugal-some-preliminary.html' title='Why visit Portugal?  Some preliminary responses...'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-6311704958873616065</id><published>2009-03-05T00:42:00.002Z</published><updated>2009-03-27T22:38:32.209Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cross-Cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tourism'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Okinawa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japan'/><title type='text'>Okinawan Culture and Traditions</title><content type='html'>Okinawan Culture and Traditions&lt;br /&gt;[An introduction for Americans visiting or being stationed in Okinawa, Japan]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;©1995, Francis C. Zanger, D.Min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Welcome to Okinawa! Whether this is your first time here or your fourth, there is always more to learn here, about the country and its people. This pamphlet is designed to give you a small smattering of knowledge about the island where you will spend the next months or years, and should help you take the first steps towards being a good representative of our nation during your time in Okinawa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Okinawa, the primary language spoken is Japanese, although many elders may still speak some Ho-gan, or Okinawan. Japanese as a language is more difficult to learn than, say, Spanish or German, because it isn't related to English. However, many Americans living here or stationed here in the military do learn a good deal of it, and the Okinawans really appreciate it when we try to speak their language while we're here in their country.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of the harder things for most Americans to deal with is the fact that we can't read the signs-- we can't tell what street we're on, or if the store in front of us sells shoes or truck parts. Young Okinawan school children learn four different alphabets-- Kanji, the complicated Chinese characters with each character being, not a sound, but a thing or a concept; Hiragana, used for words with Japanese roots; Katakana, used for words with non-Japanese roots; and Romaji, which is what they call our alphabet. An Okinawan high school graduate has had to memorize a minimum of eight thousand Kanji.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religion in Okinawa is, for many Americans, a pretty confused issue. An Okinawan will typically have a Shinto ceremony at birth and a Buddhist funeral, with maybe a Christian-style wedding in the middle, while maintaining a shrine to the hinukan, the Okinawan god of fire, in the kitchen by the stove. For Americans, we are pretty much one thing or another-- if we are Christians, we aren't Buddhists, if we are Muslims, we aren't Jewish. Okinawa has many shrines and religious sites, primarily Shinto or Buddhist; some are as elaborate as Futenma-gu Temple, while some may consist of holy groves of trees where the shrine might be no more than a few stones piled atop one another. There is an interesting shrine in a cave behind the McDonalds on Rte 58, north of Camp Kinser, which is open to the public-- it's just a tiny cave with two small stone altars. People go there to light incense to the spirit of a former queen of Shuri who lived out her days in that cave, awaiting her husband's return from war. He never returned, and the Okinawans believe that her spirit still resides there.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you visit a shrine or a temple, the most important thing is to remember that you're in a place of worship and behave accordingly. Take off your hat, be quiet and respectful, and the Okinawans will happily welcome you. The best thing to do is to watch-- watch what the people around you are doing, and follow suit. If they take off their shoes before entering, don't wear yours, and so on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okinawan music&lt;br /&gt;Okinawan traditional music sounds strange to American ears-- the melodies, and the instruments they're played on, are very different from Western music. There are a lot of traditional folk dances that continue to be popular, especially around the O-Bon Festival in late summer. One of the best places to see traditional dancing and to hear Okinawan folk instruments is at the Ginowan Convention Center, near Futenma. Such events are frequently advertised in magazines such as This Week in Okinawa and the Japan Update.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is one traditional musical form that Americans have been involved in-- Eisa Dancing. Eisa Dancing is the kind of dance they showed a little of in the movie Karate Kid-2, and there are “international" groups that welcome Americans to join the Okinawan performers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karate was first developed in Okinawa in the Fourteenth or Fifteenth Century, as a self-defense art called te. At that time, the Ryukyu Kingdom--Okinawa-- was engaged in trade with both China and Southeast Asia, and the local Okinawan forms were combined with other Asian forms of self-defense, especially Chinese. When the Japanese Satsuma clan subjugated the Okinawans, they made it illegal for the local people to own any weapons. They also made the study of martial arts illegal. However, the Okinawans continued to train and study, passing down the forms from father to son. The traditional karate weapons, such as the nunchaku, are all derived from farm implements-- the nunchaku were rice flails, for instance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karate became widespread in Okinawa following Japanese annexation in 1879, and was introduced to Japan in 1922 by Gichin Funakoshi, and was first recognized as an official martial art by the Nippon Butoku Kai in 1931. After World War II, Judo and Kendo (Japanese fencing) were declared illegal by the American occupying government, and many people turned to Karate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are two main schools of Karate in Okinawa, Shorin-ryu (Shuri-te) and Shorei-ryu (Naha-te). Shorin-ryu uses faster movements, while Shorei-ryu is slower with more flowing movements. Instruction is available on base at all levels, and a number of Americans stationed here with the Marines have left after three years with brown or black belts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Food and Drink&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For an American, eating in Okinawa can be an adventure-- both Okinawan and Japanese cooking are full of things your mother probably never made for you. The first question a lot of people ask is, "Do they really eat raw fish?", and the answer, of course, is yes. The Okinawans, and many Americans, enjoy sashimi, which is sliced pieces of raw fish, clam, octopus, and squid, and sushi, which consists of slices of raw fish carefully placed on a ball of seasoned rice, spiced with&lt;br /&gt;wasabe, a bright green (and very strong) horseradish paste. If you're going to try it for the first time, I recommend your starting with the maguro, or tuna-- it's a good one to break in on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Okinawan diet is somewhat different from the Japanese-- a lot more pork, and somewhat less fish. Almost every meal, three times a day, features a bowl of rice (gohan), and a bowl of soybean paste soup (miso), some pickled vegetables (sukemono), some purple sweet potato, and a main dish such as chanpuru, which is a stir-fried mixture of vegetables and meat or tofu. There's a wide range in the soups. Okinawan soba, which is a noodle soup with vegetables and pork ribs, is delicious and inexpensive-- there are a lot of soba shops around. Many are automated—you go in, choose what you're going to eat from the photos or plaster models, and buy tickets from a vending machine. You give the tickets to the lady behind the counter, and she brings your food. Yen only, of course, and expect to spend between Y800 and Y1000 for your meal, including a beverage. [Note: these were 1995 prices.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Other popular dishes include yakitori, which thin strips of grilled teriyaki chicken, tonkatsu, which is breaded pork cutlet (frequently served on rice), and tempura, which is breaded shrimp and vegetables, deep-fat fried and served alone, on rice, or in a soup. Sukiyaki is a beef-and-vegetables soup that is cooked right in front of you in an iron cauldron—you eat it from the pot. An important word if you're interested in trying a traditional meal is teishoku, which means "set meal". If you order tempura teishoku, you'll get the tempura as your main dish, along with a bowl of rice and a bowl of miso, the tsukemono vegetables, and maybe two or three pieces of sashimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With a meal, Okinawan restaurants usually serve either cold water or tea-- either black tea like Americans are used to, or green tea, which is more acrid, or sometimes a barley tea. You can order soda-- Coke, Sprite, ginger ale and Pepsi are common here, and there are others as well, including Bierleys, which is like orange Fanta without the carbonation, and hikwasa, which is made from a local tangerine. Other sodas worth trying from the omnipresent vending machines are ume, which is plum soda, Lemon Tea, which is just that, and a variety of other kinds of tea, green and black. There is also a variety of cold and hot canned coffees, almost all of them with cream and sugar, that are worth trying. Japanese vending machines sell both hot and cold drinks, from the same machine—the level of “vending machine technology” is higher than in the US. The variety of things which may be bought from vending machines is far wider, too—the machine on the corner may sell beer as well as soda, and there are machines selling personal hygiene articles, comic books, snacks, and many other things.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And if you don't just drink tea and soda, Okinawan has a brewery-- Orion beer is made in Nago. A mug of beer (and it's a good-sized mug) costs Y450 or Y500 in most restaurants, and more in clubs. Awamori, the other local alcohol, isn't usually drunk in restaurants. It's a bit of an acquired taste, being made from distilled rice (Japanese sake is also made from fermented rice, but by a different process. Sake is almost always drunk warm, but awamori may be either heated or served over ice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okinawan History and Responses to Militarism&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okinawans are ethnically and culturally different from the Japanese. The Okinawan people is of mixed genetic heritage, including Japanese, Chinese, Polynesian and (probably) Korean. The island of Okinawa was not even a part of Japan until modern times-- the Okinawa was a separate country, with its own culture, its own government, and even its own language, called "Hogan". In 1609, the Japanese Satsuma clan, invaded Okinawa and turned the independent monarchy into a puppet government. However, the Satsuma were not particularly interested in changing Okinawan customs or traditions, nor did they believe that the Okinawans should be Japanese. Rather, the Satsuma were interested in taking over the profits of Okinawan trade, and taxed the Okinawans very heavily. It was only in 1868 that the Japanese government landed troops in Okinawa. Just 11 years later, they took over Shuri Castle (the capitol), dissolved the government, and forced the Okinawans to become part of Japan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Okinawans were and are a peace-loving people. One of the reasons the Japanese were able to move in as easily as they were is that the Okinawans maintained no standing army of any size. In fact, a British Naval officer visiting Okinawa in 1816 was amazed that the Okinawans had no cannon, muskets, bows, arrows, or even daggers! The Okinawan version of international relations had to do with trade, not war, and Okinawan trading vessels went not only to Japan, Korea, and China, but as far as Vietnam, Thailand, and throughout Indonesia. Some traders even got as far as India in the search for new markets for Okinawan goods.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okinawa itself has always been a relatively poor island, due to the limitations that the soil places on agriculture. The primary foodstuff was traditionally the sweet potato, which was originally brought (smuggled, actually) from China. There was little rice, as it didn't grow well here. There was fish eaten, of course, but not as much as in Japan-- here, pork was more important to the diet, as it still is.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What most struck early visitors to Okinawa about the local inhabitants was their remarkable friendliness. In the late 1600s, a Dutch explorer wrote "The inhabitants... are a good-natured, merry sort of people, leading and agreeable, contented life," and in 1816 an English Naval officer wrote that the Okinawans' most prominent characteristics were "their gentleness of spirit and manner, their yielding and submissive disposition, their hospitality and kindness, their aversion to crime and violence".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Japanese, after having invaded Okinawa in the late 19th Century, then proceeded to militarize the island-- during and before World War II, Okinawa was heavily defended by Japanese troops, who also used the island for training. Okinawans were part of the Japanese war effort-- some as volunteers, but many more as drafted unpaid laborers. The island itself was riddled with caves and tunnels for the defense effort, with islanders, men, women and children, as well as Korean drafted workers, forced to serve as laborers in the tunnel-digging.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Battle of Okinawa, the last major campaign of World War II and one of the bloodiest, devastated Okinawa, and changed the way the Okinawans viewed the world. The island, never rich, was completely impoverished, its industry destroyed, most of its farmland destroyed, and virtually all the housing from Kadena to the southern tip destroyed. Between 160,000 and 250,000 Okinawans, mostly civilians, were killed-- almost one in four people. Some entire villages were wiped out, man, woman, and child, even the farm animals and pets killed, and the homes reduced to smoking rubble. The years after the end of the battle and the end of the war were little better. While America, under General MacArthur, was rebuilding mainland Japan during the occupation, many Okinawans were still homeless and living in caves. When the American occupying forces restored the Japanese government in the rest of Japan, Okinawa continued to be run by American Army generals, who ran it as they, rather than the Okinawans, saw fit. The primary mission of the Military Governors was to run the American defense installations, not improve the Okinawan economy, and so Okinawa lagged far behind the Japanese economic recovery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thus, from many Okinawans' point of view, the military (whether American or Japanese) has never been a symbol of defense, but rather of oppression. If the Japanese had not militarily invaded Okinawa, it would still be an independent nation. If the Japanese had not militarized Okinawa prior to and during World War II, it would not have suffered terrible devastation during that war. If the American military had not occupied Okinawa from 1945 until 1972, Okinawa could have been a part of Japan's economic boom, rather than "poor cousins". As some Okinawans see it, everything that has been touched by the military, Japanese or American, has been damaging... and that hasn't changed in the 1990's.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now, it is important to note two things. First, these opinions are not held by all Okinawans, although they are by many influential and politically powerful people. In fact, some of the points are historically less than accurate-- Okinawa was poorer than the other Japanese prefectures before the war, and not merely impoverished by it, for example. The arguments may be too simplistic, pointing to a single cause-- militarism-- for a wide variety of problems. However, many Okinawans believe this to be truey, and we must understand that. The second important point is this-- the same Okinawans who are most anti-military are not anti-American. Okinawans in general like individual Americans very much. They enjoy American food and culture, they want to learn English, and they are open to American ideas. It is not Americans they dislike-- it is the military. They don't want bases here, American or Japanese. They are essentially a pacifistic, anti-military society, and believe that they have good reasons for it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To avoid offending our Hosts...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The citizens of Okinawa like Americans, and enjoy experimenting with American fashions and styles. Many English words are in common usage here, and American food-- especially fast food-- is popular. However, there are some typically American habits that the Okinawans find offensive, and we, as guests in their country, should understand this and avoid these activities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In speaking with Okinawans, certain areas of concern are frequently mentioned. One of these has to do with American dress. The Okinawans, men and women, are traditionally far more modest in dress than Americans. When Okinawans see American men jogging with no shirts, or in very short shorts, they are offended-- Okinawan men do not go bare-chested in public. The same is true for women in "sports-bra" styled tops, which to the Okinawans look like underwear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Athletic gear is not the only issue where dress is a problem. Okinawans are relatively formal, and an Okinawan woman going into Nah (the capital), for example, would always wear a skirt, a nice blouse, and nylons. Even a teenaged boy probably wouldn't wear shorts. When Okinawans see American military members and tourists going into town wearing old cut-offs and a sleeveless tee shirt, they take it to mean that we do not respect their country or their culture. When Okinawans see American women in short-shorts or cropped-top blouses with their abdomens showing, they see these women as not merely disrespectful but scandalous. Basically, the problem is this-- Americans, especially young Americans, tend to dress very casually, and tend to show far more skin (male and female) than Okinawans... and Okinawans find this offensive, especially as we are guests in their country.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A second major area of concern has to do with noise. The Okinawans are a very quiet, reserved people. Their normal tone of voice may seem, by American standards, little more than a whisper. In contrast, Americans tend to speak loudly and forcefully, even raucously, especially when under the influence of alcohol. Also, Okinawans say that Americans need to remember than many people here in Okinawa understand English, and obnoxious statements about Okinawa or Japan will be understood by bystanders. The Okinawans who overhear such conversations probably won't say anything at the time, but they will long remember the American guests in their country who made such rude comments.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When Americans do speak directly with Okinawans, they sometimes inadvertently offend because of differences in styles of communications. Okinawans tend to be formal, and use the honorific "-san" with names-- so when Americans drop the "-san", even when speaking English, it appears much too personal. Americans also tend to invade Okinawans' personal space, not recognizing that many Okinawans expect more physical distance between people and do not like being touched. Okinawans also do not like confrontation, and so will avoid saying "no" directly-- Americans should remember that in Okinawa, silence does not necessarily imply consent!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noise can also be a problem outside of the conversational setting. When Americans crank up their car stereos, ensuring that the Okinawans in cars on either side of them get to listen to the latest country-western or rap number, the Okinawans are offended-- not necessarily by the type of music, but by the volume level. To an Okinawan, it appears that this American, a guest in Okinawa, is forcing everyone else to listen to his music. The same is true, of course, in other settings. Okinawans do not bring “boom-boxe” to the beach or to other public places, because they believe it is rude to inflict their music on other people. For Americans to do so is equally rude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Okinawan people have a tradition, hundreds of years old, of welcoming guests. Americans in general are liked and even admired by the Okinawan people. However, guests have responsibilities, and Americans who are assigned to Okinawa should go out of their way to learn the customs of our Okinawan hosts, so as to avoid being rude and offensive. These few simple guidelines can go a long way towards helping your tour in Okinawa be more positive for both you and our Okinawan hosts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produced by Fr. Francis C. Zanger, with the assistance of Masayo Kelly and Atsuko Kinjo of International Social Assistance-Okinawa, Inc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-6311704958873616065?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/6311704958873616065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/okinawan-culture-and-traditions.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6311704958873616065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/6311704958873616065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/okinawan-culture-and-traditions.html' title='Okinawan Culture and Traditions'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-7149109055068531335</id><published>2009-03-04T23:44:00.001Z</published><updated>2009-03-27T22:36:20.285Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cross-Cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arabian Gulf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><title type='text'>A Very Brief Look at Religion and Culture in the Arabian Gulf</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Very Brief Look at Religion and Culture in the Arabian Gulf&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Or,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;How to Avoid Offending Our Hosts&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Being an piece written for Sailors during my service as a Navy chaplain,&lt;br /&gt;well prior to the Bush Administration and the US’s incursion into Iraq]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;© 1996, by the Rev’d Canon Francis C. Zanger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Arab world has no more cultural rules than the American world from which we come, but since many of the rules are different, it’s important to learn some of them to avoid offending people. During port visits in the Gulf area, we are guests, and should behave as such.&lt;br /&gt;Perhaps the key word in our relations with residents of the Arabian Gulf is respect. Almost all the problems that Americans have in this part of the world have to do with a perceived lack of respect, so it is important that those actions which are considered disrespectful.&lt;br /&gt;A lot of the problems arise from gestures and body language. Some of the things which we think of as universal are, quite simply, not. A “thumbs up” sign (among Arabs of Persian background), or an “okay” sign, here would mean much the same as an upraised middle finger. Slouching with your hands in your pockets, tipping your chair back against the wall, leaning against things, or propping up your feet on a table are all considered very rude here.&lt;br /&gt;So is sitting so that the bottom of your foot is pointed at another person. The bottoms of the feet are the lowest, dirtiest part of the body, and to point them at someone puts that other person below the soles of your feet.&lt;br /&gt;Always eat with your right hand, and never touch anyone or hand anyone anything with your left hand. The left hand is considered “unclean”, and is limited to physical hygiene. The right hand is the only hand to ever come in contact with local residents.&lt;br /&gt;Body distance and physical contact is also very different in the local culture. Do NOT touch an Arab woman-- not even a handshake unless she offers first. The two sexes do not touch each other in public. On the other hand, men will sometimes walk down the street holding hands.&lt;br /&gt;This has nothing to do with their sexual orientation-- men who are friends touch in public, but men and women in Arab culture show no public displays of affection. Those who do so are seen as deeply offensive to traditional morals, while American men who pull their hands away from other men are seen as unfriendly. Do not mistake American “cultural cues” for theirs!&lt;br /&gt;Arab men also traditionally stand much closer to one another than Americans are comfortable with, handshakes are, if not firm, prolonged. Eye contact is important-- an Arab may, by American standards, seem to be rudely staring at you. Remember, in the Arabian Gulf, people don’t live by American standards, and a refusal to make long eye contact may make you seem shifty and deceitful.&lt;br /&gt;Another way to offend by mistake is to appear to be in a hurry or distracted. If you keep looking at your watch, or looking around for the bus or for your buddies, you will give the impression that the person you’re talking to is not worth your time.&lt;br /&gt;The role of women in Muslim nations varies, but in the Gulf, women are generally far less socially free than in the United States. Many wear veils to protect their modesty. Do not approach, talk to, or touch a woman you do not know—not even “just to be friendly”. Such friendliness is viewed very differently here than in the U.S., and it is very easy to offend people or cause an incident by mistake.&lt;br /&gt;Alcohol, too, is seen differently in this part of the world. It doesn’t take an American-style liberty incident-- an accident or injury-- to create a problem here. Just being seen drunk in public is enough to give offense.&lt;br /&gt;Arab culture is different from ours, but is no less valuable-- the Arab peoples have lived in this part of the world for 2,500 years before Columbus landed in North America, and Arabs were inventing algebra when most Europeans were still illiterate. It is an old and proud culture, and if we learn just a little about it we will enjoy our port visits far more.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-7149109055068531335?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/7149109055068531335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/very-brief-look-at-religion-and-culture.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7149109055068531335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/7149109055068531335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/very-brief-look-at-religion-and-culture.html' title='A Very Brief Look at Religion and Culture in the Arabian Gulf'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-1688571524575495021</id><published>2009-03-04T23:34:00.001Z</published><updated>2009-03-27T22:37:36.654Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grief'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stress'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loss'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Health Care'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alzheimers'/><title type='text'>Dealing With Alzheimer’s Losses: Four Tasks</title><content type='html'>Dealing With Alzheimer’s Losses: Four Tasks&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Fr. Francis C. Zanger, D.Min., CT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watching a loved one, a husband or wife, mother or father, descend into Alzheimer’s can be a painful, life-shattering experience. Hopes and hopes dashed, prayers seemingly unanswered, the ongoing pain of watching a once active, vibrant person, with a once sharp mind, slowly, insidiously, begin to decline… Alzheimer’s is one of the hardest diseases to deal with for many family members.&lt;br /&gt;In many ways, the emotional response of family members to Alzheimer’s is similar to mourning a death, yet made more complicated, more painful, by the patient’s continued presence… and by the knowledge that the patient will probably die of the disease, forcing grief to begin all over again. Dr. J. William Worden, a psychologist at the Harvard Medical School, is one of America’s top experts on grief, and I am adapting some of my ideas in this brief article from his book, Grief Counseling and Grief Therapy&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Dr. Worden writes of Four Tasks of mourning, which are,&lt;br /&gt;Accept the reality of the loss&lt;br /&gt;Experience the pain of grief&lt;br /&gt;Adjust to the environment in which the deceased is missing, and&lt;br /&gt;To withdraw emotional energy and reinvest it in another relationship.&lt;br /&gt;While designed to describe the tasks that are necessary for a mourner to work through the death of a loved one, they may also describe ways in which the loved ones and caregivers of Alzheimer’s patients may take care of themselves through what may be a slow, gradual loss of their loved one, but a loss none the less.&lt;br /&gt;The first task, to accept the reality of the loss, may be difficult because of the disease’s slow, insidious onset. When the symptoms of Alzheimer’s begin, they may appear minor and unimportant. It’s easy to accept that, “Grandma’s just a little scatterbrained sometimes—she can never remember where she left her car keys.” We naturally look for the best possible face to put on it, so “He’s just a little absent minded sometimes,” is much easier, much safer to think about, than having to face an Alzheimer’s diagnosis. And once we establish that “absent-minded” is okay, it’s easy to go on to, “He just got more set in his ways when he got older,” when we’re explaining why he doesn’t want to deal with unfamiliar surroundings or people, and when we look for excuses (her eyesight, the changed forms) when trying to explain why Mom can no longer balance the checkbook.&lt;br /&gt;Accepting the loss, though, is important for both the patient and the caregiver. Early diagnosis gives the patient access to medications that may act to delay the onset of worse symptoms, enabling the patient to live a normal life longer. For the caregiver, it is also important—by accepting the reality of the diagnosis, by escaping the normal human desire to deny the painful truth, the family member will be better able to care for the patient, and will also escaped the psychic stress of having to come up with excuses for each new symptom as it emerges.&lt;br /&gt;That said, accepting the diagnosis can be painful. The second task, experiencing the pain and grief, is important too. It is okay—it is normal—to feel real hurt and grief in the face of Alzheimer’s. I would add another normal, appropriate emotion—it’s okay to be angry as well. In the face of their loved one’s deterioration, family members and caregivers may get angry at themselves, angry at the patient, angry at God. That anger is normal. Alzheimer’s is a terrible disease, slowly robbing the patient of ability after ability, strength after strength, until there may be nothing left but an empty shell, and worse, an empty shell that still looks like the person you loved.&lt;br /&gt;You may also feel guilty—guilty for not having noticed the symptoms quicker, guilty for finding enjoyment in activities the patient can no longer do, guilty because there have been times, in your frustration and pain, you may even have wished the patient would just die and get it over with. It’s important to remember—Alzheimer’s is not your fault! There is nothing you could do to cause it, and virtually nothing you can do to slow its progress by much. Your having dinner with friends, your seeing a movie, isn’t going to make the patient any worse, but the time away may recharge your batteries for dealing with the patient’s symptoms.&lt;br /&gt;Don’t try to bottle up the feelings or deny them… they are real, and appropriate. Be willing to accept help, not just with caring for the patient, although for patients living at home Hospice or home health care nurses can be tremendously helpful, particularly in the later stages of the disease, but accept help for yourself as well. Take advantage of Respite Care, places that will watch over your loved one in order to give you a break to go shopping or to a movie. Take advantage of support groups. With Alzheimer’s, family members and caregivers can feel terribly alone. There can be tremendous benefit just in being with people who really understand what you’re going through because they’re going through it themselves.&lt;br /&gt;Dr. Worden’s third task for mourning a death is to adjust to an environment in which the deceased is missing. With Alzheimer’s, although the patient isn’t dead, he or she may slowly, inexorably seem to become more and more “missing”, week by week and month by month. The adjustments are thus ongoing. In a family where the patient always took care of the finances, the caregiver must now take over the checkbook and figure out how to pay the bills. In a family that once had an active social life, visiting with other couples, going out to eat or to movies, perhaps traveling together—all that must be changed, must be readjusted because of the Alzheimer’s... and readjusted again and again as the disease progresses and the patient becomes less capable.&lt;br /&gt;The fourth task might on the face of it seem not to apply, but it does. Dr. Worden says it’s to withdraw emotional energy and reinvest it in another relationship. What’s important to understand is that this task does not mean to “replace” the husband or wife with a new mate! Rather in dealing with a loved one with Alzheimer’s, it’s important to recognize that all the emotional energy you’ve put into the way the relationship was pre-disease must be shifted to the new reality—to the way the relationship now is.&lt;br /&gt;If some of the happiest times in your relationship came from playing as partners in a competitive bridge club, or having the patient drive you on long country drives, then it is important to focus more on the activities you can still share, rather than emphasizing the things that you have lost. Try to reinvest your energy in the things which continue to be positive and life-giving. This may not be easy, and you may and will still miss some of the things which have been lost, but that’s okay.&lt;br /&gt;Loving someone who has Alzheimer’s can be challenging just by the nature of the disease. It is helpful to remember that it’s important to take care of yourself, in order to be best able to help the one you love. Utilizing these Four Tasks is one way you can do that, in the face of the tremendous challenges with which you have been confronted by Alzheimer’s disease.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fr. Francis C. Zanger, D.Min is the Bereavement Coordinator at Heartland Hospice in Charleston, SC. An Episcopal priest and retired Navy chaplain, he is an ADEC Certified Thanatologist (Death, Dying and Bereavement) and a Diplomate of the American Academy of Experts in Traumatic Stress.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Grief Counseling and Grief Therapy: A Handbook for the Mental Health Practitioner, 3d Edition, Worden, J. W., Springer Publishing Co., New York, NY, 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-1688571524575495021?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/1688571524575495021/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/dealing-with-alzheimers-losses-four.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1688571524575495021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/1688571524575495021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/dealing-with-alzheimers-losses-four.html' title='Dealing With Alzheimer’s Losses: Four Tasks'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-2431172088797166496</id><published>2009-03-04T22:17:00.000Z</published><updated>2009-03-27T22:28:59.960Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quaresma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sermão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fé'/><title type='text'>Homilia para o 1º Domingo da Quaresma, 01.03.09 [Ano B]</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1º Domingo da Quaresma, 01.03.09 [Ano B]&lt;br /&gt;Igreja do Redentor/ Porto&lt;br /&gt;©Cónego Dr. Francisco Carlos Zanger&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Que as palavras da minha boca e a meditação dos nossos corações, sejam agradáveis perante Ti Senhor, nossa Rocha e nosso Redentor; em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo». Ámen.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Cristo morre pelos vossos pecados. Ele, que foi justo, morreu pelos maus para nos conduzir a Deus. Morreu fisicamente e voltou a viver pelo Espírito. Com a força do Espírito, ele foi pregar aos espíritos que estavam prisioneiros, aqueles que outrora, no tempo de Noé, tinham sido rebeldes...»&lt;br /&gt;Estes palavras do S. Pedro são uns dos versiculos da nossa Bíblia que já fiz muitos dificuldades para nossa Igreja durante os seculos. Quando falamos das diferencias da téologia entre os varios sectos e denominações da Cristianidade, uma das diferenças mais grandes é sempre sobre o que é que acontece depois do que nós morremos, mas antes do Julgamento Final. Ainda nas Igrejas Católicas, não há concordância. Os Católicos Romanos tem a sua doutrina do Purgatório, aonde as almas das Cristãs são castigado por suas pecados. Os Ortodoxes diz que não, que o Purgatorio é somente um invenção da Igreja Romana, mas que umas das almas mandado ao Inferno podem ser libertado quando estão punido suficientemente, e assim podem entrar ao Céu. E nos, a Igreja Anglicana, temos pessoas quem creditam numa, e outras noutra, e outras quem nem pensam nestas coisas... e estou falando dos doutores da teologia, nos seminarios! Nós não temos nenhuma doutrina “oficial” sobre este assunto, e talvez é melhor assim.&lt;br /&gt;Entre os Protestantes, é até mais complicado. As Adventistas&lt;br /&gt;pensam que quando morremos, só dormimos até o Fim do Mundo. As Presbiteranos, fundado pelo João Calvin no tempo da Reformação, acham que a maioria dos mortes são predestinado ao Inferno, e irão-lá directamente. As Universalistas acham que ninguem é condenado ao Inferno: que Deus ama nos de tal modo que tudo mundo iremos directamente ao Céu. E há muitas outras versões.&lt;br /&gt;O problema é simples: ninguem que morreu voltou para nos dar uma reportagem, e portanto, não temos todas as detalhas que talvez queremos.&lt;br /&gt;Mas temos a Bíblia Sagrada, escrito por homens com a inspiração da Terceira Pessoa de Deus, o Espírito Santo, e por seguinte, sabemos as coisas mais importantes. Sabemos que Deus amou de tal modo o mundo que deu o seu Filho Unigénito para nos salvar dos nossos pecados, e não somente nos que vivemos desde a Incarnação, mas as almas do todos os defuntos também... sabemos que Jesus Cristo, quando foi crucificado e sofreu morte, desceu ao lugar dos mortos e pregou aos mortos a Boa Nova! Como o São Pedro escreveu no quarto capitulo desta mesma Carta, “Por isso a Boa Nova foi também anunciada aos mortos, para que, depois de terem recebido na sua existência física a sentença comum a todos as homens, eles possam, por meio do Espírito, viver como Deus quer.”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Deus amou de tal modo o mundo que deu o seu Filho Unigénito para nos salvar.”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Sabemos isto do Evangelho de São João. Mas não é tão facíl. João continua, “Quem acreditar nele não é condenado, mas o que não acredita já está condenado, porque não crê no nome do Filho único de Deus.”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Ai! É posível que quer dizer que todos quem nasceu e morreu antes da Incarnação, como os santos do Antigo Testamento, Noé e Moíses, Rei Salomão e o Profeta Isaías e todo o resto, ficariam condenados porque não creram no nome do Filho único, que ainda não nasceu? É posível que quer dizer que todos quem não podiam crer no nome de Jesus Cristo, porque nunca ouviu, ficariam condenados ao Inferno? Isso não parece o Amor de Deus!&lt;br /&gt;Não parece, porque não é. É por isso que a Bíblia Sagrada e a nossa Fé ensina-nós que o Filho Unigênito não só viveu e morreu como um de nos, mas antes da sua ressurreição, nas palavras do Credo dos Apóstolos, “desceu ao lugar dos mortos”. Porque Deus amou de tal modo o mundo enteiro, e não somente as pessoas quem nasceu nas ultimo dois milénios, ou em lugares Cristãs. Todos nós temos, ou teremos, a oportunidade de aceitar, a oportunidade de crer, no nome de Jesus Cristo, porque todos nós que somos criado na semelhança-sua somos amado por Deus.&lt;br /&gt;A oportunidade é importante, claro... mas não é suficiente. Nós temos uma descrição do mundo que há-de vir no Livro de Apocalipse de João, um mundo aonde Deus habitará junto dos homens, e enxugará todas as lágrimas dos seus olhos, e já não haverá mais morte, nem luto, nem dor&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Será uma maravilha. Mas... no mesmo Capitulo, São João disse “Nela não entrará nada de indigno&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.”&lt;br /&gt;Ora bem. Creio no nome de Jesus Cristo. Quero ser um bom Cristão. Faço que posso. E... falho. Sou pecador, indigno. E não é muito tranquilizador, saber que não estou sozinho nisso— que todos nós somos pecadoso. “Não há ninguém que seja justo. Ninguém. Não há ninguém que compreenda. Ninguém que procure Deus. Todos andam fora do caminho e todos se perdem&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;,” disse S. Paulo na sua Carta aos Romanos. E mais: “Todos pecaram e ficaram longe de Deus&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;Umas das coisas mais importantes para nos durante o tempo da Quaresma é que este tempo pode servir-nós como lembrança—que precisamos de lembrar que não é suficiente crer em Jesus, ou ser membro baptizado da Igreja, ou chegar aqui nos Domingos para participar nos Cultos. Estas coisas são importantes, claro... mas também temos de lembrar as palavras do São João o Divino, falando sobre da Nova Jerusalem, do Reino das Céus. “Nela não entrará nada de indigno”. Não dá só crer: precisamos também de arrepender.&lt;br /&gt;Nas palavras do S. João, «Deus é luz e nele não há nenhuma escuridão. Se dizemos que vivemos unidos a Ele, mas levamos uma vida de escuridão, então mentimos em palavras e acções. Ao contrário, se levamos, tal como Deus, que está na luz, somos solidários uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado. Se dizemos que não tenho pecados, enganamo-nos a nós próprios e faltamos a verdade. Mas, se confessarmos que somos pecadores, Deus é fiel e bondoso e há-de perdoar os pecados e purificar-nos de todo o mal.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;»&lt;br /&gt;Muitas vezas, ouvimos que a Quaresma é somente um período de jejum: um tempo em que nós não podemos comer carne ou chocolate, ou qualquer coisa assim. Ora, não posso dizer com certeza, mas não acho que Deus é muito preocupado com a minha sobremesa! Se abstenho do bolo de chocolate, não faço isto por Deus. Faço por mim mesmo, porque cada vez que quero o bolo, ou que a empregada na restaurante pergunta “E para sobremesa?”, serve-me como uma lembrança das razões para o jejum: que estou num tempo de examinar a minha consciência, num tempo de examinar a minha vida Cristã... que estou em Quaresma. E em vez de comer o bolo, talvez posso por o mesmo dinheiro numa caixa, para ser usada na ajuda de famílias carenciadas.&lt;br /&gt;A vida Cristã é uma série dos passos. Eu conheço uns protestantes Americanos quem pensam que é só preciso ser ‘nascido de novo’&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt; para ser salvo, mas na nossa Igreja, ensinamos que não é tão simples. Somos nascido de novo em baptismo, mas como o ‘nascimento físico’ é somente a começa das nossas vidas, o baptismo só começa a nossa vida Cristã. Nós temos também de viver vidas Cristãs, de crescer na Fé, de amar o Senhor e o nosso proximo, e quando falhamos (e é verdade que “todos pecaram e ficaram longe de Deus,” que todos nos falhamos!), temos de reconhecer os nossos pecados, de arrepender-se, de confessar os pecados, e, quando é possivel, de remediar a falha. É por isso que temos o Acto Penitencial no Culto, e também temos o serviço de Confessão pessoal, a “Reconciliação do Penitente”, nos Livros de Liturgia Anglicana da maioria das Igrejas da Comunhão Anglicana.&lt;br /&gt;É só assim, com corações contritos, que obtenhamos o perdão de Deus misericordiosíssimo, e que seremos purgados, purificados, da toda a sugeira dos nossos pecados. O que acontece depois da morte, o modo que Deus usa para esta purificação, esta fundição das nossas almas, não me importa: deixo isto para os doutores da teologia. O que importa é isto: só perdoado, só purificado, poderemos entrar ao Reino de Deus, “junto dos espíritos daqueles que já atingiram a perfeição”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A Quaresma é um tempo com muito importância na vida Cristã. Somos chamados à penitência, porque precisamos de ser reconciliado com Deus, e tornado ‘perfeito’ por Deus, se queremos entrar no Reino dos Céus. Não podemos aperfeiçoar-se; se era possível, Jesus Cristo não precisava de morrer por nós e para nossa salvação. A importância da Quaresma é isso: é um tempo dedicado ao arrependimento pessoal, à maior atenção à Palavra do Senhor, e também aos problemas do todos nossos irmãos e irmãs, especialmente neste tempo de crise mundial. Na Quaresma, lembramos também que é impossível ser Cristão sozinho: nos somos o Corpo de Cristo, e a nossa Fé dá-nos uma responsibilidade, um por outro.&lt;br /&gt;A Quaresma é penitencial, mas também esperançoso: sabemos, durante este tempo liturgico de preparação para Semana Santa, que, bem como não podemos chegar à Ressurreição sem passar pela Paixão, também não passamos pela Paixão sem chegar à Ressurreição. Usemos este tempo para examinar as nossas consciencias e arrepender-se dos nossos pecados, para crescer na Fé, para jejum e renúncia, para amar e cuidar os nossos próximos. Preparemos para a Cruz dolorosa, mas também para a Ressurreição gloriosa. E assim, observemos uma santa Quaresma abençoada.&lt;br /&gt;Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ámen.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; I Pedro 4,6&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; S. João 3,16&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; S. João 3,18&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Apocalipse 21, 3-4&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Apocalipse 21, 27&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Romanos 3, 10-12&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Romanos 3, 23&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; I João 1, 5-9&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; S. João 3, 3-6&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4704917730878046397#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Hebreus 12, 23&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-2431172088797166496?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/2431172088797166496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/homilia-para-o-1-domingo-da-quaresma.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/2431172088797166496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/2431172088797166496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/03/homilia-para-o-1-domingo-da-quaresma.html' title='Homilia para o 1º Domingo da Quaresma, 01.03.09 [Ano B]'/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4704917730878046397.post-8722416300012907682</id><published>2009-02-28T08:26:00.000Z</published><updated>2009-03-28T03:50:05.556Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prayer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grief'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='9/11'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O GOD, MAKE SPEED TO SAVE US… &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PRAYERS IN TIME OF CRISIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Being a Pamphlet designed for use following the Attacks of 9/11&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;COMPILED, ADAPTED AND MODERNIZED FROM A VARIETY OF SOURCES&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;By Chaplain Francis C. Zanger, a US Navy Chaplain temporarily assigned to assist the Episcopal Church’s National Response Team, led by Bishop George Packard, Bishop Suffragan for Chaplaincies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER IN THE FACE OF THE ENEMY     You, O Lord, are just and powerful: Defend our cause against the face of the enemy.     O God, you are a strong tower of defense to all who fly to you:Save us from the violence of the enemy.      O Lord of hosts, fight for us, that we may glorify you.     O Lord suffer us not to sink under the weight of our sins, nor theviolence of the enemy.     O Lord, arise, help us, and deliver us for your Name's sake. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR THOSE IN THE ARMED FORCES OF OUR COUNTRYAlmighty God, we commend to your gracious care and keeping all the men and women of the armed forces at home and abroad. Defend them day by day with your heavenly grace; strengthen them in their trials and temptations; give them courage to face the perils which beset them, and grant them a sense of your abiding presence wherever they may be; through Jesus Christ our Lord. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(2) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER IN TIME OF WARO God, our help in ages past, our hope today and tomorrow, we approach you in deep humility at this hour of tragic crisis. Forgive us, if we have contributed to the cause of this war in which your children are engaged. Protect the children and the innocent. So fill our hearts with trust in you, that in peace and war we may commit our loved ones and ourselves to your unfailing care. Let not the powers of darkness and of terror keep us from doing our duty as free men. Help us to fight on until all strife and oppression cease and the peoples of this world are delivered from bondage and fear. Give us victory, O God, if it be your will, but above all give us the knowledge that we are fighting for values that are right and everlasting. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR COURAGETeach me, O Master, the courage with which you faced every duty and trial, the spirit with which you made every sacrifice, that heartened by your blessed example, I may never waver in duty, danger or sacrifice, but as a good soldier of the Cross be enabled to better to serve the Country that I love; in the Name of God, who lives and reigns for evermore. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(4) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR OUR NATIONAL LEADERSO Lord God Almighty, guide, we pray you, all those to whom has been committed the government of this nation, and grant to them special gifts of wisdom and understanding, of counsel and strength; that upholding what is right, and following what is true, they may obey your holy will and fulfill your divine purpose, through Jesus Christ our Lord. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(5)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR OUR LOVED ONESO God, the helper and protector of all your children, the comfort and stay of the solitary, and of those who are separated from those whom they love, we ask you to grant unto them every good gift for the body and the soul, and to unite us all, present and absent, in true faith and love. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(6)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR ABSENT FAMILY MEMBERSO God, whose fatherly care reaches to the uttermost parts of the earth: We humbly beseech you graciously to behold and bless those whom we love, now absent from us. Defend them from all dangers of soul and body, and grant that both they and we, drawing nearer to you, may be bound together by your love in the communion of your Holy Spirit; through Jesus Christ our Lord. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(7)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR A WILL TO PEACEAlmighty God, by whose grace we look for the day when nation shall not any more lift us sword against nation, nor people against people, and when mankind shall live without fear in security and peace, grant to us in this time of strife the will to labor for peace even while our sword is drawn to resist the oppressor. Let not the evil we oppose turn us from our purpose to achieve unity and concord among the nations of the earth, to your honor and glory, through Jesus Christ our Lord. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(5)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR A NATION UNDER ATTACKAlmighty God, we ask that you look with loving-kindness on the people of our nation, as we struggle to live our lives in time of great uncertainty and fear. Grant that the goals of those who would terrorize and intimidate the people of our country may be thwarted, and that in these times of trouble all Americans, of every faith, race and ethnicity may be drawn yet more closely in bonds of shared amity, respect, and purpose. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(8)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRAYER FOR STRENGTH AND PROTECTIONO God, who knows us to be set in the midst of so many and great dangers, that by reason of our human weakness we cannot always stand upright; Grant to us such strength and protection as may support us in all dangers, and carry us through all temptations; through Jesus Christ our Lord. Amen. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SOURCES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1. "A Prayer Book for Soldiers and Sailors" Bishop White Prayer Book Society, ©19172. "The Book of Common Prayer" Church Hymnal Corp., ©19793. "Prayers at Sea" United States Naval Institute, ©1956, 19624. "Protestant Book of Worship for Field Use" US Army, ©19675. "The Armed Forces Prayer Book", Church Pension Fund, ©19516. "Song and Service Book for Ship and Field: Army and Navy" A. S. Barnes &amp;amp; Co. ©19417. "A Prayer Book for the Armed Forces" The Domestic and Foreign Missionary Society of the Episcopal Church, ©19888. Chaplain Francis C. Zanger,  © Sep. 2001&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4704917730878046397-8722416300012907682?l=padrez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padrez.blogspot.com/feeds/8722416300012907682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/02/o-god-make-speed-to-save-us-prayers-in.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/8722416300012907682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4704917730878046397/posts/default/8722416300012907682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrez.blogspot.com/2009/02/o-god-make-speed-to-save-us-prayers-in.html' title=''/><author><name>CónegoZ+</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03449436611998306957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mjy2Sz6QF7s/Sa7_h6bYkhI/AAAAAAAAAAM/yMmPO3yk2f0/S220/FCZ,+ID+sized,+in+cap.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
